Com “simbiose” lavoura-pecuária, fazenda no MT aumentou em mais de 40 vezes a produção de alimentos em dez anos

05 fevereiro 2019
grupo-roncador-simbiose-lavoura-pecuaria

Com a necessidade de aumentar sua produtividade para continuar competitiva dentro do agronegócio, uma propriedade do Vale do Araguaia mato-grossense foi além do conceito usual de integração lavoura-pecuária. Na cidade de Querência, onde se localiza a Fazenda Roncador, o sistema de produção foi se moldando até que saltasse de uma produção anual de 4,2 mil toneladas de carne em 2008 para 5,6 mil toneladas de carne mais 170 mil toneladas de soja dentro da mesma área em 2018, um aumento de mais de 41 vezes na produção total de alimentos em dez anos.

Quem contou esta história nesta terça, 05, ao Giro do Boi foi o presidente do Grupo Roncador, Pelerson Penido. Ele relembrou que, em 2008, a fazenda foi deixando para trás um sistema extensivo de ciclo completo para formar suas duas primeiras linhas de confinamento e plantar os primeiros 600 hectares de soja. “De lá para cá, nós fomos aumentando a produtividade, intensificando e construindo o sistema produtivo”, disse em entrevista ao programa.

No conceito que insiste em não chamar de integração, mas “simbiose lavoura-pecuária”, Penido explica que ao se aproximar da colheita da soja, sementes de Brachiaria ruziziensis são lançadas por avião para que já estejam brotadas no pós-colheita. Assim, no período seco do ano, os animais saem das áreas exclusivas de pecuária para se fartarem em 18 mil hectares de pasto intensivo, fruto de um solo extremamente fertilizado pela leguminosa.

A fazenda tem uma área de 152 mil hectares, sendo 80 mil de utilização e 72 mil de florestas. Da área de uso, hoje 45 mil hectares são destinados à lavoura e outros 35 à bovinocultura. Além da pecuária de corte tradicional, o Grupo Roncador buscou agregação de valor aos produtos de suas fazendas. Hoje é a fornecedora do Grupo Pão de Açúcar das carnes de animais Rubia Gallega, comercializadas nos supermercados da companhia.

Com este sistema intensivo – e lucrativo – de produção, o Grupo Roncador liderou a criação da Liga do Araguaia, um grupo que hoje reúne 63 pecuaristas do Médio Araguaia do MT em busca do desenvolvimento sustentável da pecuária de corte da região. “É uma ação com impacto de desenvolvimento regional para levar estes valores de sustentabilidade, de gestão”, resumiu.

+ Veja mais detalhes sobre a atuação da Liga do Araguaia

A entrevista completa com Pelerson Penido pode ser vista pelo vídeo abaixo:

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No conceito que insiste em não chamar de integração, mas “simbiose lavoura-pecuária”, Penido explica que ao se aproximar da colheita da soja, sementes de Brachiaria ruziziensis são lançadas por avião para que já estejam brotadas no pós-colheita. Assim, no período seco do ano, os animais saem das áreas exclusivas de pecuária para se fartarem em 18 mil hectares de pasto intensivo, fruto de um solo extremamente fertilizado pela leguminosa.

A fazenda tem uma área de 152 mil hectares, sendo 80 mil de utilização e 72 mil de florestas. Da área de uso, hoje 45 mil hectares são destinados à lavoura e outros 35 à bovinocultura. Além da pecuária de corte tradicional, o Grupo Roncador buscou agregação de valor aos produtos de suas fazendas. Hoje é a fornecedora do Grupo Pão de Açúcar das carnes de animais Rubia Gallega, comercializadas nos supermercados da companhia.

Com este sistema intensivo – e lucrativo – de produção, o Grupo Roncador liderou a criação da Liga do Araguaia, um grupo que hoje reúne 63 pecuaristas do Médio Araguaia do MT em busca do desenvolvimento sustentável da pecuária de corte da região. “É uma ação com impacto de desenvolvimento regional para levar estes valores de sustentabilidade, de gestão”, resumiu.

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