Como produzir boi gordo o ano todo?

14 janeiro 2020
confinamento-boitel-castilho-sp

Ao passo que se profissionaliza, o pecuarista brasileiro está encontrando alternativas para superar uma das principais características do sistema de produção tradicional: a estacionalidade das forrageiras tropicais. Com a intensificação da cadeia produtiva e despesas vencendo mensalmente, a ideia é distribuir os abates ao longo do ano para que o faturamento siga o mesmo ritmo.

“O que nós percebemos no mercado, rodando o Brasil, é que a fazenda virou uma empresa. Se o pecuarista não programar faturamento todo mês, ela tem despesa todo mês, então no modelo da pecuária hoje, esta nova geração está enxergando a fazenda como empresa e o confinamento se adapta muito bem como a parte final de engorda, em que o animal exige maior nutrição, maior corpo técnico em cima e maior responsabilidade”, contextualizou o administrador José Roberto Bischofe Filho, gerente das unidades dos Confinamentos JBS, em entrevista ao Giro do Boi nesta terça, 14.

Confinamento se transforma em “canivete suíço” do pecuarista

Os boiteis da companhia perceberam a tendência da pecuária e já há algumas temporadas oferecem ininterruptamente os serviços de engorda para os produtores ao longo do período das águas, quando tradicionalmente não havia necessidade da terminação em cocho, viabilizando a aceleração do ciclo produtivo. “Então, um exemplo, no estado de São Paulo tem o boitel de Castilho, que você acabou de mostrar. Lá, um animal de 20@, faturando R$ 200 por arroba em média, vira um boi de R$ 4.000,00. E custo de engorda vai variar na casa de R$ 1.000,00 a R$ 1.200,00, então sobra para o pecuarista essa diferença. […] Nós acertamos com o pecuarista e ele já investe isso na sua reposição, lembrando que sempre no lugar de um boi pesado, um boi de 450 quilos, você pode colocar dois, três bezerros e aumentar o giro da sua propriedade”, exemplificou Bischofe.

“O importante é que ele não descapitaliza, aproveita seu fluxo de caixa e programa sua fazenda para estar abatendo durante o ano todo, porque aí, fazendo a média, fica muito melhor do que focar só num período do ano. […] Então o melhor cenário para o pessoal estar se adaptando é transformar as fazendas, gerando receita o ano todo, e o boitel é uma ferramenta que consegue facilitar este encaixe do faturamento do pecuarista. Colocou o boi no cocho, ele já sabe quando vai abater”, esclareceu. “Todas as unidades do boitel tem um padrão: o pecuarista não coloca a mão no bolso. Nós pegamos os animais e o custo do frete e o carrego da boia só são descontados no final da operação”, completou o gerente.

De acordo com Bischofe, nos últimos anos, os pecuaristas têm obtidos resultados positivos com a operação de engorda terceirizada. “Os nossos amigos parceiros do boitel estão faturando em média, de rentabilidade, em torno de 20%. Transformando em números absolutos, na casa de R$ 350 a R$ 400 que faturaram nas arrobas engordadas no período do cocho. O animal fica em média um período de 100 dias e, neste período, a gente consegue colocar em torno de oito arrobas (na carcaça)”, quantificou.

Além da gestão do custo de engorda, maximizando o resultado da operação, o produtor tem a possibilidade de acessar os mercados que agregam valor à sua produção. “Nosso objetivo com o boitel é proporcionar a maior engorda, a maior rentabilidade e o pecuarista acessa os mercados, mercado Europa, Protocolo Sinal Verde, demais protocolos de qualidade”, reforçou Bischofe.

O acesso aos mercados que remuneram pela qualidade da carne produzida também é uma tarefa que fica mais viável por meio da terminação nos boiteis. De todo o volume abatido nas unidades em 2019, Bischofe destacou que 85% foram animais jovens. “Nós percebemos que a era de abate do rebanho brasileiro vem diminuindo, saindo daquele animal de quatro, cinco anos, e o pecuarista gira mais. Em 30 meses você engorda um animal de 20 arrobas, é muito mais rápido o giro do que esperar um boi a pasto de quatro a cinco anos. Você consegue girar quase dois animais (no mesmo período). O que a gente vem percebendo é que o próprio pecuarista já vem baixando a era dos animais com o maior peso de abate e com maior qualidade do produto”, analisou.

E para 2020, o cenário segue promissor. “O mercado está bastante otimista, o preço da arroba do boi gordo está se estabilizando, então é um ano que promete. O ano de 2019 já foi muito bom e o ano de 2020, com cenário dos grãos, cenário da arroba do boi, os mercados de exportação e até o próprio consumo do mercado interno, será um ano com tendência para alcançar expectativas aos nossos amigos pecuaristas”, projetou o gerente dos Confinamentos JBS.

Cinco vantagens para o pecuarista que engorda seu gado em boitel

UNIDADES

Os Confinamentos JBS estão distribuídos em oito unidades em quatro estados, com três novidades para este ano: Terenos, em MS; Castilho e Guaiçara, em SP; Lucas do Rio Verde e Nova Canaã do Norte, no MT. Em breve estarão em funcionamento também boiteis em Rio Brilhante-MS, Confresa-MT e Campo Florido-MG. “Abrangendo um raio de 400 a 600 km, será o raio médio que nós vamos atuar em cada uma destas plantas”, informou.

Informações sobre os modelos de negócios e as escalas podem ser obtidas por contato via e-mail: confinamento@jbs.com.br.

Veja a entrevista completa com José Roberto Bischofe Filho no vídeo a seguir:

 

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“O que nós percebemos no mercado, rodando o Brasil, é que a fazenda virou uma empresa. Se o pecuarista não programar faturamento todo mês, ela tem despesa todo mês, então no modelo da pecuária hoje, esta nova geração está enxergando a fazenda como empresa e o confinamento se adapta muito bem como a parte final de engorda, em que o animal exige maior nutrição, maior corpo técnico em cima e maior responsabilidade”, contextualizou o administrador José Roberto Bischofe Filho, gerente das unidades dos Confinamentos JBS, em entrevista ao Giro do Boi nesta terça, 14.

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Os boiteis da companhia perceberam a tendência da pecuária e já há algumas temporadas oferecem ininterruptamente os serviços de engorda para os produtores ao longo do período das águas, quando tradicionalmente não havia necessidade da terminação em cocho, viabilizando a aceleração do ciclo produtivo. “Então, um exemplo, no estado de São Paulo tem o boitel de Castilho, que você acabou de mostrar. Lá, um animal de 20@, faturando R$ 200 por arroba em média, vira um boi de R$ 4.000,00. E custo de engorda vai variar na casa de R$ 1.000,00 a R$ 1.200,00, então sobra para o pecuarista essa diferença. […] Nós acertamos com o pecuarista e ele já investe isso na sua reposição, lembrando que sempre no lugar de um boi pesado, um boi de 450 quilos, você pode colocar dois, três bezerros e aumentar o giro da sua propriedade”, exemplificou Bischofe.

“O importante é que ele não descapitaliza, aproveita seu fluxo de caixa e programa sua fazenda para estar abatendo durante o ano todo, porque aí, fazendo a média, fica muito melhor do que focar só num período do ano. […] Então o melhor cenário para o pessoal estar se adaptando é transformar as fazendas, gerando receita o ano todo, e o boitel é uma ferramenta que consegue facilitar este encaixe do faturamento do pecuarista. Colocou o boi no cocho, ele já sabe quando vai abater”, esclareceu. “Todas as unidades do boitel tem um padrão: o pecuarista não coloca a mão no bolso. Nós pegamos os animais e o custo do frete e o carrego da boia só são descontados no final da operação”, completou o gerente.

De acordo com Bischofe, nos últimos anos, os pecuaristas têm obtidos resultados positivos com a operação de engorda terceirizada. “Os nossos amigos parceiros do boitel estão faturando em média, de rentabilidade, em torno de 20%. Transformando em números absolutos, na casa de R$ 350 a R$ 400 que faturaram nas arrobas engordadas no período do cocho. O animal fica em média um período de 100 dias e, neste período, a gente consegue colocar em torno de oito arrobas (na carcaça)”, quantificou.

Além da gestão do custo de engorda, maximizando o resultado da operação, o produtor tem a possibilidade de acessar os mercados que agregam valor à sua produção. “Nosso objetivo com o boitel é proporcionar a maior engorda, a maior rentabilidade e o pecuarista acessa os mercados, mercado Europa, Protocolo Sinal Verde, demais protocolos de qualidade”, reforçou Bischofe.

O acesso aos mercados que remuneram pela qualidade da carne produzida também é uma tarefa que fica mais viável por meio da terminação nos boiteis. De todo o volume abatido nas unidades em 2019, Bischofe destacou que 85% foram animais jovens. “Nós percebemos que a era de abate do rebanho brasileiro vem diminuindo, saindo daquele animal de quatro, cinco anos, e o pecuarista gira mais. Em 30 meses você engorda um animal de 20 arrobas, é muito mais rápido o giro do que esperar um boi a pasto de quatro a cinco anos. Você consegue girar quase dois animais (no mesmo período). O que a gente vem percebendo é que o próprio pecuarista já vem baixando a era dos animais com o maior peso de abate e com maior qualidade do produto”, analisou.

E para 2020, o cenário segue promissor. “O mercado está bastante otimista, o preço da arroba do boi gordo está se estabilizando, então é um ano que promete. O ano de 2019 já foi muito bom e o ano de 2020, com cenário dos grãos, cenário da arroba do boi, os mercados de exportação e até o próprio consumo do mercado interno, será um ano com tendência para alcançar expectativas aos nossos amigos pecuaristas”, projetou o gerente dos Confinamentos JBS.

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