Está difícil contratar vaqueiro? Especialista dá dicas para escolher o profissional ideal

24 julho 2019
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“Nós estamos passando momento difícil”, disse ao Giro do Boi desta quarta, 24, a pedagoga, jornalista e consultora em gestão de pessoas e desenvolvimento humano em empresas rurais Jaqueline Lubaski.

A especialista fez referência às dificuldades que os gestores estão encontrando para a contratação de mão de obra qualificada, como vaqueiros. Dificuldades com a legislação, que impede que jovens aprendam a montaria desde cedo, e fuga do campo para as cidades por conta acesso mais fácil à educação e a tecnologias estão entre algumas destas barreiras.

A consultora aconselhou que os pais incentivem, de fato, seus filhos a buscarem a educação nas cidades, mas que retornem ao campo para preencher a lacuna deixada pela falta de mão de obra capacitada. “Eu sempre falo ‘Pais, pelo amor de Deus, façam com que seus filhos estudem, mas voltem pro campo’”, reforçou Lubaski.

A pedagoga passou algumas dicas para que o gestor acerte na contratação do profissional adequado. A primeira delas é definir o perfil ideal. “As fazendas contratam mais rápido do que mandam embora. Tem que contratar devagar, encontrar o perfil preciso”, indicou.

Se for um vaqueiro de maternidade, por exemplo, é ideal que seja um peão mais atencioso e paciente. Em outros departamentos, é preciso que seja um vaqueiro com maior agilidade e rapidez nas ações. Outro ponto de atenção é buscar no histórico deste profissional mudanças muito rápidas de emprego entre fazendas para evitar o alto custo com a rotatividade. “A mão de obra precisa ser qualificada e que queira ficar no campo”, completou.

Para manter este profissional fiel à propriedade em que trabalha, Lubaski reforçou a importância de incentivar a capacitação contínua, uma prática para a qual as propriedades rurais, principalmente as de pecuária, têm falhado.

Em pesquisa feita pela própria consultora com 4.212 colaboradores de 41 fazendas do Norte, Nordeste, Sudeste e Centro -Oeste, Lubaski descobriu que somente 32% dos trabalhadores rurais participaram de algum tipo de treinamento. Detalhando estes números, Lubaski descobriu que a pecuária está correndo atrás da agricultura neste quesito. Enquanto 28% dos trabalhadores da pecuária já participaram de alguma capacitação, na agricultura o indicador é de 72%. Veja no quadro abaixo:

Em meio ao programa, foram exibidos depoimentos de trabalhadores rurais que atestaram a diferença que o foco na qualificação da mão de obra traz para a produtividade da fazenda. “A importância de se qualificar essa mão de obra trouxe uma série de vantagens para a fazenda na lida com máquinas cada vez mais tecnológicas e também na soluções dos problemas administrativos, do campo, com agrícola. Isso também nos deu um conforto maior na contratação da mão de obra e diminuindo o retrabalho dentro da nossa fazenda. E fica uma dica. Além de qualificar a mão de obra, algo que a Jaqueline sempre nos ensinou, temos de valorizar cada vez mais as pessoas e viver a vida destas pessoas dentro da fazenda”, contou o produtor rural Guilherme Pontieri, que desde 2012 trabalha com a consultoria de Jaqueline Lubaski.

“Com o manejo desse jeito você não vê gado quebrado, batendo em cerca. Você vai embarcar gado paro o frigorífico não tem reclamação de machucado, então são coisas que achamos que estamos indo para a frente, para o lado bom”, afirmou um dos vaqueiros.

Em outro depoimento, um profissional salientou o aprendizado sobre o 5S, referente às palavras japonesas Seiri (senso de utilização), Seiton (organização) Seiso (limpeza), Seiketsu (padronização) e Shitsuke (disciplina). “O 5S é muito importante para mim. E a gente leva para o lado pessoal da gente”, disse.

Confira os depoimentos e a entrevista completa com Jack Lubaski pelo vídeo abaixo:

Dúvidas sobre o assunto podem ser enviadas para o e-mail da consultora: jlubaski@gmail.com.

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A consultora aconselhou que os pais incentivem, de fato, seus filhos a buscarem a educação nas cidades, mas que retornem ao campo para preencher a lacuna deixada pela falta de mão de obra capacitada. “Eu sempre falo ‘Pais, pelo amor de Deus, façam com que seus filhos estudem, mas voltem pro campo’”, reforçou Lubaski.

A pedagoga passou algumas dicas para que o gestor acerte na contratação do profissional adequado. A primeira delas é definir o perfil ideal. “As fazendas contratam mais rápido do que mandam embora. Tem que contratar devagar, encontrar o perfil preciso”, indicou.

Se for um vaqueiro de maternidade, por exemplo, é ideal que seja um peão mais atencioso e paciente. Em outros departamentos, é preciso que seja um vaqueiro com maior agilidade e rapidez nas ações. Outro ponto de atenção é buscar no histórico deste profissional mudanças muito rápidas de emprego entre fazendas para evitar o alto custo com a rotatividade. “A mão de obra precisa ser qualificada e que queira ficar no campo”, completou.

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Em pesquisa feita pela própria consultora com 4.212 colaboradores de 41 fazendas do Norte, Nordeste, Sudeste e Centro -Oeste, Lubaski descobriu que somente 32% dos trabalhadores rurais participaram de algum tipo de treinamento. Detalhando estes números, Lubaski descobriu que a pecuária está correndo atrás da agricultura neste quesito. Enquanto 28% dos trabalhadores da pecuária já participaram de alguma capacitação, na agricultura o indicador é de 72%. Veja no quadro abaixo:

Em meio ao programa, foram exibidos depoimentos de trabalhadores rurais que atestaram a diferença que o foco na qualificação da mão de obra traz para a produtividade da fazenda. “A importância de se qualificar essa mão de obra trouxe uma série de vantagens para a fazenda na lida com máquinas cada vez mais tecnológicas e também na soluções dos problemas administrativos, do campo, com agrícola. Isso também nos deu um conforto maior na contratação da mão de obra e diminuindo o retrabalho dentro da nossa fazenda. E fica uma dica. Além de qualificar a mão de obra, algo que a Jaqueline sempre nos ensinou, temos de valorizar cada vez mais as pessoas e viver a vida destas pessoas dentro da fazenda”, contou o produtor rural Guilherme Pontieri, que desde 2012 trabalha com a consultoria de Jaqueline Lubaski.

“Com o manejo desse jeito você não vê gado quebrado, batendo em cerca. Você vai embarcar gado paro o frigorífico não tem reclamação de machucado, então são coisas que achamos que estamos indo para a frente, para o lado bom”, afirmou um dos vaqueiros.

Em outro depoimento, um profissional salientou o aprendizado sobre o 5S, referente às palavras japonesas Seiri (senso de utilização), Seiton (organização) Seiso (limpeza), Seiketsu (padronização) e Shitsuke (disciplina). “O 5S é muito importante para mim. E a gente leva para o lado pessoal da gente”, disse.

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