Como descobrir o carrapaticida ideal para usar em minha fazenda?

28 agosto 2019
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Demora cerca de 21 dias desde que a larva se transforme em fêmea adulta e comece a sugar o sangue dos bovinos, cerca de 3 ml para cada indivíduo, fazendo com que o animal perca até uma arroba de peso por ano. O ciclo descrito acima é o do carrapato, ectoparasita que causa um prejuízo anual à pecuária brasileira estimado em US$ 3,2 bilhões (ou R$ 13,2 bilhões em cotação atual).

Mas como interromper este ciclo e evitar que o problema dentro da porteira se agrave? Além da adoção de medidas como acabar com carrapato no pasto, usando o pastejo rotacionado, por exemplo, que pode contribuir para eliminar a porcentagem de ectoparasitas que fica no capim (até 95% de toda a infestação), é imprescindível que o pecuarista saiba qual é o melhor carrapaticida para bovinos indicado especialmente para a sua propriedade. Isto porque o controle químico pode variar de fazenda para fazenda por conta de resistência aos diversos princípios ativos.

Fazer esta descoberta tem um valor, e que pode ser irrisório perto do retorno que a resolução do problema traz aos pecuaristas: R$ 20,00. Para realizar o teste, o produtor deve fazer a coleta de 150 a 200 carrapatos antes da aplicação de qualquer parasiticida, armazená-los em um recipiente plástico limpo e seco, e enviar a amostra via Sedex 10, dos Correios, para o Instituto Biológico de São Paulo, localizado na Vila Mariana, na capital do estado. Dentro de 30 dias, o produtor tem o resultado do exame que vai direcioná-lo para o carrapaticida mais indicado para a sua fazenda e quais os intervalos de aplicação.

Quem falou ao Giro do Boi a respeito desta solução foi a bióloga, mestre em ciências e doutora em parasitologia Márcia Cristina Mendes, pesquisadora do Instituto Biológico de São Paulo. “Neste teste o produtor envia cerca de 150 a 200 carrapatos em um frasco seco, limpo e envia para o Instituto Biológico. Pode ser por Correios. Escreve o nome da fazenda, quais os produtos que foram usados nos últimos cinco anos. Este teste vai direcionar o produtor a escolher qual o melhor carrapaticida para a sua fazenda. Cada pecuarista faz tem um histórico de uso de carrapaticida. Quem vai dizer qual o melhor carrapaticida é o próprio carrapato da fazenda. O produtor não pode usar o produto carrapaticida que foi indicado no balcão, pelo vizinho, isto não pode ser feito. Com o resultado deste teste, o que ele vai fazer? Ele pode usar dois esquemas controle. Primeiro ele pode usar aquele produto num intervalo de aplicação de acordo com produto escolhido para a fazenda dele. Aí ele vai fazer a aplicação, o tratamento, em todos os animais. […] O que pode facilitar também para diminuir o uso de carrapaticida é fazer aplicação naqueles animais que são mais sensíveis, isto já ajuda”, revelou a pesquisadora.

“Outra dica que também acho muito importante seria verificar a infestação quando (o carrapato) ainda está na forma jovem. Quando o animal vai para o curral, as fêmeas já vão caindo no pasto então se você faz o tratamento nestes animais sensíveis onde se vê as formas jovens, faz a aplicação. Nisto você já evita que eles cheguem à forma adulta”, acrescentou.

Mais informações sobre as condições de amostragem e envio para o Instituto Biológico podem ser solicitadas pelo próprio e-mail da pesquisadora, em mendes@biologico.sp.gov.br. O IB de SP está localizado na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252, na Vila Mariana em São Paulo-SP, no CEP 04014-900. Veja nesta tabela todos os testes e seus respectivos valores praticados no Instituto.

A entrevista completa com a pesquisadora Márcia Cristina Mendes pode ser vista pelo vídeo abaixo:

Foto: Arquivo / IB

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Fazer esta descoberta tem um valor, e que pode ser irrisório perto do retorno que a resolução do problema traz aos pecuaristas: R$ 20,00. Para realizar o teste, o produtor deve fazer a coleta de 150 a 200 carrapatos antes da aplicação de qualquer parasiticida, armazená-los em um recipiente plástico limpo e seco, e enviar a amostra via Sedex 10, dos Correios, para o Instituto Biológico de São Paulo, localizado na Vila Mariana, na capital do estado. Dentro de 30 dias, o produtor tem o resultado do exame que vai direcioná-lo para o carrapaticida mais indicado para a sua fazenda e quais os intervalos de aplicação.

Quem falou ao Giro do Boi a respeito desta solução foi a bióloga, mestre em ciências e doutora em parasitologia Márcia Cristina Mendes, pesquisadora do Instituto Biológico de São Paulo. “Neste teste o produtor envia cerca de 150 a 200 carrapatos em um frasco seco, limpo e envia para o Instituto Biológico. Pode ser por Correios. Escreve o nome da fazenda, quais os produtos que foram usados nos últimos cinco anos. Este teste vai direcionar o produtor a escolher qual o melhor carrapaticida para a sua fazenda. Cada pecuarista faz tem um histórico de uso de carrapaticida. Quem vai dizer qual o melhor carrapaticida é o próprio carrapato da fazenda. O produtor não pode usar o produto carrapaticida que foi indicado no balcão, pelo vizinho, isto não pode ser feito. Com o resultado deste teste, o que ele vai fazer? Ele pode usar dois esquemas controle. Primeiro ele pode usar aquele produto num intervalo de aplicação de acordo com produto escolhido para a fazenda dele. Aí ele vai fazer a aplicação, o tratamento, em todos os animais. […] O que pode facilitar também para diminuir o uso de carrapaticida é fazer aplicação naqueles animais que são mais sensíveis, isto já ajuda”, revelou a pesquisadora.

“Outra dica que também acho muito importante seria verificar a infestação quando (o carrapato) ainda está na forma jovem. Quando o animal vai para o curral, as fêmeas já vão caindo no pasto então se você faz o tratamento nestes animais sensíveis onde se vê as formas jovens, faz a aplicação. Nisto você já evita que eles cheguem à forma adulta”, acrescentou.

Mais informações sobre as condições de amostragem e envio para o Instituto Biológico podem ser solicitadas pelo próprio e-mail da pesquisadora, em mendes@biologico.sp.gov.br. O IB de SP está localizado na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252, na Vila Mariana em São Paulo-SP, no CEP 04014-900. Veja nesta tabela todos os testes e seus respectivos valores praticados no Instituto.

A entrevista completa com a pesquisadora Márcia Cristina Mendes pode ser vista pelo vídeo abaixo:

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