Controle de plantas daninhas: um desafio do tamanho do Brasil

14 novembro 2019
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Está localizado em Mogi Mirim, no interior de São Paulo, um dos mais importantes centros de pesquisas para controle de plantas daninhas de toda a América Latina, a estação experimental da Corteva Agriscience. Na propriedade, a companhia realiza estudos, ensaios, simulações e testes de produtos que minimizam os impactos negativos que as plantas indesejáveis proporcionam para as áreas de pastagens.

“Por aqui já passaram várias tecnologias que a Corteva tem hoje no mercado. E sim, a gente está falando de pastagens. Hoje a maioria do portfólio de pastagens passou por Mogi Mirim”, contextualizou o pesquisador e educador técnico da Corteva Agriscience Lucas Perin.

O centro de pesquisa foi estabelecido há quase quatro décadas e está distribuído por 60 hectares irrigados que podem simular as condições de até quatro biomas do país com gramíneas e plantas daninhas específicas. Para validar as tecnologias que ajudam o pecuarista a retomar a produtividade de suas áreas de pasto, os testes podem durar até 15 anos até que uma molécula se transforme em produto em comercialização, isto caso seja comprovadamente eficaz. “Cada simulação que a gente tem aqui tem um pouquinho de cada região do Brasil”, comentou o gerente de marketing da Corteva Agriscience Carlos Breda.

Além dos testes no centro de pesquisa, a companhia conta com um time de especialistas que trabalham na validação de novas tecnologias. “Hoje no time de pesquisa da Corteva a gente tem em torno de 40 a 45 pessoas a campo. Destes, quase 95% têm doutorado”, confirmou Perin. Mais do que testar as novas moléculas, os colaboradores da empresa são capacitados para que estejam aptos a explicar aos produtores qual o mecanismo de ação de um determinado defensivo.

“Nós criamos situação de pasto hoje onde a gente consegue simular qual seria a melhor forma de controlar uma planta daninha, como eu faria uma aplicação, qual produto eu utilizaria, como seria a translocação dentro da planta, como seria a resposta do meu capim, como seria meu boi pastejando dentro desta área”, detalhou.

Além de complexo, o desafio ganha proporção por conta dos impactos que pode ter sobre uma área de dimensão continental. “O tamanho desse desafio é do tamanho do Brasil, um país de dimensões continentais. Nós temos hoje 162 milhões de hectares de pastagens que estão, em 80% dos casos, em algum estágio de degradação, então nós temos hoje uma grande oportunidade de melhorar a vida do pecuarista incluindo a tecnologia no seu dia a dia”, avaliou Edson Ciocchi, do departamento de agronomia da Corteva Agriscience.

“O objetivo principal da Corteva hoje, como valor, é enriquecer a vida do produtor. Tudo que a gente faz hoje, desde pesquisa até a parte comercial, é focado nisto: enriquecer e gerar valor”, reforçou Lucas Perin.

Veja a reportagem completa gravada na estação experimental do Centro de Pesquisa da Corteva Agriscience pelo vídeo abaixo:

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O centro de pesquisa foi estabelecido há quase quatro décadas e está distribuído por 60 hectares irrigados que podem simular as condições de até quatro biomas do país com gramíneas e plantas daninhas específicas. Para validar as tecnologias que ajudam o pecuarista a retomar a produtividade de suas áreas de pasto, os testes podem durar até 15 anos até que uma molécula se transforme em produto em comercialização, isto caso seja comprovadamente eficaz. “Cada simulação que a gente tem aqui tem um pouquinho de cada região do Brasil”, comentou o gerente de marketing da Corteva Agriscience Carlos Breda.

Além dos testes no centro de pesquisa, a companhia conta com um time de especialistas que trabalham na validação de novas tecnologias. “Hoje no time de pesquisa da Corteva a gente tem em torno de 40 a 45 pessoas a campo. Destes, quase 95% têm doutorado”, confirmou Perin. Mais do que testar as novas moléculas, os colaboradores da empresa são capacitados para que estejam aptos a explicar aos produtores qual o mecanismo de ação de um determinado defensivo.

“Nós criamos situação de pasto hoje onde a gente consegue simular qual seria a melhor forma de controlar uma planta daninha, como eu faria uma aplicação, qual produto eu utilizaria, como seria a translocação dentro da planta, como seria a resposta do meu capim, como seria meu boi pastejando dentro desta área”, detalhou.

Além de complexo, o desafio ganha proporção por conta dos impactos que pode ter sobre uma área de dimensão continental. “O tamanho desse desafio é do tamanho do Brasil, um país de dimensões continentais. Nós temos hoje 162 milhões de hectares de pastagens que estão, em 80% dos casos, em algum estágio de degradação, então nós temos hoje uma grande oportunidade de melhorar a vida do pecuarista incluindo a tecnologia no seu dia a dia”, avaliou Edson Ciocchi, do departamento de agronomia da Corteva Agriscience.

“O objetivo principal da Corteva hoje, como valor, é enriquecer a vida do produtor. Tudo que a gente faz hoje, desde pesquisa até a parte comercial, é focado nisto: enriquecer e gerar valor”, reforçou Lucas Perin.

Veja a reportagem completa gravada na estação experimental do Centro de Pesquisa da Corteva Agriscience pelo vídeo abaixo:

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