Liberação de genéricos deve beneficiar pecuária com redução de custos, aponta ministra

09 agosto 2019
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A pecuária de corte brasileira será beneficiada com redução dos custos de produção a partir da liberação de medicamentos veterinários genéricos, indicou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias em participação no Congresso Brasileiro do Agronegócio. A 18ª edição do evento, realizado em parceria entre a Abag – Associação Brasileira do Agronegócio – e a B3, ocorreu na última segunda-feira, dia 05, na cidade de São Paulo-SP, e levantou discussões sobre o tema “Agro: momento decisivo”, uma referência ao importante contexto que o setor vive em 2019.

“É um outro gargalo que nós temos, os produtos veterinários, que também têm uma fila enorme que precisa caminhar para entrar novos produtos, mais modernos. Nós estamos agora em uma batalha para trazer mais gente para o Ministério da Agricultura para fazer a mesma coisa que foi feita lá atrás com os defensivos da área vegetal. São genéricos também. […] É necessário e urgente que isso aconteça. A pecuária poderá ser beneficiada tendo uma diminuição de custo, que é o que está acontecendo hoje com a parte agrícola, quando você coloca genéricos no mercado. Todo mundo sabe porque todo mundo toma remédio genérico, é a mesma coisa, é remédio de planta e remédio dos animais que nós estamos tratando e com a mesma segurança com a qual a Anvisa trata também os produtos humanos”, declarou Tereza Cristina.

“Nós estamos trabalhando agora com o governo unido. Nós temos o Ministério das Relações Exteriores, que vai estar junto também fazendo uma comunicação para o exterior junto à Apex, o Ministério da Agricultura e presidência da República porque o Brasil tem capacidade para exportar para 162 países e não é possível que a gente aqui dentro vai dizer que não come produtos absolutamente seguros”, acrescentou a ministra.

Para dar celeridade a estas propostas do governo, o secretário de comunicação social da presidência da República, Fábio Wajngarten, adiantou que a Secom está em fase final de planejamento de uma campanha internacional para o resgate da verdade. “Cabe a nós despoluirmos, hierarquizarmos o que é notícia e o que é fake news. Está na hora de a gente ser coerente, está na hora de a gente remar para a mesma direção. […] Brasil de fato, Brasil baseado em dados, baseado em verdade”, sustentou.

O chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, endossou que o agro brasileiro deve unificar seus esforços e o discurso sobre as ações para promover o setor. “A gente precisa usar muito os fatos. Fatos com base científica. Não que as pessoas não estão do lado do agro, é que elas desconhecem”, frisou.

O uso de novas tecnologias de fato impactou a produtividade do setor, apontou o diretor de marketing da Corteva Agriscience, Douglas Ribeiro, que integrou um dos painéis do congresso. “Toda vez que eu olho dado histórico do que aconteceu com as áreas de pastagens e o que aconteceu com a produtividade em arrobas por hectare, que foi três vezes de incremento num momento em que as pastagens reduziram, a única resposta que a gente encontra é a adoção de tecnologia”, afirmou.

De fato a produtividade da pecuária de corte está em franca evolução no país. Nos últimos 30 anos, a produção de carne bovina no Brasil saltou 128% com uma redução de 15% na área ocupada pela atividade, divulgou a consultoria Athenagro, divisão de pecuária da Agroconsult.

“Tecnologia tropicalizada, desenvolvida por aqui, por entidades públicas com a Embrapa, universidades, empresas privadas, como nós, Corteva, e que o pecuarista aprendeu a usar. E o resultado disto tem sido contribuidor não só para a sociedade, porque está produzindo de uma forma sustentável, mas está também viabilizando a pecuária. […] Ela é sustentável e viável graças à tecnologia”, celebrou Ribeiro.

O 18º Congresso Brasileiro do Agronegócio reuniu 952 participantes e uma audiência online de cerca de 4 mil pessoas, conforme balanço da organização. “Mostra a pujança do agronegócio nacional, mostra a importância que o agro tem para o Brasil. São poucos os países do mundo onde o agronegócio tem uma representação tão forte tanto em termos de emprego quanto em termos de renda e PIB”, destacou Marcello Brito, presidente da Abag.

Veja a reportagem completa pelo vídeo abaixo:

Foto: Divulgação / Abag-B3

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“É um outro gargalo que nós temos, os produtos veterinários, que também têm uma fila enorme que precisa caminhar para entrar novos produtos, mais modernos. Nós estamos agora em uma batalha para trazer mais gente para o Ministério da Agricultura para fazer a mesma coisa que foi feita lá atrás com os defensivos da área vegetal. São genéricos também. […] É necessário e urgente que isso aconteça. A pecuária poderá ser beneficiada tendo uma diminuição de custo, que é o que está acontecendo hoje com a parte agrícola, quando você coloca genéricos no mercado. Todo mundo sabe porque todo mundo toma remédio genérico, é a mesma coisa, é remédio de planta e remédio dos animais que nós estamos tratando e com a mesma segurança com a qual a Anvisa trata também os produtos humanos”, declarou Tereza Cristina.

“Nós estamos trabalhando agora com o governo unido. Nós temos o Ministério das Relações Exteriores, que vai estar junto também fazendo uma comunicação para o exterior junto à Apex, o Ministério da Agricultura e presidência da República porque o Brasil tem capacidade para exportar para 162 países e não é possível que a gente aqui dentro vai dizer que não come produtos absolutamente seguros”, acrescentou a ministra.

Para dar celeridade a estas propostas do governo, o secretário de comunicação social da presidência da República, Fábio Wajngarten, adiantou que a Secom está em fase final de planejamento de uma campanha internacional para o resgate da verdade. “Cabe a nós despoluirmos, hierarquizarmos o que é notícia e o que é fake news. Está na hora de a gente ser coerente, está na hora de a gente remar para a mesma direção. […] Brasil de fato, Brasil baseado em dados, baseado em verdade”, sustentou.

O chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, endossou que o agro brasileiro deve unificar seus esforços e o discurso sobre as ações para promover o setor. “A gente precisa usar muito os fatos. Fatos com base científica. Não que as pessoas não estão do lado do agro, é que elas desconhecem”, frisou.

O uso de novas tecnologias de fato impactou a produtividade do setor, apontou o diretor de marketing da Corteva Agriscience, Douglas Ribeiro, que integrou um dos painéis do congresso. “Toda vez que eu olho dado histórico do que aconteceu com as áreas de pastagens e o que aconteceu com a produtividade em arrobas por hectare, que foi três vezes de incremento num momento em que as pastagens reduziram, a única resposta que a gente encontra é a adoção de tecnologia”, afirmou.

De fato a produtividade da pecuária de corte está em franca evolução no país. Nos últimos 30 anos, a produção de carne bovina no Brasil saltou 128% com uma redução de 15% na área ocupada pela atividade, divulgou a consultoria Athenagro, divisão de pecuária da Agroconsult.

“Tecnologia tropicalizada, desenvolvida por aqui, por entidades públicas com a Embrapa, universidades, empresas privadas, como nós, Corteva, e que o pecuarista aprendeu a usar. E o resultado disto tem sido contribuidor não só para a sociedade, porque está produzindo de uma forma sustentável, mas está também viabilizando a pecuária. […] Ela é sustentável e viável graças à tecnologia”, celebrou Ribeiro.

O 18º Congresso Brasileiro do Agronegócio reuniu 952 participantes e uma audiência online de cerca de 4 mil pessoas, conforme balanço da organização. “Mostra a pujança do agronegócio nacional, mostra a importância que o agro tem para o Brasil. São poucos os países do mundo onde o agronegócio tem uma representação tão forte tanto em termos de emprego quanto em termos de renda e PIB”, destacou Marcello Brito, presidente da Abag.

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