Confinamento em alta aquece mercado de reposição

20 julho 2018
confinamento-2018-volume-reposicao

A alta do confinamento está movimentando a reposição da pecuária de corte brasileira. Segundo a projeção da Assocon, Associação Nacional de Pecuária Intensiva, o país deve ter em 2018 um avanço de 11,9% dos animais fechados em cocho, o que representa um volume de 3,7 milhões de cabeças engordadas em confinamentos neste ano ante 3,3 milhões em 2017.

O reflexo disso está sendo observado na reposição. No quadro Giro na Estrada desta sexta, dia 20, o coordenador da transportadora TRP, Eduardo Baschera, destacou que no primeiro semestre deste ano a companhia transportou um volume de gado magro 48% maior na comparação com o mesmo período do ano passado.

“A gente vê um aumento significativo do transporte de gado magro, desde bezerro de desmama até o boi que vai para confinamento ou transferência de pasto. […] É sinal de que o pecuarista vem investindo mais em qualidade e genética porque vem transferindo de regiões que têm gado de maior qualidade genética, o que acabou aquecendo o transporte de boi magro”, observou.

A frota da transportadora, acrescentou Baschera, é adaptada para a logística específica da categoria de reposição. “Todos os nossos equipamentos seguem as normas de bem-estar animal. Essa boiada sofre bem menos estresse no transporte e pegando o exemplo do boi que vai para confinamento, ele começa o ganho de peso dele mais rápido, se adapta melhor ao cocho. Além disso, a frota é 100% rastreada, então a gente consegue ter uma visão muito boa das informações de cada uma das viagens”, acrescentou em conversa com o apresentador Marco Ribeiro.

O coordenador de logística da JBS, o agrônomo Leonardo Vieira, também citou a importância do bem-estar animal para o transporte boiadeiro, tema em evidência pela recente passagem da Dra. Temple Grandin pelo Brasil. “A doutora Grandin é precursora desta ação e um nome de referência no mundo inteiro. Os conceitos que ela traz precisam ser empregados porque hoje nós temos que, além de pensar nos animais em si, tem uma consequência disso que traz reflexos até econômicos. Hoje bem-estar animal não é apenas uma boa prática, é relevante economicamente, você tem ganhos com isso, tem desempenho melhor da cadeia, e os próprios clientes já perceberam isso”, enalteceu.

Veja o quadro Giro na Estrada na íntegra clicando no player:

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O coordenador de logística da JBS, o agrônomo Leonardo Vieira, também citou a importância do bem-estar animal para o transporte boiadeiro, tema em evidência pela recente passagem da Dra. Temple Grandin pelo Brasil. “A doutora Grandin é precursora desta ação e um nome de referência no mundo inteiro. Os conceitos que ela traz precisam ser empregados porque hoje nós temos que, além de pensar nos animais em si, tem uma consequência disso que traz reflexos até econômicos. Hoje bem-estar animal não é apenas uma boa prática, é relevante economicamente, você tem ganhos com isso, tem desempenho melhor da cadeia, e os próprios clientes já perceberam isso”, enalteceu.

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