Cinco passos para aumentar a margem da pecuária de corte

04 dezembro 2019
contabilidade

Como construir margem na pecuária de corte? Embora seja esta a preocupação principal dos pecuaristas, muitas vezes a busca acaba sendo deturpada e confundida pelo mero aumento da produção na fazenda. “Margem nada mais é do que a distância entre a receita e a despesa. O papel de qualquer líder é aumentar a distância entre receita e despesa, que é construir margem. E isso nos preocupa demasiadamente porque houve aumento da produtividade, mas praticamente todo este aumento foi conduzido em (crescimento dos) custos”, advertiu o zootecnista Antônio Chaker.

O tema foi tratado na edição especial do Giro do Boi para o lançamento do Benchmarking 2018/19 (*), um estudo coordenado pela Inttegra, empresa de consultoria da qual Chaker é diretor e fundador. O especialista listou os cinco pontos que foram essenciais para as fazendas que participaram do levantamento estarem no rol das top 30% rentáveis.

1 – “Primeiro: custo fixo, que é mão de obra, administração, imposto e manutenção. R$ 20 no máximo por cabeça/mês”.

2 – “Mão de obra permanente: R$ 10 por cabeça/mês”.

3 – “Esse é o pulo do gato: gastar R$ 4 em nutrição para cada 100 gramas de ganho. Então se eu tenho 500 gramas de ganho, eu posso gastar tranquilamente R$ 20 cabeça/mês em nutrição. Se eu não tenho isso, eu vou calibrar para R$ 4 para cada 100 gramas”.

4 – “Pastagem: R$ 7 por cabeça ao mês para cada 1 UA média”.

5 – “E, no máximo, que é o resumo de tudo, o item 5, que é gastar no máximo R$ 10 por cabeça mês para cada 100 gramas de ganho total. Então se a fazenda tem um ganho global de 500 gramas eu posso gastar R$ 50 por cabeça ao mês”.

“Se eu seguir estas regras aqui, não tem erro, eu vou ser top rentável”, determinou o zootecnista e mestre em produção animal.

Para facilitar a tarefa do gestor de uma fazenda de gado de corte, Chaker indicou quanto deve representar o custo de produção para quem trabalha com cada fase do ciclo de produção: para as fazendas de cria, até 65%; no máximo 70% para as de ciclo completo; e 60% para quem faz recria-engorda. O consultor afirmou que, passando destes valores de referência, o produtor “se expõe demasiadamente” ao risco.

Veja a explicação de Antônio Chaker sobre o assunto por meio do vídeo abaixo:

 

* O estudo do Benchmarking está em sua sétima edição, é feito desde 2012, e reúne números de propriedades incluídas em realidades diversas de produção por todo o Brasil e América Latina para efeito de comparação de desempenhos e indicação de referências. Nesta última safra, entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, foram analisados os dados de 378 fazendas em 12 estados do Brasil, além de Paraguai e Bolívia, propriedades que contam com 5.251 colaboradores, reúnem um rebanho de 1,64 milhão de animais distribuídos em uma área de 1,35 milhão de hectares de pastagem e faturam, em conjunto, R$ 1,76 bilhão.

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O tema foi tratado na edição especial do Giro do Boi para o lançamento do Benchmarking 2018/19 (*), um estudo coordenado pela Inttegra, empresa de consultoria da qual Chaker é diretor e fundador. O especialista listou os cinco pontos que foram essenciais para as fazendas que participaram do levantamento estarem no rol das top 30% rentáveis.

1 – “Primeiro: custo fixo, que é mão de obra, administração, imposto e manutenção. R$ 20 no máximo por cabeça/mês”.

2 – “Mão de obra permanente: R$ 10 por cabeça/mês”.

3 – “Esse é o pulo do gato: gastar R$ 4 em nutrição para cada 100 gramas de ganho. Então se eu tenho 500 gramas de ganho, eu posso gastar tranquilamente R$ 20 cabeça/mês em nutrição. Se eu não tenho isso, eu vou calibrar para R$ 4 para cada 100 gramas”.

4 – “Pastagem: R$ 7 por cabeça ao mês para cada 1 UA média”.

5 – “E, no máximo, que é o resumo de tudo, o item 5, que é gastar no máximo R$ 10 por cabeça mês para cada 100 gramas de ganho total. Então se a fazenda tem um ganho global de 500 gramas eu posso gastar R$ 50 por cabeça ao mês”.

“Se eu seguir estas regras aqui, não tem erro, eu vou ser top rentável”, determinou o zootecnista e mestre em produção animal.

Para facilitar a tarefa do gestor de uma fazenda de gado de corte, Chaker indicou quanto deve representar o custo de produção para quem trabalha com cada fase do ciclo de produção: para as fazendas de cria, até 65%; no máximo 70% para as de ciclo completo; e 60% para quem faz recria-engorda. O consultor afirmou que, passando destes valores de referência, o produtor “se expõe demasiadamente” ao risco.

Veja a explicação de Antônio Chaker sobre o assunto por meio do vídeo abaixo:

 

* O estudo do Benchmarking está em sua sétima edição, é feito desde 2012, e reúne números de propriedades incluídas em realidades diversas de produção por todo o Brasil e América Latina para efeito de comparação de desempenhos e indicação de referências. Nesta última safra, entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, foram analisados os dados de 378 fazendas em 12 estados do Brasil, além de Paraguai e Bolívia, propriedades que contam com 5.251 colaboradores, reúnem um rebanho de 1,64 milhão de animais distribuídos em uma área de 1,35 milhão de hectares de pastagem e faturam, em conjunto, R$ 1,76 bilhão.

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