Já é possível monitorar a saúde das vacas pelo celular; saiba como

20 janeiro 2020
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Quanto vale saber em tempo real se seus animais de maior valor agregado estão com alguma doença metabólica, estão em estresse térmico ou se determinada matriz entrou em cio? Esta é a proposta de uma ferramenta disponibilizada recentemente ao mercado de gado de corte pela Allflex, empresa voltada para o desenvolvimento de ferramentas e sistemas de identificação de bovinos. Nesta segunda, 20, o médico veterinário Luciano Lobo, gerente de monitoramento da companhia, falou ao programa sobre as mais recentes inovações da empresa.

“Hoje são mais de cinco milhões de meio de vacas monitoradas pelo mundo, tudo isso em tempo real. […] Um bovino é um animal de rotina, ele tem o seu comportamento que, de certa forma, se tudo anda bem, ele se repete. E quando a gente coloca um sensor, que pode ser um brinco ou colar, […] a gente passa a identificar o que está acontecendo com a vaca, a vaca vai contar para a gente a história dela, […] e o produtor, o veterinário, nós podemos de certa forma saber com precisão o que está acontecendo com cada vaca dentro de um grande rebanho, coisa que muitas vezes é difícil porque existe pouco tempo para acompanhar, para olhar, para identificar”, explicou Lobo.

A tecnologia foi inicialmente aplicada em rebanhos de gado de leite, que passam pelo curral de duas a três vezes ao dia, mas já está validado para o gado de corte. “Começou a se utilizar nos Estados Unidos e Europa em rebanhos mais especializados em produção de animais de mais alto valor genético, […] em que o produtor pode querer identificar um cio natural, por exemplo, pensando em inseminar desta forma, adotar esta estratégia, ou pode querer identificar uma vaca de cria de alto valor genético com uma possível enfermidade antes do tempo, evitar que tenha prejuízo de saúde com ela. […] E no gado de corte, no Brasil, na nossa realidade neste momento, faria mais sentido para o gado mais especializado, então o pessoal que trabalha com animal de mais alto valor genético”, indicou.

Lobo detalhou como funciona o sistema de monitoramento. “O que o sensor está fazendo? Ele está monitorando o comportamento, a atividade, o quanto um animal se move, ele está monitorando a ruminação, ou seja, a ruminação é um fator, é uma muito relacionada com a saúde, então existe uma média de ruminação diária, e uma vez que ocorre uma baixa, um decréscimo forte nesta ruminação, isto aparece no relatório de saúde. Quer dizer que o animal pode não estar bem, tem algumas razões, alguma doença metabólica, uma alteração de dieta no cocho, ou está atrelado com os movimentos de ofegação provindos de estresse térmico. Esta ruminação, junto com os índices de atividade e os índices de ofegação podem trazer também informações relacionadas a como o animal está se sentido ao bem-estar dele dentro do ambiente produtivo”, comentou.

“O animal nem sempre está expressando o cio da melhor forma ou uma doença de uma forma tão evidente. Então os sensores, o brinco ou o colar, dentro das plataformas de monitoramento que a Allflex possui, vão estar a todo momento, 24 horas por dia, trazendo informações no aplicativo do celular ou no seu computador, alertando o que está acontecendo com os animais. Dentro do colar ou dentro deste brinco, a gente possui uma bateria, uma memória, como de celular, uma memória de computador, e existe também um acelerômetro, que hoje é muito comum nos relógios de corrida ou nos celulares. Este acelerômetro está captando os movimentos da vaca e uma vez que ele capta estes movimentos, estes sinais, ele distribui isto para uma antena que tem uma área de cobertura dentro do curral. Essas informações são interpretadas, traduzidas através de uma série de algoritmos que o pessoal de engenharia desenvolveu e depois, uma vez interpretado, ele devolve pra a gente em reports, em relatório – então um relatório de saúde, de reprodução, de grupo de animais, coisas relacionadas também a nutrição, a estresse térmico, um pacote de informações muito valiosas que podem servir para a tomada de decisão rápida e eficiente”, destacou.

“Existe uma antena que cobre uma área de 500 por 200 metros. Se o produtor tiver interesse, e a gente tem clientes que usam desta forma, a gente pode estender este sinal levando até o campo com uma segunda antena em um painel solar ou em cima de um pivô de irrigação, se for o caso. […] Existe esta memória dentro do device, ele é atualizado quando entra em contato com a antena, a antena uma vez que capta estes sinais individuais de cada animal, distribui isto para a internet, eles são processados e voltam no celular em forma de alertas. Ele vai te falar, por exemplo, ‘hoje você tem, das suas 300 vacas, dez que estão em cio, o melhor horário para inseminar é tal’, ou ‘você tem 15 vacas que hoje podem não estar muito bem, peça para o enfermeiro ou veterinário responsável verificar o que está acontecendo’. Você consegue identificar algumas doenças metabólicas de horas, ou em até três dias, dependendo da doença, antes dela se expressar de uma forma mais forte, mais clínica, e assim tomar atitudes algumas vezes até mais simples de tratamento, em que o próprio animal vai se recompor e passar a produzir mais rápido sem perder interesse por comida ou cair de produção”, acrescentou.

Veja a entrevista completa com o veterinário para mais detalhes sobre a nova tecnologia:

 

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20 janeiro 2020
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Quanto vale saber em tempo real se seus animais de maior valor agregado estão com alguma doença metabólica, estão em estresse térmico ou se determinada matriz entrou em cio? Esta é a proposta de uma ferramenta disponibilizada recentemente ao mercado de gado de corte pela Allflex, empresa voltada para o desenvolvimento de ferramentas e sistemas de identificação de bovinos. Nesta segunda, 20, o médico veterinário Luciano Lobo, gerente de monitoramento da companhia, falou ao programa sobre as mais recentes inovações da empresa.

“Hoje são mais de cinco milhões de meio de vacas monitoradas pelo mundo, tudo isso em tempo real. […] Um bovino é um animal de rotina, ele tem o seu comportamento que, de certa forma, se tudo anda bem, ele se repete. E quando a gente coloca um sensor, que pode ser um brinco ou colar, […] a gente passa a identificar o que está acontecendo com a vaca, a vaca vai contar para a gente a história dela, […] e o produtor, o veterinário, nós podemos de certa forma saber com precisão o que está acontecendo com cada vaca dentro de um grande rebanho, coisa que muitas vezes é difícil porque existe pouco tempo para acompanhar, para olhar, para identificar”, explicou Lobo.

A tecnologia foi inicialmente aplicada em rebanhos de gado de leite, que passam pelo curral de duas a três vezes ao dia, mas já está validado para o gado de corte. “Começou a se utilizar nos Estados Unidos e Europa em rebanhos mais especializados em produção de animais de mais alto valor genético, […] em que o produtor pode querer identificar um cio natural, por exemplo, pensando em inseminar desta forma, adotar esta estratégia, ou pode querer identificar uma vaca de cria de alto valor genético com uma possível enfermidade antes do tempo, evitar que tenha prejuízo de saúde com ela. […] E no gado de corte, no Brasil, na nossa realidade neste momento, faria mais sentido para o gado mais especializado, então o pessoal que trabalha com animal de mais alto valor genético”, indicou.

Lobo detalhou como funciona o sistema de monitoramento. “O que o sensor está fazendo? Ele está monitorando o comportamento, a atividade, o quanto um animal se move, ele está monitorando a ruminação, ou seja, a ruminação é um fator, é uma muito relacionada com a saúde, então existe uma média de ruminação diária, e uma vez que ocorre uma baixa, um decréscimo forte nesta ruminação, isto aparece no relatório de saúde. Quer dizer que o animal pode não estar bem, tem algumas razões, alguma doença metabólica, uma alteração de dieta no cocho, ou está atrelado com os movimentos de ofegação provindos de estresse térmico. Esta ruminação, junto com os índices de atividade e os índices de ofegação podem trazer também informações relacionadas a como o animal está se sentido ao bem-estar dele dentro do ambiente produtivo”, comentou.

“O animal nem sempre está expressando o cio da melhor forma ou uma doença de uma forma tão evidente. Então os sensores, o brinco ou o colar, dentro das plataformas de monitoramento que a Allflex possui, vão estar a todo momento, 24 horas por dia, trazendo informações no aplicativo do celular ou no seu computador, alertando o que está acontecendo com os animais. Dentro do colar ou dentro deste brinco, a gente possui uma bateria, uma memória, como de celular, uma memória de computador, e existe também um acelerômetro, que hoje é muito comum nos relógios de corrida ou nos celulares. Este acelerômetro está captando os movimentos da vaca e uma vez que ele capta estes movimentos, estes sinais, ele distribui isto para uma antena que tem uma área de cobertura dentro do curral. Essas informações são interpretadas, traduzidas através de uma série de algoritmos que o pessoal de engenharia desenvolveu e depois, uma vez interpretado, ele devolve pra a gente em reports, em relatório – então um relatório de saúde, de reprodução, de grupo de animais, coisas relacionadas também a nutrição, a estresse térmico, um pacote de informações muito valiosas que podem servir para a tomada de decisão rápida e eficiente”, destacou.

“Existe uma antena que cobre uma área de 500 por 200 metros. Se o produtor tiver interesse, e a gente tem clientes que usam desta forma, a gente pode estender este sinal levando até o campo com uma segunda antena em um painel solar ou em cima de um pivô de irrigação, se for o caso. […] Existe esta memória dentro do device, ele é atualizado quando entra em contato com a antena, a antena uma vez que capta estes sinais individuais de cada animal, distribui isto para a internet, eles são processados e voltam no celular em forma de alertas. Ele vai te falar, por exemplo, ‘hoje você tem, das suas 300 vacas, dez que estão em cio, o melhor horário para inseminar é tal’, ou ‘você tem 15 vacas que hoje podem não estar muito bem, peça para o enfermeiro ou veterinário responsável verificar o que está acontecendo’. Você consegue identificar algumas doenças metabólicas de horas, ou em até três dias, dependendo da doença, antes dela se expressar de uma forma mais forte, mais clínica, e assim tomar atitudes algumas vezes até mais simples de tratamento, em que o próprio animal vai se recompor e passar a produzir mais rápido sem perder interesse por comida ou cair de produção”, acrescentou.

Veja a entrevista completa com o veterinário para mais detalhes sobre a nova tecnologia:

 

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