Pagamentos por serviços ambientais entrará na pauta do GTPS em 2020

13 janeiro 2020
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Em entrevista concedida ao Giro do Boi nesta segunda-feira, dia 13, a coordenadora executiva do GTPS, o Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável, Luiza Bruscato, elencou as principais pautas do grupo para o ano de 2020.

De acordo com Bruscato, é animador o fato de o pecuarista demonstrar cada vez mais interesse no tema sustentabilidade, ao passo que o grupo de trabalho apresenta ferramentas de definição de conceito, avaliação e melhoria contínua do quesito na produção de carne bovina.

“As nossas principais metas são trabalhar e ampliar o uso do GIPS dentro da cadeia produtiva, principalmente com pecuaristas. Pra isso a gente está organizando os workshops em várias regiões do Brasil”, destacou a coordenadora.

O GIPS, Guia de Indicadores da Pecuária Sustentável, é um questionário que o pecuarista responde para saber, a partir de um relatório formulado a partir de seu desempenho, qual o nível de sustentabilidade de sua fazenda em diversos aspectos. O guia serve também para indústrias do setor e organizações da sociedade civil. “Ele é uma ferramenta de autoavaliação e também de melhoria contínua. Existe um GIPS para cada uma das categorias, para produtores, frigoríficos, organizações da sociedade civil. […] E a intenção é que o produtor, o pecuarista, ou a instituição, ao preencher, recebam um relatório pelo qual eles podem entender em que níveis eles estão de sustentabilidade dentro de diversos aspectos – meio ambiente, gestão, trabalhadores. […] Perguntas em que nível de gestão ele está, produtividade, legislação, como está atendendo legislação ambiental, trabalhista, são estes os indicadores que a gente tem”, ilustrou.

Pecuarista pode fazer autoavaliação pela internet e conhecer nível de sustentabilidade de sua fazenda

“Além disso a gente também vai organizar uma conferência esse ano, a Conferência 2020 sobre pecuária sustentável. Sobre esta eu ainda não tenho mais detalhes, mas provavelmente vai acontecer em julho”, adiantou a executiva.

“Uma outra questão que a gente vai trabalhar esse ano são alguns conteúdos técnicos, por exemplo, inovações e tecnologias na pecuária. No final do ano passado a gente se aproximou com algumas startups, com o hub de pecuária aqui de Piracicaba, e eles estiveram inclusive presentes no nosso seminário. E com essa aproximação a gente vai discutir mais o tema de inovação e tecnologia, que é muito importante. Além disso a gente vai trabalhar também o tema de bem-estar animal, pagamentos por serviços ambientais e balanços de carbono”, revelou.

“Esse é um dos papeis do GTPS, trabalhar para que o produtor que tenha essa produção sustentável seja primeiramente reconhecido e que esse valor agregado traga um retorno para ele, este é um dos principais aspectos que o GTPS está trabalhando”, informou.

Veja a entrevista completa com Luiza Bruscato pelo vídeo a seguir:

 

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De acordo com Bruscato, é animador o fato de o pecuarista demonstrar cada vez mais interesse no tema sustentabilidade, ao passo que o grupo de trabalho apresenta ferramentas de definição de conceito, avaliação e melhoria contínua do quesito na produção de carne bovina.

“As nossas principais metas são trabalhar e ampliar o uso do GIPS dentro da cadeia produtiva, principalmente com pecuaristas. Pra isso a gente está organizando os workshops em várias regiões do Brasil”, destacou a coordenadora.

O GIPS, Guia de Indicadores da Pecuária Sustentável, é um questionário que o pecuarista responde para saber, a partir de um relatório formulado a partir de seu desempenho, qual o nível de sustentabilidade de sua fazenda em diversos aspectos. O guia serve também para indústrias do setor e organizações da sociedade civil. “Ele é uma ferramenta de autoavaliação e também de melhoria contínua. Existe um GIPS para cada uma das categorias, para produtores, frigoríficos, organizações da sociedade civil. […] E a intenção é que o produtor, o pecuarista, ou a instituição, ao preencher, recebam um relatório pelo qual eles podem entender em que níveis eles estão de sustentabilidade dentro de diversos aspectos – meio ambiente, gestão, trabalhadores. […] Perguntas em que nível de gestão ele está, produtividade, legislação, como está atendendo legislação ambiental, trabalhista, são estes os indicadores que a gente tem”, ilustrou.

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“Além disso a gente também vai organizar uma conferência esse ano, a Conferência 2020 sobre pecuária sustentável. Sobre esta eu ainda não tenho mais detalhes, mas provavelmente vai acontecer em julho”, adiantou a executiva.

“Uma outra questão que a gente vai trabalhar esse ano são alguns conteúdos técnicos, por exemplo, inovações e tecnologias na pecuária. No final do ano passado a gente se aproximou com algumas startups, com o hub de pecuária aqui de Piracicaba, e eles estiveram inclusive presentes no nosso seminário. E com essa aproximação a gente vai discutir mais o tema de inovação e tecnologia, que é muito importante. Além disso a gente vai trabalhar também o tema de bem-estar animal, pagamentos por serviços ambientais e balanços de carbono”, revelou.

“Esse é um dos papeis do GTPS, trabalhar para que o produtor que tenha essa produção sustentável seja primeiramente reconhecido e que esse valor agregado traga um retorno para ele, este é um dos principais aspectos que o GTPS está trabalhando”, informou.

Veja a entrevista completa com Luiza Bruscato pelo vídeo a seguir:

 

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