McDonald’s vai usar guia de indicadores para atestar sustentabilidade de fornecedores

31 agosto 2018
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Para o McDonald’s, uma das maiores redes de restaurantes do mundo com mais de 37 mil estabelecimentos, praticar o bem-estar animal dentro das fazendas é condição essencial para a aquisição de matéria-prima. Foi o que frisou ao Giro do Boi nesta sexta, 31, o diretor de fornecimento estratégico da McDonald’s Corporation, Daniel Boer. “O McDonald’s hoje vê o bem-estar animal como parte fundamental da nossa estratégia de fornecimento. É um item não negociável. Precisa ter para iniciar qualquer negociação comercial”, reforçou.

Na empresa, o tema não é novo. As primeiras ações aconteceram a partir de 1997, quando a própria Temple Grandin, umas das maiores pesquisadoras do setor em todo o mundo, passou a auditar a cadeia de fornecimento para avançar no que, até então, se apresentava como uma tendência.

+ Confira entrevista exclusiva de Temple Grandin ao Giro do Boi

Com um trabalho sólido desenvolvido desde então junto às indústrias, incluindo as de carne bovina, com padrões estabelecidos para auditorias em seus fornecedores diretos, a próxima meta da rede é assegurar que tais parâmetros estejam em sintonia também dentro das porteiras, revelou Boer. “O nosso próximo passo é avançar com o bem-estar animal para o campo. E vai chegar mais próximo ao produtor. O Brasil foi pioneiro em desenvolver uma mesa redonda de pecuária sustentável, o GTPS, que reúne vários elos da cadeia, como produtores, bancos, supermercados e sociedade civil tentando encontrar o que é pecuária sustentável. E nós chegamos com os indicadores em um guia prático de pecuária sustentável. […] E nós vamos usar esta ferramenta, este GIPS, que é o Guia de Indicadores da Pecuária Sustentável, para atingir os padrões de sustentabilidade, e o bem-estar animal é um dos pilares desta estrutura de sustentabilidade”, explicou Boer.

+ Conheça e acesse três ferramentas para melhorar a sustentabilidade da sua fazenda

De acordo com o executivo, o país já é hoje um exemplo na área de bem-estar animal e sustentabilidade, o que exige o uso de ferramentas que comprovem tal avanço do setor produtivo nesta área. “Quem paga a conta da cadeia inteira é o consumidor. […] O consumidor vem demandando cada vez mais, não só bem-estar animal, mas também sustentabilidade. Esta transparência da cadeia de produção veio para ficar. […] O Brasil hoje é vitrine de produção bovina e o consumidor vai demandar cada vez mais esta transparência. Estas ferramentas que existem, como GIPS, do GTPS, proporcionam ao produtor mostrar o bom trabalho que ele vem fazendo no campo para trazer isto até a mesa do consumidor, conectando as duas pontas, campo e consumidor”, acrescentou.

Na entrevista, Boer listou ainda alguns dos principais progressos feitos pela pecuária brasileira quando o assunto é bem-estar. “A evolução do bem-estar animal dentro do Brasil serve de exemplo para o mundo em alguns parâmetros. Hoje você vê abatedouros melhorando as carretas de transporte de gado para melhorar o bem-estar animal, reduzindo as distâncias, o tempo de viagem, treinando os motoristas que são parte fundamental desta cadeia no manejo dos animais. No Brasil, a evolução do bem-estar foi muito rápida e muito boa. Hoje o Brasil ocupa uma posição de líder neste processo, mas claro, não é um destino, é uma jornada. Tem muito a ser feito, muito a melhorar, nunca termina. Então a gente tem que continuar medindo, implementando ações, reportando e comunicando todo esse trabalho exemplar feito pelo Brasil”, comentou.

Veja mais detalhes da entrevista de Daniel Boer ao Giro do Boi:

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Na empresa, o tema não é novo. As primeiras ações aconteceram a partir de 1997, quando a própria Temple Grandin, umas das maiores pesquisadoras do setor em todo o mundo, passou a auditar a cadeia de fornecimento para avançar no que, até então, se apresentava como uma tendência.

+ Confira entrevista exclusiva de Temple Grandin ao Giro do Boi

Com um trabalho sólido desenvolvido desde então junto às indústrias, incluindo as de carne bovina, com padrões estabelecidos para auditorias em seus fornecedores diretos, a próxima meta da rede é assegurar que tais parâmetros estejam em sintonia também dentro das porteiras, revelou Boer. “O nosso próximo passo é avançar com o bem-estar animal para o campo. E vai chegar mais próximo ao produtor. O Brasil foi pioneiro em desenvolver uma mesa redonda de pecuária sustentável, o GTPS, que reúne vários elos da cadeia, como produtores, bancos, supermercados e sociedade civil tentando encontrar o que é pecuária sustentável. E nós chegamos com os indicadores em um guia prático de pecuária sustentável. […] E nós vamos usar esta ferramenta, este GIPS, que é o Guia de Indicadores da Pecuária Sustentável, para atingir os padrões de sustentabilidade, e o bem-estar animal é um dos pilares desta estrutura de sustentabilidade”, explicou Boer.

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De acordo com o executivo, o país já é hoje um exemplo na área de bem-estar animal e sustentabilidade, o que exige o uso de ferramentas que comprovem tal avanço do setor produtivo nesta área. “Quem paga a conta da cadeia inteira é o consumidor. […] O consumidor vem demandando cada vez mais, não só bem-estar animal, mas também sustentabilidade. Esta transparência da cadeia de produção veio para ficar. […] O Brasil hoje é vitrine de produção bovina e o consumidor vai demandar cada vez mais esta transparência. Estas ferramentas que existem, como GIPS, do GTPS, proporcionam ao produtor mostrar o bom trabalho que ele vem fazendo no campo para trazer isto até a mesa do consumidor, conectando as duas pontas, campo e consumidor”, acrescentou.

Na entrevista, Boer listou ainda alguns dos principais progressos feitos pela pecuária brasileira quando o assunto é bem-estar. “A evolução do bem-estar animal dentro do Brasil serve de exemplo para o mundo em alguns parâmetros. Hoje você vê abatedouros melhorando as carretas de transporte de gado para melhorar o bem-estar animal, reduzindo as distâncias, o tempo de viagem, treinando os motoristas que são parte fundamental desta cadeia no manejo dos animais. No Brasil, a evolução do bem-estar foi muito rápida e muito boa. Hoje o Brasil ocupa uma posição de líder neste processo, mas claro, não é um destino, é uma jornada. Tem muito a ser feito, muito a melhorar, nunca termina. Então a gente tem que continuar medindo, implementando ações, reportando e comunicando todo esse trabalho exemplar feito pelo Brasil”, comentou.

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