Como evitar a entrada de animais doentes na propriedade?

28 janeiro 2020
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Nesta terça, 28, o Giro do Boi recebeu em estúdio o médico veterinário Ricardo Jordão, responsável pelo laboratório de produção do Instituto Biológico de São Paulo, a única instituição que está autorizada a produzir imunobiológicos que atendem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), instituído em 2001.

Em dezembro/2019 e janeiro/2020, o IB bateu recorde na produção dos imunobiológicos com aproximadamente 500 mil doses em cada mês. Ao todo, a capacidade atual de produção é de 4,5 milhões de doses, número que deve saltar quase 40% em 2020 e poderá até triplicar no ano que vem por conta da aquisição recente de novos equipamentos. “A nossa meta é a erradicação destas doenças, nós temos que identificar onde tem positivos, controlar e erradicar”, resumiu Jordão.

O veterinário listou algumas das medidas que o produtor pode tomar para evitar a disseminação destas doenças. A primeira delas é fazer os testes necessários no rebanho para se certificar de que seus próprios animais estão sadios, afinal é comum casos de doenças subclínicas, ou seja, que não apresentam sintomas.

“Você tem que fazer (os exames) porque é obrigatório, mas tem que fazer entendendo a importância. São zoonoses, doenças que infectam humanos. Só por isso já valeria você ter uma preocupação a mais com esse tipo de doença porque você pode, quem está trabalhando ali, no dia a dia, se infectar com estas doenças”, alertou. Além disso, há o prejuízo em queda de produtividade. “Cai produção, você reduz produção de leite, aumenta abortamentos e o risco de infectar quem está ali na propriedade e quem consome seus produtos”, acrescentou.

A realização dos testes vai ficar mais fácil com uma mudança no formato de comercialização dos imunobiológicos pelo IB-SP. Enquanto os frascos tradicionais de Tuberculina, que serve para o diagnóstico de tuberculose, têm 50 doses, o instituto disponibilizará também frascos de 20 doses. No caso da AAT, para diagnosticar brucelose, um frasco de 64 doses vai se somar ao tradicional de 160 doses para a comercialização. O Prova Lenta, usado igualmente na detecção de brucelose, vai contar com frascos na versão tradicional de 60 e agora de 24 doses também.

Outra medida que o produtor pode tomar para evitar que as doenças se espalhem é fazer quarentena com animais recém-adquiridos, observar possíveis problemas sanitários e fazer os testes necessários antes de incorporar novos indivíduos ao rebanho.

Jordão condenou ainda a atitude de produtores que por ventura repassem animais infectado a terceiros, comercializando com seu vizinho, por exemplo. “Quando você pega um animal positivo e vende para o seu vizinho, a bactéria não respeita cerca de propriedade. Ela passa, ela não quer saber. Então o problema é coletivo, você resolveu seu problema na sua cabeça, mas não resolveu seu problema, ele continua ali no seu vizinho ou para quem você vendeu. Quando você vende um animal positivo, não faz a eutanásia na propriedade, você está espalhando o problema”, advertiu.

Veja a entrevista completa com o médico veterinário do IB-SP Ricardo Jordão no vídeo abaixo:

 

Foto: Reprodução / Mapa

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Em dezembro/2019 e janeiro/2020, o IB bateu recorde na produção dos imunobiológicos com aproximadamente 500 mil doses em cada mês. Ao todo, a capacidade atual de produção é de 4,5 milhões de doses, número que deve saltar quase 40% em 2020 e poderá até triplicar no ano que vem por conta da aquisição recente de novos equipamentos. “A nossa meta é a erradicação destas doenças, nós temos que identificar onde tem positivos, controlar e erradicar”, resumiu Jordão.

O veterinário listou algumas das medidas que o produtor pode tomar para evitar a disseminação destas doenças. A primeira delas é fazer os testes necessários no rebanho para se certificar de que seus próprios animais estão sadios, afinal é comum casos de doenças subclínicas, ou seja, que não apresentam sintomas.

“Você tem que fazer (os exames) porque é obrigatório, mas tem que fazer entendendo a importância. São zoonoses, doenças que infectam humanos. Só por isso já valeria você ter uma preocupação a mais com esse tipo de doença porque você pode, quem está trabalhando ali, no dia a dia, se infectar com estas doenças”, alertou. Além disso, há o prejuízo em queda de produtividade. “Cai produção, você reduz produção de leite, aumenta abortamentos e o risco de infectar quem está ali na propriedade e quem consome seus produtos”, acrescentou.

A realização dos testes vai ficar mais fácil com uma mudança no formato de comercialização dos imunobiológicos pelo IB-SP. Enquanto os frascos tradicionais de Tuberculina, que serve para o diagnóstico de tuberculose, têm 50 doses, o instituto disponibilizará também frascos de 20 doses. No caso da AAT, para diagnosticar brucelose, um frasco de 64 doses vai se somar ao tradicional de 160 doses para a comercialização. O Prova Lenta, usado igualmente na detecção de brucelose, vai contar com frascos na versão tradicional de 60 e agora de 24 doses também.

Outra medida que o produtor pode tomar para evitar que as doenças se espalhem é fazer quarentena com animais recém-adquiridos, observar possíveis problemas sanitários e fazer os testes necessários antes de incorporar novos indivíduos ao rebanho.

Jordão condenou ainda a atitude de produtores que por ventura repassem animais infectado a terceiros, comercializando com seu vizinho, por exemplo. “Quando você pega um animal positivo e vende para o seu vizinho, a bactéria não respeita cerca de propriedade. Ela passa, ela não quer saber. Então o problema é coletivo, você resolveu seu problema na sua cabeça, mas não resolveu seu problema, ele continua ali no seu vizinho ou para quem você vendeu. Quando você vende um animal positivo, não faz a eutanásia na propriedade, você está espalhando o problema”, advertiu.

Veja a entrevista completa com o médico veterinário do IB-SP Ricardo Jordão no vídeo abaixo:

 

Foto: Reprodução / Mapa

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