IATF pode aumentar em mais de 50% o retorno sobre investimento do criador

24 outubro 2018
iatf-escore-corporal

O Giro do Boi desta quarta, 24, tratou do potencial de retorno financeiro da IATF, técnica utilizada atualmente em 13%, ou 10,4 milhões, das cerca de 80 milhões de matrizes em idade reprodutiva que integram o rebanho bovino brasileiro.

Para repercutir o tema, o convidado foi o economista agroindustrial, mestre em economia aplicada e doutor em administração de empresas, Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq-USP.

Segundo o pesquisador, o produtor pode aumentar o retorno sobre investimento em mais de 50% saindo de uma média de prenhez de 50% para até 80%, um resultado possível utilizando a inseminação artificial. “Você sai de uma (taxa de) prenhez de 49% a 50%, chegando a 60%, 70% ou 80%, e seu retorno por capital investido vai aumentando. Eu saio de 1,1, ou seja, cada um real que eu invisto, eu recebo R$ 1,10 centavos, para atingir 1,5 a 1,7 quanto alcanço níveis de prenhez muito altos. E isso parte da tecnificação, da tecnologia da IATF, de estudos que a gente vem acompanhando”, calculou Bernardino.

O especialista destacou que pelo potencial de retorno em produtividade e, consequentemente, financeiro, a técnica pode ser aplicada em até 25% das matrizes brasileiras, o que representaria aproximadamente 20 milhões de fêmeas.

Uma das principais vantagens da IATF, que viabiliza a melhoria do desfrute do pecuarista, está na gestão do rebanho. O pesquisador do Cepea afirmou que com uma estação de monta mais curta na comparação com a monta natural, o criador consegue controlar melhor suas atividade, padronizar o rebanho e fazer um planejamento mais adequado, o que acaba sendo determinante para a tomada de decisão. “Quando você faz IATF o controle se torna mais efetivo, você tem uma padronização do rebanho, da idade e peso dos bezerros ao nascimento”, exemplificou Thiago Bernardino.

No entanto, um dos fatores que limitam a popularização da técnica é a falta de acesso ao conhecimento necessário para aplicá-la no rebanho, sobretudo para pequenos produtores. Para solucionar isto, o pesquisador sugeriu investimentos nas transferência de tecnologia, seja por entidade públicas, como universidades e federações de agricultura e pecuária, ou por empresas do setor privado, que podem alcançar este pequeno produtor.

O trabalho, reforçou Thiago, poderia ser decisivo para melhorar alguns dos índices que prejudicam a competitividade da pecuária brasileira, como o intervalo entre partos médio entre 36 e 42 meses – contra uma média mundial de 25 meses – e uma taxa de prenhez média entre 55% a 60% – contra 90% da média mundial.

Para o produtor que está tomando a decisão de substituir parte da monta natural pela IATF, Bernardino afirmou que o primeiro ponto é conhecer sua fazenda do ponto de vista estrutural e também seus números, como as condições de pasto, de genética e planejamento nutricional, pois estes fatores influenciarão no retorno financeiro da inseminação artificial. “Não adianta colocar o melhor sêmen e contratar o melhor veterinário se não vai ter pasto ou o manejo ideal dos animais”, pontuou.

Veja a entrevista completa pelo vídeo abaixo:

VEJA TAMBÉM

O que é american BBQ e por que ele está cada vez mais popular no Brasil?

Popularização de técnica é consequência da evolução da pecuária brasileira, que viabilizou a agregação de valor a mais cortes da carcaça do boi

Giro do Dia: importância do manejo pré-abate para a qualidade da carne

Veja quais os cuidados da indústria no pré-abate dos animais para assegurar bem-estar e pH sem alterações indesejáveis

Confira os lotes em destaque do dia 17 de fevereiro de 2020

Lotes de propriedades em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os animais e Farol da Qualidade.

Carne de qualidade tem de ir do dianteiro ao traseiro, afirma leiloeiro rural

“Hoje em dia não tem mais carne de 1ª ou 2ª. Tem carne de qualidade, e qualidade começa no dianteiro vai até o traseiro”, disse Guillermo Sanchez

IATF pode aumentar em mais de 50% o retorno sobre investimento do criador

24 outubro 2018
iatf-escore-corporal

O Giro do Boi desta quarta, 24, tratou do potencial de retorno financeiro da IATF, técnica utilizada atualmente em 13%, ou 10,4 milhões, das cerca de 80 milhões de matrizes em idade reprodutiva que integram o rebanho bovino brasileiro.

Para repercutir o tema, o convidado foi o economista agroindustrial, mestre em economia aplicada e doutor em administração de empresas, Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq-USP.

Segundo o pesquisador, o produtor pode aumentar o retorno sobre investimento em mais de 50% saindo de uma média de prenhez de 50% para até 80%, um resultado possível utilizando a inseminação artificial. “Você sai de uma (taxa de) prenhez de 49% a 50%, chegando a 60%, 70% ou 80%, e seu retorno por capital investido vai aumentando. Eu saio de 1,1, ou seja, cada um real que eu invisto, eu recebo R$ 1,10 centavos, para atingir 1,5 a 1,7 quanto alcanço níveis de prenhez muito altos. E isso parte da tecnificação, da tecnologia da IATF, de estudos que a gente vem acompanhando”, calculou Bernardino.

O especialista destacou que pelo potencial de retorno em produtividade e, consequentemente, financeiro, a técnica pode ser aplicada em até 25% das matrizes brasileiras, o que representaria aproximadamente 20 milhões de fêmeas.

Uma das principais vantagens da IATF, que viabiliza a melhoria do desfrute do pecuarista, está na gestão do rebanho. O pesquisador do Cepea afirmou que com uma estação de monta mais curta na comparação com a monta natural, o criador consegue controlar melhor suas atividade, padronizar o rebanho e fazer um planejamento mais adequado, o que acaba sendo determinante para a tomada de decisão. “Quando você faz IATF o controle se torna mais efetivo, você tem uma padronização do rebanho, da idade e peso dos bezerros ao nascimento”, exemplificou Thiago Bernardino.

No entanto, um dos fatores que limitam a popularização da técnica é a falta de acesso ao conhecimento necessário para aplicá-la no rebanho, sobretudo para pequenos produtores. Para solucionar isto, o pesquisador sugeriu investimentos nas transferência de tecnologia, seja por entidade públicas, como universidades e federações de agricultura e pecuária, ou por empresas do setor privado, que podem alcançar este pequeno produtor.

O trabalho, reforçou Thiago, poderia ser decisivo para melhorar alguns dos índices que prejudicam a competitividade da pecuária brasileira, como o intervalo entre partos médio entre 36 e 42 meses – contra uma média mundial de 25 meses – e uma taxa de prenhez média entre 55% a 60% – contra 90% da média mundial.

Para o produtor que está tomando a decisão de substituir parte da monta natural pela IATF, Bernardino afirmou que o primeiro ponto é conhecer sua fazenda do ponto de vista estrutural e também seus números, como as condições de pasto, de genética e planejamento nutricional, pois estes fatores influenciarão no retorno financeiro da inseminação artificial. “Não adianta colocar o melhor sêmen e contratar o melhor veterinário se não vai ter pasto ou o manejo ideal dos animais”, pontuou.

Veja a entrevista completa pelo vídeo abaixo:

VEJA TAMBÉM

Popularização de técnica é consequência da evolução da pecuária brasileira, que viabilizou a agregação de valor a mais cortes da carcaça do boi

Veja quais os cuidados da indústria no pré-abate dos animais para assegurar bem-estar e pH sem alterações indesejáveis

Lotes de propriedades em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os animais e Farol da Qualidade.

“Hoje em dia não tem mais carne de 1ª ou 2ª. Tem carne de qualidade, e qualidade começa no dianteiro vai até o traseiro”, disse Guillermo Sanchez

Aplicativo Lance Rural permite ao usuário utilizar outras funções do celular enquanto acompanha eventos como leilões, palestras, dias de campo e julgamentos, além da tv ao vivo

Zootecnista Alexandre Zadra explicou que quanto maior o grau de sangue europeu, mais exigente é o animal em relação à nutrição

Popularização de técnica é consequência da evolução da pecuária brasileira, que viabilizou a agregação de valor a mais cortes da carcaça do boi

Zootecnista Alexandre Zadra explicou que quanto maior o grau de sangue europeu, mais exigente é o animal em relação à nutrição

Produtores criaram associação para socorrer veículos atolados na Estrada do Matão, que liga Pontes e Lacerda-MT à Bolívia

Veja quais os cuidados da indústria no pré-abate dos animais para assegurar bem-estar e pH sem alterações indesejáveis

DIREITO AGRÁRIO

Participe do Giro do Boi

NEWSLETTER

Receba as notícias do Giro do Boi gratuitamente em seu e-mail

CADASTRE-SE