Embrapa afirma que não haverá geada este ano no MS

14 maio 2019
como-prevenir-geadas

Como saber com até seis meses de antecedência se a sua lavoura de grãos, ou o pasto, vai sofrer com geadas? Depois de analisar quase 40 anos de coleta de dados, um pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, com sede em Dourados-MS, pôde lançar um método capaz de fazer tal previsão.

Nesta terça, 14, o pesquisador da unidade Danilton Flumignan, mestre em agronomia, especialista em irrigação e agrometeorologia e doutor pela Esalq, concedeu entrevista para o Giro do Boi para falar dos resultados de seus estudos. Seguindo a metodologia, o pesquisador afirma que é possível ter conhecimento no mês de dezembro, por exemplo, se haverá geada no mês de junho do ano seguinte, período em que geralmente o extremo climático prejudica as plantações.

Para completar o modelo de previsão, são analisados e cruzados os dados coletados na estação agrometeorológica Guia Clima, da própria Embrapa Agropecuária Oeste, e da agência americana National Oceanic and Atmospheric Administration, que traz informações da temperatura da superfície do mar, fornecendo um resultado com 95% de confiança.

“Nesses 36 anos de dados o que a gente observou é que as chuvas do verão anterior, meses de outubro e novembro, combinam muito bem com as temperaturas que acontece no mês de junho seguinte. Além disso, quando a gente junta esta informação, das chuvas de outubro e novembro, com a temperatura da superfície do mar, […] a gente consegue já fazer em dezembro a previsão do que acontecerá no mês de junho, que é o inverno”, detalhou Flumignan.

O pesquisador adiantou ainda a previsão de geadas para os lavoureiros do Mato Grosso do Sul, estado onde está localizada Embrapa Agropecuária Oeste. “A gente tem a previsão de que no mês de junho de 2019, que é uma mês crítico para o milho safrinha, a gente deverá ter temperatura mínima registrada no mês de 10,9ºC. Maio a gente normalmente não tem geadas, é um cenário recorrente, muito raro geadas em maio […] e julho já não é mais problemas para o milho”, confirmou.

Flumignan falou também sobre possíveis ocorrências de geadas em lavouras da Região Sul, no Paraná e Santa Catarina. Confira a entrevista completa com Danilton Flumignan pelo vídeo abaixo:

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Nesta terça, 14, o pesquisador da unidade Danilton Flumignan, mestre em agronomia, especialista em irrigação e agrometeorologia e doutor pela Esalq, concedeu entrevista para o Giro do Boi para falar dos resultados de seus estudos. Seguindo a metodologia, o pesquisador afirma que é possível ter conhecimento no mês de dezembro, por exemplo, se haverá geada no mês de junho do ano seguinte, período em que geralmente o extremo climático prejudica as plantações.

Para completar o modelo de previsão, são analisados e cruzados os dados coletados na estação agrometeorológica Guia Clima, da própria Embrapa Agropecuária Oeste, e da agência americana National Oceanic and Atmospheric Administration, que traz informações da temperatura da superfície do mar, fornecendo um resultado com 95% de confiança.

“Nesses 36 anos de dados o que a gente observou é que as chuvas do verão anterior, meses de outubro e novembro, combinam muito bem com as temperaturas que acontece no mês de junho seguinte. Além disso, quando a gente junta esta informação, das chuvas de outubro e novembro, com a temperatura da superfície do mar, […] a gente consegue já fazer em dezembro a previsão do que acontecerá no mês de junho, que é o inverno”, detalhou Flumignan.

O pesquisador adiantou ainda a previsão de geadas para os lavoureiros do Mato Grosso do Sul, estado onde está localizada Embrapa Agropecuária Oeste. “A gente tem a previsão de que no mês de junho de 2019, que é uma mês crítico para o milho safrinha, a gente deverá ter temperatura mínima registrada no mês de 10,9ºC. Maio a gente normalmente não tem geadas, é um cenário recorrente, muito raro geadas em maio […] e julho já não é mais problemas para o milho”, confirmou.

Flumignan falou também sobre possíveis ocorrências de geadas em lavouras da Região Sul, no Paraná e Santa Catarina. Confira a entrevista completa com Danilton Flumignan pelo vídeo abaixo:

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O abate técnico reuniu cerca de 946 cabeças de 16 pecuaristas do estado. Os produtores irão concorrer para melhores lotes nas categorias machos e fêmeas,o resultado será divulgado ainda nesta semana.

Ao completar 35 anos de existência, o Programa de Melhoramento Genético, começa a ganhar as regiões de pecuária do Brasil. Dessa vez, a capital do Acre, Rio Branco, vai receber nesta semana (18 e 19/09) uma “bateria” de palestras e dinâmicas sobre a importância da genética de ponta para o aumento de produtividade das fazendas.

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