Embrapa desenvolve balança sustentável que gera a própria energia e pesa o gado sem levar para o curral

05 julho 2019
balanca-sustentavel-balpass-embrapa

No episódio desta sexta, 05, da série Embrapa em Ação, o tema em destaque foi uma balança sustentável e com tecnologia inovadora desenvolvida na unidade de Campo Grande-MS, a Embrapa Gado de Corte. Quem falou sobre a invenção foi mestre, doutor e pós-doutor em medicina veterinária, Pedro Paulo Pires, pesquisador responsável pelo equipamento.

“Temos que pesar o gado. Não dá para alcançar o que pretendemos, uma melhora da produção nacional, praticando o que nós praticamos hoje, ou seja, deixando o animal solto no campo e só vamos saber o lucro que ele vai nos dar no dia que ele vai embarcar para o frigorífico”, advertiu Pires.

Para eliminar uma das principais dificuldades do manejo de pesagem, que é levar o gado para o curral, o pesquisador propôs a solução de desenvolver uma balança de passagem, daí o nome Balpass. Na fazenda, ela deve estar localizada no meio de um piquete, em um local de afunilamento para acesso dos animais a um bebedouro, cocho ou praça de alimentação.

A pesagem é feita de modo individual, o que aumenta a precisão na gestão da fazenda, como, por exemplo, facilitando a identificação do famigerado “boi ladrão” ou então apontando com rapidez uma matriz que tenha abortado recentemente e precise de cuidados especiais, tudo isto sem o ônus do estresse de fechar o gado no curral. A balança pode ser ferramenta útil também para o giro da boiada dentro da porteira, apontando quais animais estão próximos do ponto ótimo de abate, ou então indicando, em caso de necessidade de reforço de caixa, quais precisam receber suplementação para acelerar a engorda.

Outra vantagem é a mobilidade da balança, que pode ser movimentada para diferentes pontos dentro da fazenda. Além disso, tem uma pegada sustentável: por meio de uma placa de luz solar, ela gera a própria energia para coletar e armazenar os dados que posteriormente serão repassados para um software mesmo sem acesso à internet. O equipamento transmite as informações via radiofrequência e o pecuarista pode receber em mãos (literalmente, via celular), os dados da pesagem.

A tecnologia foi desenvolvida ao longo de oito anos e foi feita em parceria pela Embrapa, Coimma e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Para que funcione, é necessário que os animais sejam identificados individualmente por brincos. “Tem todas as condições para que o produtor receba no seu escritório na fazenda ou no celular que tenha em seu bolso a pesagem de cada animal que ele tem na propriedade”, resumiu Pires.

Veja a reportagem completa pelo vídeo abaixo:

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“Temos que pesar o gado. Não dá para alcançar o que pretendemos, uma melhora da produção nacional, praticando o que nós praticamos hoje, ou seja, deixando o animal solto no campo e só vamos saber o lucro que ele vai nos dar no dia que ele vai embarcar para o frigorífico”, advertiu Pires.

Para eliminar uma das principais dificuldades do manejo de pesagem, que é levar o gado para o curral, o pesquisador propôs a solução de desenvolver uma balança de passagem, daí o nome Balpass. Na fazenda, ela deve estar localizada no meio de um piquete, em um local de afunilamento para acesso dos animais a um bebedouro, cocho ou praça de alimentação.

A pesagem é feita de modo individual, o que aumenta a precisão na gestão da fazenda, como, por exemplo, facilitando a identificação do famigerado “boi ladrão” ou então apontando com rapidez uma matriz que tenha abortado recentemente e precise de cuidados especiais, tudo isto sem o ônus do estresse de fechar o gado no curral. A balança pode ser ferramenta útil também para o giro da boiada dentro da porteira, apontando quais animais estão próximos do ponto ótimo de abate, ou então indicando, em caso de necessidade de reforço de caixa, quais precisam receber suplementação para acelerar a engorda.

Outra vantagem é a mobilidade da balança, que pode ser movimentada para diferentes pontos dentro da fazenda. Além disso, tem uma pegada sustentável: por meio de uma placa de luz solar, ela gera a própria energia para coletar e armazenar os dados que posteriormente serão repassados para um software mesmo sem acesso à internet. O equipamento transmite as informações via radiofrequência e o pecuarista pode receber em mãos (literalmente, via celular), os dados da pesagem.

A tecnologia foi desenvolvida ao longo de oito anos e foi feita em parceria pela Embrapa, Coimma e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Para que funcione, é necessário que os animais sejam identificados individualmente por brincos. “Tem todas as condições para que o produtor receba no seu escritório na fazenda ou no celular que tenha em seu bolso a pesagem de cada animal que ele tem na propriedade”, resumiu Pires.

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