Confinadores ganham aliado para reduzir os custos de produção

24 setembro 2019
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Nesta terça, 24, o Giro do Boi levou ao ar entrevista com o médico veterinário e doutor em zootecnia Marcelo Neves Ribas, CEO da startup Intergado, empresa focada no desenvolvimento de soluções para pecuária de precisão. As inovações da companhia estão ajudando desde pequenos produtores focados em nichos de mercado, como o da carne gourmet, até grandes confinadores que monitoram o ponto ótimo de abate para aumentar a lucratividade do sistema.

O primeiro grande lançamento da Intergado foi o cocho eletrônico, que identifica o animal que está se alimentando e mensura quanto foi consumido por ele para, combinando os dados coletados com as pesagens, apontar qual sua eficiência de conversão. “Nós desenvolvemos um cocho que tem capacidade de mensurar todo o comportamento digestivo do animal”, resumiu Marcelo.

“Esses cochos têm sido muito utilizado pelos melhoradores que querem detectar em seu plantel de genética quais são os animais mais eficientes e está aí o grande poder desta ferramenta. Em longo prazo, o que vamos ter são touros e matrizes que vão gerar os animais que vão para confinamento e semiconfinamento. A expectativa é que isto gere um retorno. Eu fiz uma conta básica. Se a gente conseguir reduzir em 5% o consumo médio de um lote de 100 cabeças, nós estamos falando de uma economia média de R$ 45 mil”, calculou o empreendedor. Para os confinadores, a ferramenta pode trazer resultado expressivo por conta do impacto da nutrição no custo da engorda intensiva, que representa mais de 90% desta operação.

Uma outra solução desenvolvida pela Intergado, que são as balanças de pesagens voluntárias acopladas aos bebedouros, está fazendo a ponte entre a pecuária de precisão e as propriedades voltadas à engorda de gado comercial. Monitorando o quanto cada indivíduo do lote bebeu de água, o sistema estima o consumo de alimento e calcula o quanto o boi está engordando – e proporcionando em lucro – praticamente em tempo real. “Nós estamos tentando pegar estes parâmetros do cocho e aplicar nas fazendas de engorda comerciais sem ter este cocho presente”, explicou o veterinário.

Desta forma, ressaltou o empreendedor, o pecuarista que acerta o momento certo da apartação do animal para abate pode aumentar o lucro entre R$ 30 a até R$ 70 por cabeça. “Nos clientes que a gente rodou, a gente tem visto aumento de lucratividade e que o sistema se paga em um ciclo e meio (de confinamento)”, estimou.

A empresa já tem 118 instalações distribuídas em propriedades em toda a América Latina e nos Estados Unidos, informou Ribas na entrevista ao Giro do Boi.

Veja a participação completa do médico veterinário e empresário Marcelo Neves Ribas pelo vídeo abaixo:

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O primeiro grande lançamento da Intergado foi o cocho eletrônico, que identifica o animal que está se alimentando e mensura quanto foi consumido por ele para, combinando os dados coletados com as pesagens, apontar qual sua eficiência de conversão. “Nós desenvolvemos um cocho que tem capacidade de mensurar todo o comportamento digestivo do animal”, resumiu Marcelo.

“Esses cochos têm sido muito utilizado pelos melhoradores que querem detectar em seu plantel de genética quais são os animais mais eficientes e está aí o grande poder desta ferramenta. Em longo prazo, o que vamos ter são touros e matrizes que vão gerar os animais que vão para confinamento e semiconfinamento. A expectativa é que isto gere um retorno. Eu fiz uma conta básica. Se a gente conseguir reduzir em 5% o consumo médio de um lote de 100 cabeças, nós estamos falando de uma economia média de R$ 45 mil”, calculou o empreendedor. Para os confinadores, a ferramenta pode trazer resultado expressivo por conta do impacto da nutrição no custo da engorda intensiva, que representa mais de 90% desta operação.

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Desta forma, ressaltou o empreendedor, o pecuarista que acerta o momento certo da apartação do animal para abate pode aumentar o lucro entre R$ 30 a até R$ 70 por cabeça. “Nos clientes que a gente rodou, a gente tem visto aumento de lucratividade e que o sistema se paga em um ciclo e meio (de confinamento)”, estimou.

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