Quais são os 5 domínios do bem estar animal e como eles influenciam na produtividade da fazenda?

02 agosto 2017
palestra-grupo-etco-bem-estar-animal-sustentabilidade-perspectivas-gado-de-corte-livia-magalhaes

Durante a feira Beef Expo, que aconteceu na capital São Paulo no início de junho, a Aliança da Produtividade ofereceu um ciclo de palestras ao longo de três dias sobre temas diversos que influenciam a produtividade das fazendas de gado de corte. O espaço que recebeu as apresentações, inclusive, foi batizado de “+@/ha/ano“.

Entre os debates propostos, estiveram em destaque os temas “Bem-estar animal e sustentabilidade: novas perspectivas na produção bovinos de corte“, que serviram de título para a palestra da zootecnista, mestre em genética e melhoramento animal, doutora em zootecnia e pós-doutoranda do Grupo Etco (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), da FCAV-Unesp, Lívia Magalhães.

Em sua apresentação, Magalhães apontou uma nova tendência para o trabalho com foco no bem-estar animal, explicando que o assunto não está mais restrito a não gritar no curral, usar bandeirinha e não machucar os animais durante o manejo, englobando mais atitudes e tornando o tema mais complexo.

“Não é não bater, não gritar? Na hora que levo no curral tratar bem, manejar com bandeirinha? Isso é um elemento quando falamos de bem-estar animal. Hoje, a nova perspectiva disso retrata que o bem-estar animal tem cinco domínios”, revelou a pós-doutoranda, apontando para o gráfico abaixo (clique para ampliar):

Magalhães exemplificou a nova perspectiva com uma situação que pode acontecer em qualquer propriedade. Se por algum motivo, um animal é privado do acesso a água, o componente físico nutrição fica comprometido. Em decorrência disto, logo sua saúde também será afetada, o que levará a uma influência negativa no seu comportamento, resultando em mudanças no seu estado mental e prejudicando, por fim, sua produtividade. Assim, a pesquisadora ilustrou a cadeia de eventos que antecedem uma falha no manejo de bem-estar animal.

Magalhães ressaltou ainda a importância da aplicação de boas práticas  desde o nascimento dos bezerros. “Toda imunidade dele (do bovino) é formada enquanto ele é bezerro. Por isso tem que mamar bem o colostro, tem que ter boa cura de umbigo, acesso à alimentação, tanto leite quanto creep feeding. O bom cuidado com o bezerro, a aplicação das boas práticas começa desde a hora em que ele nasceu até a hora que ele está lá no pasto”, indicou.

Segundo a zootecnista, os bovinos, sobretudo os zebuínos, têm grande capacidade de aprendizado, e aplicar boas práticas desde a sua fase de cria pode melhorar substancialmente seu desempenho dentro de seu ciclo produtivo.

“Os desafios na produção de bovinos de corte são enormes e quando a gente tem o melhor entendimento quanto a esses cinco domínios, como aplicar e fazer uma avaliação de bem estar animal, a gente se torna mais assertivo na resolução dos problemas na fazenda”, resumiu Lívia.

Veja a palestra, na íntegra, pelo vídeo abaixo:

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Entre os debates propostos, estiveram em destaque os temas “Bem-estar animal e sustentabilidade: novas perspectivas na produção bovinos de corte“, que serviram de título para a palestra da zootecnista, mestre em genética e melhoramento animal, doutora em zootecnia e pós-doutoranda do Grupo Etco (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), da FCAV-Unesp, Lívia Magalhães.

Em sua apresentação, Magalhães apontou uma nova tendência para o trabalho com foco no bem-estar animal, explicando que o assunto não está mais restrito a não gritar no curral, usar bandeirinha e não machucar os animais durante o manejo, englobando mais atitudes e tornando o tema mais complexo.

“Não é não bater, não gritar? Na hora que levo no curral tratar bem, manejar com bandeirinha? Isso é um elemento quando falamos de bem-estar animal. Hoje, a nova perspectiva disso retrata que o bem-estar animal tem cinco domínios”, revelou a pós-doutoranda, apontando para o gráfico abaixo (clique para ampliar):

Magalhães exemplificou a nova perspectiva com uma situação que pode acontecer em qualquer propriedade. Se por algum motivo, um animal é privado do acesso a água, o componente físico nutrição fica comprometido. Em decorrência disto, logo sua saúde também será afetada, o que levará a uma influência negativa no seu comportamento, resultando em mudanças no seu estado mental e prejudicando, por fim, sua produtividade. Assim, a pesquisadora ilustrou a cadeia de eventos que antecedem uma falha no manejo de bem-estar animal.

Magalhães ressaltou ainda a importância da aplicação de boas práticas  desde o nascimento dos bezerros. “Toda imunidade dele (do bovino) é formada enquanto ele é bezerro. Por isso tem que mamar bem o colostro, tem que ter boa cura de umbigo, acesso à alimentação, tanto leite quanto creep feeding. O bom cuidado com o bezerro, a aplicação das boas práticas começa desde a hora em que ele nasceu até a hora que ele está lá no pasto”, indicou.

Segundo a zootecnista, os bovinos, sobretudo os zebuínos, têm grande capacidade de aprendizado, e aplicar boas práticas desde a sua fase de cria pode melhorar substancialmente seu desempenho dentro de seu ciclo produtivo.

“Os desafios na produção de bovinos de corte são enormes e quando a gente tem o melhor entendimento quanto a esses cinco domínios, como aplicar e fazer uma avaliação de bem estar animal, a gente se torna mais assertivo na resolução dos problemas na fazenda”, resumiu Lívia.

Veja a palestra, na íntegra, pelo vídeo abaixo:

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