Avaliação genômica dobra acurácia no uso de touros jovens, afirma zootecnista

12 dezembro 2018
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Você sabe o que é e para que servem as avaliações genômicas nos programas de melhoramento genético de bovinos? O tema foi tratado nesta quarta, dia 12, em entrevista concedida ao Giro do Boi pelo zootecnista Antônio Carlos Sciamarelli Junior, gerente de corte da empresa de genética Semex.

“A genômica nada mais é do que identificar geneticamente as características de ganho de peso, de (habilidade) maternal, o que o gado tem de genética. Isto você pode fazer do animal nascido já. Antes demorava cinco anos para se provar um animal para saber se era melhorador. Quando se passou a fazer DEP genômica, o que quer dizer? Você tira um pêlo do rabo ou sêmen e faz os marcadores moleculares e desvenda todas as características de ganho de peso, de habilidade maternal, se aquele animal tem geneticamente no seu pedigree as características que vão melhorar (o rebanho). Isso dá uma velocidade de melhoramento genético muito grande. Você vê no gado Holandês hoje animais com dois anos já pais de touros”, disse Sciamarelli ao introduzir o assunto.

“Você ganha quatro a cinco anos na velocidade do melhoramento genético. A gente sabe que o pecuarista quer usar os animais jovens, que são os animais da ponta, os melhores da fazenda, mas com confiança. O que a gente tinha (como hábito) era usar 30% de animais jovens e 70% de animais provados. Isso vai inverter agora”, completou.

O uso de animais jovens era limitado por conta da baixa acurácia, ou baixa precisão, da estimativa de quanto o animal impactaria positivamente o rebanho. Um cenário que deve mudar, conforme previu o zootecnista.

“Um animal Nelore jovem que sai do sobreano para ser contratado ou vendido sai com uma acurácia de 30% a 32% nas avaliações, uma acurácia baixa. Quando nesse mesmo animal você faz a identificação genômica e isto é introduzido nas DEPs dele, isto praticamente dobra a confiabilidade. Então o animal jovem entra para vender sêmen ou para ser usado como touro comercial com 60%, 55% (de acurácia) como se ele já tivesse 25 filhos avaliados. Para ter 25 filhos avaliados, quanto tempo demora? Até você vender o sêmen, nascer os bezerros, identificar e começar a medição e provar que esse touro é bom? Olha como isso ganha tempo”, disse Sciamarelli.

Confira a entrevista completa no vídeo abaixo:

Foto: Humberto De Marchi / reprodução PMA/ES

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“Você ganha quatro a cinco anos na velocidade do melhoramento genético. A gente sabe que o pecuarista quer usar os animais jovens, que são os animais da ponta, os melhores da fazenda, mas com confiança. O que a gente tinha (como hábito) era usar 30% de animais jovens e 70% de animais provados. Isso vai inverter agora”, completou.

O uso de animais jovens era limitado por conta da baixa acurácia, ou baixa precisão, da estimativa de quanto o animal impactaria positivamente o rebanho. Um cenário que deve mudar, conforme previu o zootecnista.

“Um animal Nelore jovem que sai do sobreano para ser contratado ou vendido sai com uma acurácia de 30% a 32% nas avaliações, uma acurácia baixa. Quando nesse mesmo animal você faz a identificação genômica e isto é introduzido nas DEPs dele, isto praticamente dobra a confiabilidade. Então o animal jovem entra para vender sêmen ou para ser usado como touro comercial com 60%, 55% (de acurácia) como se ele já tivesse 25 filhos avaliados. Para ter 25 filhos avaliados, quanto tempo demora? Até você vender o sêmen, nascer os bezerros, identificar e começar a medição e provar que esse touro é bom? Olha como isso ganha tempo”, disse Sciamarelli.

Confira a entrevista completa no vídeo abaixo:

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