Fêmea F1 é uma ‘grande oportunidade’ que o pecuarista encontrou, diz veterinário

19 julho 2018
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“Nós temos hoje opção dentro da pecuária de ter maior produtividade com rentabilidade”, declarou hoje em entrevista ao Giro do Boi o médico veterinário pela UFRGS Marcelo Selistre, gerente de produto corte europeu da ABS e coordenador do programa da central genética que avalia o desempenho de animais frutos de cruzamento industrial.

Selistre fez uma referência ao potencial que o cruzamento industrial oferece ao pecuarista de aumentar o desfrute em arrobas por hectare ano por meio de um animal mais precoce e com carcaça mais pesada, e ainda elegível para receber bônus em programas que reconhecem a entrega de carne de qualidade.

“Todo esse mercado da carne de qualidade está movimentando muito, essa valorização, essa gourmetização da carne tem ajudado muito o pecuarista principalmente a focar em raças e programas de melhoramento que tragam essa qualidade de carne”, celebrou.

Essencial para a formação de um rebanho altamente produtivo, a matriz F1 foi destacada pelo médico veterinário em conversa com o apresentador Marco Ribeiro.

“A fêmea F1 foi uma grande oportunidade que o pecuarista encontrou, vou dizer que caiu de presente para o pecuarista. O F1 Angus x Nelore é tão precoce e tão eficiente que com 14, 15 meses esta fêmea está pronta para para conceber. Mas ela ainda está muito leve para o abate, e nos programas de qualidade de carne, um dos fatores que têm acelerado muito o cruzamento industrial, abrangendo todo o Brasil, a fêmea F1 está sendo valorizada igual ao boi – nós acabamos de ver isso. Só que nesse processo, esse pagamento com valor do macho, que tem uma idade a ser aceita, dá tempo pela precocidade do Angus de o produtor tirar uma cria nesse meio do caminho e ainda abater com preço de macho com excelente acabamento. É uma categoria de extrema rentabilidade dentro da propriedade”, declarou Selistre.

Para esta cruza com a fêmea F1, o veterinário ponderou que o pecuarista tem várias opções e que a escolha pela genética para fazer um tricross, por exemplo, vai depender do sistema produtivo de cada fazenda. “Depende do sistema de produção, depende da intensidade que se dá no ciclo. Nós temos Braford, o próprio Charolês, Canchim, Senepol, Bonsmara”, listou. “A genética é o único insumo da agropecuária que é cumulativo e permanente. Então é muito importante a escolha da genética que você vai usar”, complementou.

A ABS, inclusive, criou um índice econômico que avalia o desempenho de animais cruzados para entender o potencial genético de cada uma das linhagens disponibilizadas pela empresa. “O objetivo é identificar genética que tem o melhor desempenho quando a gente dá condições. […] Ele praticamente pega o desempenho animal, a eficiência de cocho e a parte de desempenho em carcaça”, explicou Selistre, acrescentando que até dados de marmoreio são avaliados.

Veja a entrevista completa pelo vídeo abaixo:

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