O que é barter e quais os requisitos básicos para o produtor negociar na modalidade?

05 novembro 2019
Close up of two businessmen shaking hands on the farmland. Combine harvester working in background

Nesta terça, 05, o Giro do Boi recebeu em estúdio para entrevista a advogada com MBA em em agronegócios pela Esalq/USP Ticiane Vitória Figueiredo, especialista em barter, modalidade de negócios baseada no pagamento de insumos com a própria produção agropecuária.

Entre os benefícios do barter está a redução do risco das operações para o produtor, que fica menos suscetível às ameaças, como flutuações dos preços de insumos. “É a troca de insumos. Em geral o pessoal foca bastante em defensivos e sementes pela produção futura. Então você trava o teu custo de produção, já define quantas arrobas ou quantas sacas aqueles insumos vão representar. É uma vantagem para o produtor para ter um equilíbrio já que a gente trabalha com safra futura, então tem oscilação de preço, como o mercado vai estar, vários fatores que vão impactar. E o barter serve para você fazer esta troca já no financiamento”, explicou Ticiane.

A advogada explicou que existem duas modalidades de bater, o físico e o financeiro, este mais usado para quem utiliza insumos indexados à moeda estrangeira. O Brasil, inclusive, tornou-se referência mundial neste modelo de negócios por conta da lei de número 8.929, publicada em agosto de 1994, que regulamenta a CPR, Cédula de Produto Rural, aumentando a segurança nestas negociações, conforme frisou a advogada.

Ticiane revelou que houve uma disruptura recente nas operações de bater, que agora estão abrindo mais opções para trocas por fertilizantes e nutrição, o que evidencia evolução do produtor na área de gestão e governança.

No entanto, há um fator limitante para a popularização do barter no Brasil, conforme advertiu a especialista: produtores com irregularidades nas documentações de sua fazenda, como passivos ambientais e demais problemas com documentação de seu imóvel têm restrições. Muitas vezes, frisou a advogada, o passivo pode ser anterior à aquisição da terras e, por falta de conhecimento ou assessoramento adequado, o proprietário acaba assumindo a condição.

Entenda como funcionam as operações de barter, tendências de crescimento e requisitos para estar apto a negociar neste modelo na entrevista completa com Ticiane Vitória Figueiredo:

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A advogada explicou que existem duas modalidades de bater, o físico e o financeiro, este mais usado para quem utiliza insumos indexados à moeda estrangeira. O Brasil, inclusive, tornou-se referência mundial neste modelo de negócios por conta da lei de número 8.929, publicada em agosto de 1994, que regulamenta a CPR, Cédula de Produto Rural, aumentando a segurança nestas negociações, conforme frisou a advogada.

Ticiane revelou que houve uma disruptura recente nas operações de bater, que agora estão abrindo mais opções para trocas por fertilizantes e nutrição, o que evidencia evolução do produtor na área de gestão e governança.

No entanto, há um fator limitante para a popularização do barter no Brasil, conforme advertiu a especialista: produtores com irregularidades nas documentações de sua fazenda, como passivos ambientais e demais problemas com documentação de seu imóvel têm restrições. Muitas vezes, frisou a advogada, o passivo pode ser anterior à aquisição da terras e, por falta de conhecimento ou assessoramento adequado, o proprietário acaba assumindo a condição.

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