Artigo: A reinvenção da pecuária no Brasil

05 maio 2016
Renato Costa, presidente da JBS Carnes Brasil

por Renato Costa, presidente da JBS Carnes Brasil

A nossa pecuária tem grande capacidade de renovação. Ao longo da história ela mudou de perfil e indicadores, evoluindo até se tornar referência em sustentabilidade e caminhando para ser exemplo em produtividade e qualidade.

Os desafios estão interligados. Quanto mais aumentamos nossa produtividade, mais precoce é o gado abatido e mais características desejáveis o produto terá, como maciez, sabor e suculência.

Quem impõe esses limites a serem superados é quem paga a conta da cadeia produtiva: os consumidores brasileiros e de mais de 150 países. Conquistar estes paladares não tem sido tarefa fácil. A educação sobre o consumo de carne arrocha a cobrança sobre o que produzimos.

O mercado interno, depois de anos de aumento de renda, reluta em baixar a qualidade do que consume, ainda mais em tempos em que a tendência é o consumo doméstico de pratos gourmet. O volume, no entanto, é afetado. A quaresma, a inflação alta e a competitividade de proteínas concorrentes resulta em um acúmulo de estoques perigoso.

Nas exportações, as recentes aberturas de mercado ainda precisam valer na prática. A China, que reabriu suas fronteiras para a nossa proteína em 2015, tem demanda incerta. A retomada de embarques de carne in natura para os EUA ainda não aconteceu, pois estamos esperando o fim dos trâmites burocráticos.

Até lá, o que podemos dizer é que onde houver uma boca para alimentar com carne bovina, a indústria brasileira irá atrás do canal de venda adequado para atendê-la. É o que está acontecendo neste 1º trimestre, quando nossa equipe já passou pela Rússia em visita à feira ProdExpo e pelos Emirados Árabes Unidos, para a Gulfood. Também fomos à China para validar novas vias de escoamento.

Esta é a mais recente reinvenção da pecuária brasileira. A educação comercial. Isso porque oportunidade existe, mas a cobrança chega à mesma proporção. À medida que a nossa carne alcança a novos e potenciais consumidores, nosso modo de trabalhar se ajusta, seja da indústria até o varejo, seja da fazenda para o frigorífico. Estamos trabalhando para tornar cada vez mais dinâmicas estas relações.

Renato Costa JBS

Renato Costa, presidente da JBS Carnes Brasil

*Publicado originalmente no caderno especial Giro do Boi na edição 134 (março/2015) da revista Dinheiro Rural – Editora 3).

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O mercado interno, depois de anos de aumento de renda, reluta em baixar a qualidade do que consume, ainda mais em tempos em que a tendência é o consumo doméstico de pratos gourmet. O volume, no entanto, é afetado. A quaresma, a inflação alta e a competitividade de proteínas concorrentes resulta em um acúmulo de estoques perigoso.

Nas exportações, as recentes aberturas de mercado ainda precisam valer na prática. A China, que reabriu suas fronteiras para a nossa proteína em 2015, tem demanda incerta. A retomada de embarques de carne in natura para os EUA ainda não aconteceu, pois estamos esperando o fim dos trâmites burocráticos.

Até lá, o que podemos dizer é que onde houver uma boca para alimentar com carne bovina, a indústria brasileira irá atrás do canal de venda adequado para atendê-la. É o que está acontecendo neste 1º trimestre, quando nossa equipe já passou pela Rússia em visita à feira ProdExpo e pelos Emirados Árabes Unidos, para a Gulfood. Também fomos à China para validar novas vias de escoamento.

Esta é a mais recente reinvenção da pecuária brasileira. A educação comercial. Isso porque oportunidade existe, mas a cobrança chega à mesma proporção. À medida que a nossa carne alcança a novos e potenciais consumidores, nosso modo de trabalhar se ajusta, seja da indústria até o varejo, seja da fazenda para o frigorífico. Estamos trabalhando para tornar cada vez mais dinâmicas estas relações.

Renato Costa JBS

Renato Costa, presidente da JBS Carnes Brasil

*Publicado originalmente no caderno especial Giro do Boi na edição 134 (março/2015) da revista Dinheiro Rural – Editora 3).

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