Entenda o conceito e como elaborar o planejamento forrageiro para a sua fazenda

11 outubro 2019
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Qual o conceito por trás do planejamento forrageiro, sua importância e de que modo executá-lo? O trabalho é fundamental para assegurar a perenidade de um dos principais recursos da pecuária brasileira, o pasto. Nesta sexta, 11, o assunto foi abordado em entrevista com a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste Patrícia Menezes Santos, engenheira agrônoma, mestre e doutora em ciência animal e pastagens, em mais um episódio da série especial Embrapa em Ação.

“Você precisa projetar o seu rebanho, ter uma estimativa do que você vai ter que alimentar de animais ao longo do ano e planejar a produção de forragem para atender esta desmanda. E é preciso planejar e fazenda toda, você não pode planejar só um pedacinho, “ah, eu vou adubar só uma área”, não. Você precisa planejar como um todo até mesmo para você saber se precisa adubar uma área e como vai adubar, que estratégia você vai usar”, disse Patrícia, introduzindo o assunto.

Segundo a pesquisadora, o pecuarista deve vencer o desafio de equilibrar o que se chama de estacionalidade da produção de pasto no Brasil, ou seja, encontrar o caminho para ter oferta forrageira tanto no período chuvoso, em que o capim se desenvolve, e estar pronto para lançar mão de alternativas no período seco. “Tem uma série de ferramentas que você pode usar para equilibrar essa produção de forragem e alimentar o rebanho o ano todo. Isto tudo depende de planejamento. Quando você começa a trabalhar com planejamento, você consegue enxergar melhor como estas ferramentas devem ser inseridas no sistema”, complementou.

E quais os primeiros passos para o produtor que deseja executar este dever de casa? A agrônoma respondeu. “Você tem que saber onde está localizado, conhecer as características de clima da região, o solo da fazenda, saber qual atividade você vai fazer, se é cria ou cria, recria e engorda, só recria e engorda, e aí você começa a planejar, projetando seu rebanho para frente. Quer dizer, não adianta eu chegar em maio e dizer que eu não tenho alimento. Eu tenho que, hoje, projetar seis meses a um ano para frente porque tem decisões que precisam ser tomadas no início das chuvas. Se eu vou produzir silagem, por exemplo, eu tenho que plantar isto no início das chuvas para usar no inverno seguinte. Então este planejamento tem que ser feito com antecedência, daí você planeja os setores da fazenda, se vai ter pasto extensivo, pasto adubado, pode vedar pasto, se vai plantar cana, vai fazer silagem, vai usar uma forrageira temperada. Tudo isto depende da região onde você está e da estrutura que você tem. E aí você combina a demanda do rebanho que você está projetando para frente com estas alternativas para conseguir alimentar o rebanho durante o ano todo”, recomendou.

Veja a entrevista completa com Patrícia Menezes Santos pelo vídeo abaixo:

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Qual o conceito por trás do planejamento forrageiro, sua importância e de que modo executá-lo? O trabalho é fundamental para assegurar a perenidade de um dos principais recursos da pecuária brasileira, o pasto. Nesta sexta, 11, o assunto foi abordado em entrevista com a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste Patrícia Menezes Santos, engenheira agrônoma, mestre e doutora em ciência animal e pastagens, em mais um episódio da série especial Embrapa em Ação.

“Você precisa projetar o seu rebanho, ter uma estimativa do que você vai ter que alimentar de animais ao longo do ano e planejar a produção de forragem para atender esta desmanda. E é preciso planejar e fazenda toda, você não pode planejar só um pedacinho, “ah, eu vou adubar só uma área”, não. Você precisa planejar como um todo até mesmo para você saber se precisa adubar uma área e como vai adubar, que estratégia você vai usar”, disse Patrícia, introduzindo o assunto.

Segundo a pesquisadora, o pecuarista deve vencer o desafio de equilibrar o que se chama de estacionalidade da produção de pasto no Brasil, ou seja, encontrar o caminho para ter oferta forrageira tanto no período chuvoso, em que o capim se desenvolve, e estar pronto para lançar mão de alternativas no período seco. “Tem uma série de ferramentas que você pode usar para equilibrar essa produção de forragem e alimentar o rebanho o ano todo. Isto tudo depende de planejamento. Quando você começa a trabalhar com planejamento, você consegue enxergar melhor como estas ferramentas devem ser inseridas no sistema”, complementou.

E quais os primeiros passos para o produtor que deseja executar este dever de casa? A agrônoma respondeu. “Você tem que saber onde está localizado, conhecer as características de clima da região, o solo da fazenda, saber qual atividade você vai fazer, se é cria ou cria, recria e engorda, só recria e engorda, e aí você começa a planejar, projetando seu rebanho para frente. Quer dizer, não adianta eu chegar em maio e dizer que eu não tenho alimento. Eu tenho que, hoje, projetar seis meses a um ano para frente porque tem decisões que precisam ser tomadas no início das chuvas. Se eu vou produzir silagem, por exemplo, eu tenho que plantar isto no início das chuvas para usar no inverno seguinte. Então este planejamento tem que ser feito com antecedência, daí você planeja os setores da fazenda, se vai ter pasto extensivo, pasto adubado, pode vedar pasto, se vai plantar cana, vai fazer silagem, vai usar uma forrageira temperada. Tudo isto depende da região onde você está e da estrutura que você tem. E aí você combina a demanda do rebanho que você está projetando para frente com estas alternativas para conseguir alimentar o rebanho durante o ano todo”, recomendou.

Veja a entrevista completa com Patrícia Menezes Santos pelo vídeo abaixo:

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