Passagem de Temple Grandin pelo Brasil amplia discussões sobre o autismo

17 julho 2018
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Nesta terça, 17, o Giro do Boi recebeu em estúdio o médico cardiologista Bruno Caramelli, professor da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da USP. Caramelli é pai de um jovem autista, fundador da extinta ONG Autismo & Realidade e chamou atenção para a importância da discussão sobre o tema na sociedade brasileira atual.

Um dos pontos de relevância do assunto está no volume de pessoas que vivem sob esta condição no País. Segundo estimativas, são aproximadamente 800 mil pessoas inserido no espectro do autismo no Brasil. Para efeito comparativo, este número é maior do que o de pessoas infectadas com AIDS (700 mil) e cegos (560 mil), aproximadamente.

O autismo ganha certo destaque no Brasil nesta semana por conta da passagem da pesquisadora Temple Grandin pelo Brasil. Ela é autista e venceu diversos obstáculos para se tornar professora da Colorado State University e uma referência mundial em bem-estar animal.

Segundo o doutor Caramelli, “o autismo é uma condição de transtorno mental, da esfera neurológica, que se caracteriza pelo comprometimento das relações sociais”. Existem vários níveis em que isto afeta as pessoas autistas, desde as pessoas mais prejudicadas até as de alto funcionamento, o que é o caso da Dra. Temple Grandin. “O que permeia e é comum a todos eles é o prejuízo à comunicação social”, resumiu Caramelli.

Para o médico, que é pai de um jovem autista de 23 anos, um dos grandes problemas do autismo ainda é a dificuldade para fazer o diagnóstico e como lidar com o transtorno. Caramelli lamentou que há pouco apoio para o tratamento comportamental necessário para facilitar a vida do autista. “Não acho que à medida que você tem uma pessoa familiar autista, um conhecido que seja feito o diagnóstico, que você tenha que se espelhar na Temple. Não é por aí, pois ela é exceção. O que temos que trabalhar é no sentido de ter um diagnóstico precoce. Quanto mais precocemente feito o diagnóstico, mais precocemente se instala a intervenção. […] Hoje existem formas de tratamento em longo prazo, terapias comportamentais, uma série de outras estratégias e, quanto antes, melhor, para neste momento trazer ao indivíduo e à sua família algum grau conforto para que ele diminua sua dependência”,explicou.

O médico cardiologista classificou a relevância que a passagem de Temple Grandin pelo Brasil tem para ampliar as discussões sobre o autismo. “Você pode chamar isso de superação no sentido de como o conhecimento e as características dela proporcionaram que ela entendesse e como pensavam, sentiam, se comportavam os animais, fazendo de maneira muito pioneira, modulando as práticas de tratamento dos animais”, disse em conversa com o apresentador Marco Ribeiro. “A Temple representa uma maneira de estreitar esse caminho para que as pessoas conheçam o autismo, que elas são pessoas que têm limitações e precisam de ajuda. […] Espero que possa se descortinar um horizonte para tornar mais fácil a convivência com os autistas, a sua sobrevivência e para que possam enfrentar a condição deles de uma forma mais suave”, complementou.

Veja a entrevista abaixo com Bruno Caramelli na íntegra:

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Um dos pontos de relevância do assunto está no volume de pessoas que vivem sob esta condição no País. Segundo estimativas, são aproximadamente 800 mil pessoas inserido no espectro do autismo no Brasil. Para efeito comparativo, este número é maior do que o de pessoas infectadas com AIDS (700 mil) e cegos (560 mil), aproximadamente.

O autismo ganha certo destaque no Brasil nesta semana por conta da passagem da pesquisadora Temple Grandin pelo Brasil. Ela é autista e venceu diversos obstáculos para se tornar professora da Colorado State University e uma referência mundial em bem-estar animal.

Segundo o doutor Caramelli, “o autismo é uma condição de transtorno mental, da esfera neurológica, que se caracteriza pelo comprometimento das relações sociais”. Existem vários níveis em que isto afeta as pessoas autistas, desde as pessoas mais prejudicadas até as de alto funcionamento, o que é o caso da Dra. Temple Grandin. “O que permeia e é comum a todos eles é o prejuízo à comunicação social”, resumiu Caramelli.

Para o médico, que é pai de um jovem autista de 23 anos, um dos grandes problemas do autismo ainda é a dificuldade para fazer o diagnóstico e como lidar com o transtorno. Caramelli lamentou que há pouco apoio para o tratamento comportamental necessário para facilitar a vida do autista. “Não acho que à medida que você tem uma pessoa familiar autista, um conhecido que seja feito o diagnóstico, que você tenha que se espelhar na Temple. Não é por aí, pois ela é exceção. O que temos que trabalhar é no sentido de ter um diagnóstico precoce. Quanto mais precocemente feito o diagnóstico, mais precocemente se instala a intervenção. […] Hoje existem formas de tratamento em longo prazo, terapias comportamentais, uma série de outras estratégias e, quanto antes, melhor, para neste momento trazer ao indivíduo e à sua família algum grau conforto para que ele diminua sua dependência”,explicou.

O médico cardiologista classificou a relevância que a passagem de Temple Grandin pelo Brasil tem para ampliar as discussões sobre o autismo. “Você pode chamar isso de superação no sentido de como o conhecimento e as características dela proporcionaram que ela entendesse e como pensavam, sentiam, se comportavam os animais, fazendo de maneira muito pioneira, modulando as práticas de tratamento dos animais”, disse em conversa com o apresentador Marco Ribeiro. “A Temple representa uma maneira de estreitar esse caminho para que as pessoas conheçam o autismo, que elas são pessoas que têm limitações e precisam de ajuda. […] Espero que possa se descortinar um horizonte para tornar mais fácil a convivência com os autistas, a sua sobrevivência e para que possam enfrentar a condição deles de uma forma mais suave”, complementou.

Veja a entrevista abaixo com Bruno Caramelli na íntegra:

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