Fazenda de pecuária no Cerrado desfruta de renda semelhante à agricultura

01 setembro 2017
Fazenda São Geraldo

Na segunda parte da reportagem da série Rota do Boi, vamos continuar a explorar o sucesso da Fazenda São Geraldo de Montevidiu, interior de Goiás. Desta vez, serão apresentados os dados referentes a produção comparados com a agricultura. No passado, a pecuária foi ameaçada por conta da produção de alto custo. Uma estratégia foi a utilização do milho, que é produzido na mesma propriedade, atitude que gera renda para ambas atividades.

Em equipe, os gestores buscaram diferentes alternativas para entender como melhorar a produtividade. Um software de agricultura também foi utilizado para levantar os dados de custo de produção. “Temos dois tipos de custo. Um custo da área e um custo animal. Quando o animal vai para confinamento, me interessa o custo desse animal. A pecuária para sobreviver dentro do grupo teve que se tecnificar, profissionalizar, ter mais informações e tomar decisões. Como tomar decisão sem informação?”,  ressaltou Carlos Alberto, que é gestor pecuário da fazenda.

Em três anos, houve um aumento na coleta de dados das atividades da fazenda, investimentos em tecnologia e a aquisição de softwares específicos para pecuária foram inseridos no modelo de gestão. Uma atitude que gerou ótimos resultados junto com a equipe mais empenhada em trazer dados positivos. “Numa pecuária intensiva você tem que produzir mais com menos. Então se todo mundo tiver entendendo essa perspectiva, nós vamos ter essa interatividade da pecuária com a agricultura para que possamos fazer a terminação desses animais conforme o mercado está exigindo”, afirma o gerente de unidade Ueberson Alves Menezes, que ajudou no enfrentamento às adversidades.

Após os investimentos, os resultados apareceram. Analisando os números de abates, foi identificado que 50% dos animais hoje são terminados entre 12 e 24 meses; 45% saem do confinamento entre 25 e 36 meses; e apenas 5% são terminados aos 36 meses. Outra informação interessante é com relação ao acabamento de carcaça. 79% dos animais da Fazenda São Geraldo apresentam gordura mediana e uniforme. A taxa de desfrute, um dado que qualifica a produtividade de uma fazenda, é de 82%, algo próximo a pecuária norte-americana.

Confira a reportagem completa.

Se você ainda não viu, confira a primeira parte da reportagem realizada na Fazenda São Geraldo.

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Em três anos, houve um aumento na coleta de dados das atividades da fazenda, investimentos em tecnologia e a aquisição de softwares específicos para pecuária foram inseridos no modelo de gestão. Uma atitude que gerou ótimos resultados junto com a equipe mais empenhada em trazer dados positivos. “Numa pecuária intensiva você tem que produzir mais com menos. Então se todo mundo tiver entendendo essa perspectiva, nós vamos ter essa interatividade da pecuária com a agricultura para que possamos fazer a terminação desses animais conforme o mercado está exigindo”, afirma o gerente de unidade Ueberson Alves Menezes, que ajudou no enfrentamento às adversidades.

Após os investimentos, os resultados apareceram. Analisando os números de abates, foi identificado que 50% dos animais hoje são terminados entre 12 e 24 meses; 45% saem do confinamento entre 25 e 36 meses; e apenas 5% são terminados aos 36 meses. Outra informação interessante é com relação ao acabamento de carcaça. 79% dos animais da Fazenda São Geraldo apresentam gordura mediana e uniforme. A taxa de desfrute, um dado que qualifica a produtividade de uma fazenda, é de 82%, algo próximo a pecuária norte-americana.

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