Nem adubação, nem herbicida: saiba qual o primeiro passo para intensificar o uso de suas pastagens

27 maio 2019
intensificacao-pastagem-primeiro-passo-wagner-pires

Apesar de ser um dos maiores produtores de carne bovina do mundo e o principal exportador em volume, o Brasil pecuário ainda tem questões a resolver, como, por exemplo, a taxa de lotação, cuja média é de cerca de 0,7 UA/ha. Nesta segunda, 27, o Giro do Boi falou sobre a importância da intensificação do uso de pastagens em entrevista com o engenheiro agrônomo, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária, Wagner Pires, autor do recém-lançado livro “Pastagem Sustentável de A a Z”.

Saiba mais sobre o livro “Pastagem Sustentável de A a Z”:
Telespectador do Giro do Boi ganha desconto de 20% em livros e cursos sobre pastagens

Pires falou em sua entrevista a respeito do primeiro passo para o aumento do desfrute da pecuária brasileira. Seria adubação? Ou a aplicação de defensivos? A resposta não é nenhum destes dois manejos, mas sim a divisão da fazenda em piquetes menores. “A gente tem que encarar a pastagem como uma cultura, uma lavoura. E o pecuarista tem que pensar em adubação, só que não adianta adubar se não controlar plantas daninhas. Não adianta adubar se o pasto for um pasto grande porque vai produzir tanto pasto e ele vai perder. Então a primeira coisa que eu faço em uma fazenda quando eu chego para prestar consultoria: vamos ver o mapa, vamos ver as divisões, vamos fazer mais divisões porque você começa a melhorar o manejo e controlar plantas daninhas, aí depois vem a adubação”, respondeu o agrônomo.

Em sua entrevista, o consultor comentou a importância também da análise de solo. “Ninguém toma remédio sem o médico fazer um exame e o pecuarista precisa fazer análise de solo porque ele economiza dinheiro”, comparou.

Pires citou o exemplo da Fazenda Roma, localizada em Palestina, no Pará, em que o proprietário fez uma indagação a ele. “Wagner, por onde a gente vai começar adubando o pasto? E eu falei: ‘Não vamos adubar. Nós vamos, sim, dividir o seu pasto e controlar as plantas daninhas‘. […] Ele investiu sabe em quê? Em zinco, ou seja, cerca. Cerca e herbicida. E aí nós saímos de 2.800 cabeças para 4.000”, relembrou o consultor.

O agrônomo também recomendou que em uma mesma propriedade o pecuarista faça uso de diversas espécies forrageiras e converse com seus vizinhos para comparar resultados. “Não ache que sua fazenda está boa. Vamos ver no vizinho, com outras pessoas. […] Vamos diversificar. Não pode misturar, mas tem que ter pelo menos três, quatro tipos de gramíneas na fazenda, isso ajuda muito”. concluiu.

Veja a entrevista completa no player abaixo:

VEJA TAMBÉM

Confira os lotes em destaque do dia 22 de janeiro de 2020

Lotes de propriedades no Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os animais e Farol da Qualidade.

Vaca que sofreu estresse não transmite suas qualidades para a cria

Pecuarista deve entender os detalhes do desempenho da “melhor máquina de colheita de capim que existe”, que muitas vezes ainda sofre com estresse nutricional e térmico

Qual o “pulo do gato” para recuperar a produtividade em solos fracos?

5ª geração em uma família de produtores rurais, Mateus Arantes desenvolveu sistema de integração com plantio direto para solos arenosos

Que documentos devo ter para minha fazenda estar dentro da lei?

Papéis estão distribuídos entre as esferas possessória, fundiária, ambiental, trabalhista, empresarial e tributária

Nem adubação, nem herbicida: saiba qual o primeiro passo para intensificar o uso de suas pastagens

27 maio 2019
intensificacao-pastagem-primeiro-passo-wagner-pires

Apesar de ser um dos maiores produtores de carne bovina do mundo e o principal exportador em volume, o Brasil pecuário ainda tem questões a resolver, como, por exemplo, a taxa de lotação, cuja média é de cerca de 0,7 UA/ha. Nesta segunda, 27, o Giro do Boi falou sobre a importância da intensificação do uso de pastagens em entrevista com o engenheiro agrônomo, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária, Wagner Pires, autor do recém-lançado livro “Pastagem Sustentável de A a Z”.

Saiba mais sobre o livro “Pastagem Sustentável de A a Z”:
Telespectador do Giro do Boi ganha desconto de 20% em livros e cursos sobre pastagens

Pires falou em sua entrevista a respeito do primeiro passo para o aumento do desfrute da pecuária brasileira. Seria adubação? Ou a aplicação de defensivos? A resposta não é nenhum destes dois manejos, mas sim a divisão da fazenda em piquetes menores. “A gente tem que encarar a pastagem como uma cultura, uma lavoura. E o pecuarista tem que pensar em adubação, só que não adianta adubar se não controlar plantas daninhas. Não adianta adubar se o pasto for um pasto grande porque vai produzir tanto pasto e ele vai perder. Então a primeira coisa que eu faço em uma fazenda quando eu chego para prestar consultoria: vamos ver o mapa, vamos ver as divisões, vamos fazer mais divisões porque você começa a melhorar o manejo e controlar plantas daninhas, aí depois vem a adubação”, respondeu o agrônomo.

Em sua entrevista, o consultor comentou a importância também da análise de solo. “Ninguém toma remédio sem o médico fazer um exame e o pecuarista precisa fazer análise de solo porque ele economiza dinheiro”, comparou.

Pires citou o exemplo da Fazenda Roma, localizada em Palestina, no Pará, em que o proprietário fez uma indagação a ele. “Wagner, por onde a gente vai começar adubando o pasto? E eu falei: ‘Não vamos adubar. Nós vamos, sim, dividir o seu pasto e controlar as plantas daninhas‘. […] Ele investiu sabe em quê? Em zinco, ou seja, cerca. Cerca e herbicida. E aí nós saímos de 2.800 cabeças para 4.000”, relembrou o consultor.

O agrônomo também recomendou que em uma mesma propriedade o pecuarista faça uso de diversas espécies forrageiras e converse com seus vizinhos para comparar resultados. “Não ache que sua fazenda está boa. Vamos ver no vizinho, com outras pessoas. […] Vamos diversificar. Não pode misturar, mas tem que ter pelo menos três, quatro tipos de gramíneas na fazenda, isso ajuda muito”. concluiu.

Veja a entrevista completa no player abaixo:

VEJA TAMBÉM

Lotes de propriedades no Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os animais e Farol da Qualidade.

Pecuarista deve entender os detalhes do desempenho da “melhor máquina de colheita de capim que existe”, que muitas vezes ainda sofre com estresse nutricional e térmico

5ª geração em uma família de produtores rurais, Mateus Arantes desenvolveu sistema de integração com plantio direto para solos arenosos

Papéis estão distribuídos entre as esferas possessória, fundiária, ambiental, trabalhista, empresarial e tributária

Animais foram terminados a pasto com média de peso maior que 20@ e 93% no Farol da Qualidade

Lotes de propriedades em São Paulo, Pará e Mato Grosso foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os animais e Farol da Qualidade.

5ª geração em uma família de produtores rurais, Mateus Arantes desenvolveu sistema de integração com plantio direto para solos arenosos

Programa de acasalamentos vai avaliar bateria de touros selecionada pelo criador e apontar melhor combinação para corrigir necessidades de cada plantel

Giro do Boi reúne todos os vídeos da série especial Pastagem de A a Z, conduzida pelo consultor Wagner Pires

Envie sua pergunta sobre cruzamento industrial de gado de corte para receber as dicas no novo quadro ‘Zadra Responde’

DIREITO AGRÁRIO

Participe do Giro do Boi

NEWSLETTER

Receba as notícias do Giro do Boi gratuitamente em seu e-mail

CADASTRE-SE