Conheça o “Sorgão”, volumoso que está revolucionando o Brasil

11 junho 2019
sorgo-boliviano-gigante-perguntas-respostas-duvidas-plantio-ponto-corte-consorcio-resistencia-silagem-adubacao-recomendacoes

Nesta terça, 11, o Giro do Boi recebeu em estúdio o zootecnista e consultor Antônio Machado para responder uma série de dúvidas de produtores de todo o Brasil sobre o uso do Sorgo Boliviano Gigante, variedade de híbrido desenvolvido na Bolívia e que se adaptou muito bem nas terras nacionais em todos os seus biomas e apresenta boa resistência a doenças.

“É resistente às principais doenças foliares, principalmente à antracnose, é muito resistente. A produção de massa tem boa qualidade bromatológica e boa aceitabilidade pelos animais porque ele tem um certo grau de sacarose na palha dele. Não chega a ser um sorgo sacarino, como o usado na produção de álcool, mas ele é bastante palatável para o animal. Como dizem alguns clientes meus lá no Goiás, limpa o cocho mesmo”, disse o consultor.

A variedade está em sua quarta geração e ainda está se desenvolvendo. Em sua entrevista, o zootecnista respondeu a diversas dúvidas enviadas em mensagem para o programa. Confira abaixo o resumo dos principais tópicos questionados e respondidos pelo consultor:

– Potencial de produção no semiárido nordestino: produz entre 20 a 30 toneladas em áreas com índice pluviométrico entre 30 a 50 mm anuais;

– Acúmulo de água na produção de silagem: deve-se ajustar o ponto de corte, que precisa ser feito quando a planta está acima de 25% de matéria seca, período atingido entre 90 e 110 dias após a germinação;

– Potencial produtivo em terras arenosas;

Descompactação do solo: por conta da profundidade da raiz, que chega a cerca de 5 metros, contribui para descompactação;

Teor de proteína: análise bromatológica de 2018 apontou que fica entre 6 a 8% de proteína bruta e cerca de 66% de NDT (nutrientes digestíveis totais);

– Época de plantio: sempre no início das águas para aproveitar, além das chuvas, o período maior de luminosidade (pode-se utilizar irrigação para plantio no inverno) e, se o plantio for realizado no início verão, pode-se fazer dois cortes;

– Quantidade de sementes por hectare: 4 kg (cerca de 140 mil sementes) para a produção de silagem e 3 kg para a produção de palhada;

– Ajuste das máquinas para fazer a colheita: facas bem amoladas e tratores com velocidade mais lenta e rotação mais alta;

– Suscetibilidade aos nematoides: segundo pesquisa da Fundação MT, pode ser 4 vezes menor do que a das braquiárias (0,9);

Exigência nutricional: com teto de produtividade alto, o investimento em fertilizantes é aproveitado pela planta. A base da adubação é similar à do milho, mas a produtividade é maior.

Consórcio com milho: pode ser feito intercalando linhas, mas com o sorgo solteiro, o produtor ganha com a possibilidade de um segundo corte, o que não ocorre com o milho;

– Uso da silagem: pode ser usada sem restrições para gado de corte, mas para o gado leiteiro, não recomenda-se substituir integralmente a silagem de milho para rebanhos que produzem acima de 25 litro de leite por dia em média. Nestes casos, a silagem de sorgo boliviano gigante pode ser usada em animais não produtivos, como vacas solteiras, vacas secas e bezerras. O período de cura para a silagem é de cerca de 28 dias, recomendado uso de inoculante;

– Como adubar a terra para produzir cerca de 40 toneladas por hectare: varia conforme a análise de solo, mas de forma geral pode-se utilizar, segundo o consultor 50 a 70 pontos de fósforo e 50 a 70 pontos de nitrogênio;

– Recomendações para manejo do plantio: pode ser feito também a lanço, mas recomenda-se, para facilitar possível controle de pragas e melhorar a organização, o plantio em linha;

– Resistência a alagamentos: não suporta alagamentos severos;

Produtividade do segundo corte: entre 60 a 70% em relação ao primeiro corte;

– Teor de lignina atrapalha o consumo pelo animal: segundo o zootecnista, a planta se mantém em pé por conta do sistema radicular profundo, de cerca de 5 metros e mantém a alta digestibilidade pelos animais.

Veja mais:
+ Conheça o híbrido de sorgo boliviano gigante que produz até 120 toneladas por hectare

Em sua entrevista, o consultor se disponibilizou a responder mais dúvidas eventuais que possam surgir, que devem ser endereçadas ao e-mail antonio@protecaoativa.agr.br.

Confira a entrevista completa e as perguntas respondidas com detalhes no player abaixo:

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“É resistente às principais doenças foliares, principalmente à antracnose, é muito resistente. A produção de massa tem boa qualidade bromatológica e boa aceitabilidade pelos animais porque ele tem um certo grau de sacarose na palha dele. Não chega a ser um sorgo sacarino, como o usado na produção de álcool, mas ele é bastante palatável para o animal. Como dizem alguns clientes meus lá no Goiás, limpa o cocho mesmo”, disse o consultor.

A variedade está em sua quarta geração e ainda está se desenvolvendo. Em sua entrevista, o zootecnista respondeu a diversas dúvidas enviadas em mensagem para o programa. Confira abaixo o resumo dos principais tópicos questionados e respondidos pelo consultor:

– Potencial de produção no semiárido nordestino: produz entre 20 a 30 toneladas em áreas com índice pluviométrico entre 30 a 50 mm anuais;

– Acúmulo de água na produção de silagem: deve-se ajustar o ponto de corte, que precisa ser feito quando a planta está acima de 25% de matéria seca, período atingido entre 90 e 110 dias após a germinação;

– Potencial produtivo em terras arenosas;

Descompactação do solo: por conta da profundidade da raiz, que chega a cerca de 5 metros, contribui para descompactação;

Teor de proteína: análise bromatológica de 2018 apontou que fica entre 6 a 8% de proteína bruta e cerca de 66% de NDT (nutrientes digestíveis totais);

– Época de plantio: sempre no início das águas para aproveitar, além das chuvas, o período maior de luminosidade (pode-se utilizar irrigação para plantio no inverno) e, se o plantio for realizado no início verão, pode-se fazer dois cortes;

– Quantidade de sementes por hectare: 4 kg (cerca de 140 mil sementes) para a produção de silagem e 3 kg para a produção de palhada;

– Ajuste das máquinas para fazer a colheita: facas bem amoladas e tratores com velocidade mais lenta e rotação mais alta;

– Suscetibilidade aos nematoides: segundo pesquisa da Fundação MT, pode ser 4 vezes menor do que a das braquiárias (0,9);

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Consórcio com milho: pode ser feito intercalando linhas, mas com o sorgo solteiro, o produtor ganha com a possibilidade de um segundo corte, o que não ocorre com o milho;

– Uso da silagem: pode ser usada sem restrições para gado de corte, mas para o gado leiteiro, não recomenda-se substituir integralmente a silagem de milho para rebanhos que produzem acima de 25 litro de leite por dia em média. Nestes casos, a silagem de sorgo boliviano gigante pode ser usada em animais não produtivos, como vacas solteiras, vacas secas e bezerras. O período de cura para a silagem é de cerca de 28 dias, recomendado uso de inoculante;

– Como adubar a terra para produzir cerca de 40 toneladas por hectare: varia conforme a análise de solo, mas de forma geral pode-se utilizar, segundo o consultor 50 a 70 pontos de fósforo e 50 a 70 pontos de nitrogênio;

– Recomendações para manejo do plantio: pode ser feito também a lanço, mas recomenda-se, para facilitar possível controle de pragas e melhorar a organização, o plantio em linha;

– Resistência a alagamentos: não suporta alagamentos severos;

Produtividade do segundo corte: entre 60 a 70% em relação ao primeiro corte;

– Teor de lignina atrapalha o consumo pelo animal: segundo o zootecnista, a planta se mantém em pé por conta do sistema radicular profundo, de cerca de 5 metros e mantém a alta digestibilidade pelos animais.

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