Cresce em mais de 20 mil o número de pacientes atendidos pelo Hospital de Amor em 2018; saiba como ajudar

28 fevereiro 2019
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No ano passado foram 192.215 pacientes de 2.167 cidade de todos os estados do Brasil atendidos por meio de 948.848 procedimentos entre consultas, exames, terapias, cirurgias. Estes são os expressivos números do Hospital de Amor, o antigo Hospital do Câncer de Barretos, em 2018. Para comparação, são mais de 20 mil pacientes totais em relação a 2017 (cerca de 170 mil), ou um salto de aproximadamente duas mil pessoas a mais assistidas pelo hospital todos os meses.

Os números foram atualizados no Giro do Boi desta quinta, 28, pelo diretor voluntário da entidade e coordenador da campanha O Agro Contra o Câncer, Rubikinho Carvalho. Entre os motivos do crescimento está a inauguração, ao fim de 2017, de uma unidade em Porto Velho, capital do estado de Rondônia. Conforme explicou o diretor, a expectativa era que o novo centro servisse de desafogo à unidade central, em Barretos-SP, mas o que ocorreu foi a vinda de novos pacientes que antes sequer se tratavam.

“Nós temos muitas pessoas no Brasil que não se tratam porque não têm condição de chegar onde se faz o tratamento do câncer, como em Rondônia. Aumentou em dez vezes o número de pacientes da Região Norte porque a grande maioria não conseguia ir até Barretos se tratar e morriam sem ao menos tentar ir centro de tratamento. Esse hospital (em Rondônia) já nasceu pequeno”, disse Rubikinho.

Ainda assim, nem todos os tratamentos podem ser realizados nas unidades espalhadas pelo Brasil. Alguns procedimentos só podem ser feitos em Barretos por conta de infraestrutura. Por isso, entre as novidades anunciadas pela instituição está o Lar de Amor, que já abriga cerca de 30 famílias de crianças que estão passando pelo procedimento de transplante de medula óssea, um processo longo e que necessita de suporte de entes queridos para que seja bem sucedido.

Geralmente são pessoas que moram a uma distância maior da unidade de tratamento, como nos estados de Roraima, Acre, Pará e Amazonas. A manutenção deste Lar de Amor custa ao hospital cerca de R$ 150 mil ao mês, e por isso a entidade está lançando o programa de apadrinhamento destas casas, que podem ser custeadas por produtores rurais ou empresas que tenham interesse em ajudar e ter suas marcas divulgadas em diversas ações propostas pelo Hospital de Amor.

Atualmente, para que mantenha todas as suas unidades fixas e móveis em pleno atendimento, o Hospital de Amor precisa, em cada dia útil do mês, reunir R$ 1 milhão em doações, ou cerca de R$ 22 milhões por mês. Para tanto, campanhas como O Agro Contra o Câncer vêm ajudando, mas ainda precisam de reforços. Uma das formas de realizar doações particulares com facilidade é a renúncia fiscal do imposto de renda. O interessado pode ajudar cadastrando-se pelo site do CMDCA, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Barretos-SP, seguindo as instruções. Eventuais dúvidas podem ser sanadas em contato com os contadores particulares ou ainda direto com o Hospital de Amor pelo telefone 17 3321 6600 ou pelo e-mail rubikinho@hcancerbarretos.com.br.

O AGRO CONTRA O CÂNCER: baixe o termo de adesão e faça parte da campanha

MENINAS DO CORAÇÃO
Além da doação financeira, existem mais formas de contribuir para o atendimento gratuito do Hospital de Amor aos quase 200 mil pacientes por ano. É o que estão fazendo as Meninas do Coração, um grupo de mulheres que se uniu em torno do objetivo de costurar pequenas almofadas em formato de coração que são usadas para realização da biópsia que detecta câncer de mama.

A ideia surgiu depois que a cunhada de Silvanira Medeiros, umas da integrantes das Meninas do Coração, foi até o hospital em Barretos realizar sua biópsia em novembro passado. “Nós fomos visitá-la e ela comentou que recebia esse coraçãozinho. Então uma prima minha que estava conosco teve a ideia, imaginou que nós podíamos fazer esses corações. Nós voltamos para São Paulo, ela conversou com uma professora de artesanato, a Lúcia, uma pessoa com alma extremamente iluminada, e ela disse para fazermos”. A professora de artesanato acabou cedendo seu ateliê para que as Meninas do Coração costurassem as almofadas, o que agora acontece na segunda terça-feira do cada mês.

Até então já foram entregues ao Hospital de Amor 300 almofadas e outras 224 já foram confeccionadas e serão remetidas em mais uma leva para a entidade. O grupo agora vai confeccionar também uma série de suportes para o dreno utilizado pelas mulheres que já estão em tratamento contra o câncer de mama.

“Essas coisas é que nos dão força para o trabalho porque, de repente, um grupo de mulheres se junta para fazer uma coisa dessas. São 300 pacientes, elas levam coraçãozinho pra casa. É um grande exemplo. Quem sabe vamos ter coração de sobra”, emocionou-se Rubikinho Carvalho.

Veja a entrevista completa de Rubikinho Carvalho com as formas de ajudar o Hospital de Amor e ainda a história do grupo Meninas do Coração pela vídeo na íntegra abaixo:

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Os números foram atualizados no Giro do Boi desta quinta, 28, pelo diretor voluntário da entidade e coordenador da campanha O Agro Contra o Câncer, Rubikinho Carvalho. Entre os motivos do crescimento está a inauguração, ao fim de 2017, de uma unidade em Porto Velho, capital do estado de Rondônia. Conforme explicou o diretor, a expectativa era que o novo centro servisse de desafogo à unidade central, em Barretos-SP, mas o que ocorreu foi a vinda de novos pacientes que antes sequer se tratavam.

“Nós temos muitas pessoas no Brasil que não se tratam porque não têm condição de chegar onde se faz o tratamento do câncer, como em Rondônia. Aumentou em dez vezes o número de pacientes da Região Norte porque a grande maioria não conseguia ir até Barretos se tratar e morriam sem ao menos tentar ir centro de tratamento. Esse hospital (em Rondônia) já nasceu pequeno”, disse Rubikinho.

Ainda assim, nem todos os tratamentos podem ser realizados nas unidades espalhadas pelo Brasil. Alguns procedimentos só podem ser feitos em Barretos por conta de infraestrutura. Por isso, entre as novidades anunciadas pela instituição está o Lar de Amor, que já abriga cerca de 30 famílias de crianças que estão passando pelo procedimento de transplante de medula óssea, um processo longo e que necessita de suporte de entes queridos para que seja bem sucedido.

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Atualmente, para que mantenha todas as suas unidades fixas e móveis em pleno atendimento, o Hospital de Amor precisa, em cada dia útil do mês, reunir R$ 1 milhão em doações, ou cerca de R$ 22 milhões por mês. Para tanto, campanhas como O Agro Contra o Câncer vêm ajudando, mas ainda precisam de reforços. Uma das formas de realizar doações particulares com facilidade é a renúncia fiscal do imposto de renda. O interessado pode ajudar cadastrando-se pelo site do CMDCA, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Barretos-SP, seguindo as instruções. Eventuais dúvidas podem ser sanadas em contato com os contadores particulares ou ainda direto com o Hospital de Amor pelo telefone 17 3321 6600 ou pelo e-mail rubikinho@hcancerbarretos.com.br.

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MENINAS DO CORAÇÃO
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A ideia surgiu depois que a cunhada de Silvanira Medeiros, umas da integrantes das Meninas do Coração, foi até o hospital em Barretos realizar sua biópsia em novembro passado. “Nós fomos visitá-la e ela comentou que recebia esse coraçãozinho. Então uma prima minha que estava conosco teve a ideia, imaginou que nós podíamos fazer esses corações. Nós voltamos para São Paulo, ela conversou com uma professora de artesanato, a Lúcia, uma pessoa com alma extremamente iluminada, e ela disse para fazermos”. A professora de artesanato acabou cedendo seu ateliê para que as Meninas do Coração costurassem as almofadas, o que agora acontece na segunda terça-feira do cada mês.

Até então já foram entregues ao Hospital de Amor 300 almofadas e outras 224 já foram confeccionadas e serão remetidas em mais uma leva para a entidade. O grupo agora vai confeccionar também uma série de suportes para o dreno utilizado pelas mulheres que já estão em tratamento contra o câncer de mama.

“Essas coisas é que nos dão força para o trabalho porque, de repente, um grupo de mulheres se junta para fazer uma coisa dessas. São 300 pacientes, elas levam coraçãozinho pra casa. É um grande exemplo. Quem sabe vamos ter coração de sobra”, emocionou-se Rubikinho Carvalho.

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