Pecuária deve individualizar tratamento dos animais, propõe presidente da MSD

05 fevereiro 2020
produtividade-pecuaria-sistemas-integrados-mato-grosso

Nesta quarta, dia 05, o Giro do Boi recebeu em estúdio o médico veterinário Delair Bolis, presidente da MSD Saúde Animal Brasil. Em sua entrevista, Bolis destacou os investimentos da companhia no país, como a aquisição da Vallèe, comentou o espaço para o desenvolvimento de vacinas para a pecuária, falou sobre o conceito de Pecuária 4.0 e a tendência de individualização no tratamento dos animais.

O executivo contou que em 2017 aceitou voltar para o Brasil a convite da MSD para conduzir a integração da Vallèe à empresa. Depois de concluir o processo em 2018, Bolis assumiu a presidência do grupo para Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Segundo Bolis, a decisão de manter a marca da empresa recém-adquirida foi uma sinalização de respeito e reconhecimento à pecuária e à indústria de sanidade animal.

“Nós sempre acreditamos nesse país. […] De 2017 até hoje, nós investimos entre a aquisição da Vallèe, nas duas fábricas que nós possuímos no Brasil, em Cruzeiro (SP) e Montes Claros (MG), e investimentos de dia a dia de tecnologia, de treinamento, quase R$ 2 bilhões no Brasil”, valorizou. Bolis destacou a importância do direcionamento dos investimentos da indústria. “Quando você prioriza pessoas e prioriza inovação, a evolução vem como consequência”, atribuiu.

Bolis ainda ressaltou que 20% do faturamento da companhia são investidos em tecnologia e inovação, como o desenvolvimento de novos produtos. “Novas formas de levar bem-estar aos animais, novas formas de melhorar a saúde animal e, como consequência, também melhorar a vida das pessoas”, sintetizou.

Segundo Bolis, o investimento expressivos são justificados pelo espaço que ainda há no país para o desenvolvimento da sanidade animal, sobretudo no que diz respeito à prevenção. “Quando nós falamos de conceito de prevenção, no conceito de vacinas, e quando nós comparamos pecuária com outras espécies, como avicultura e suinocultura, por exemplo, nós observamos que tem uma oportunidade de evoluir mais. […] De 2018 para 2019, nós lançamos algumas vacinas no mercado brasileiro […] E agora, daqui pra frente, nós vamos ter mais produtos entrando no mercado brasileiro e do mercado da Região Sul do Brasil”, anunciou.

O presidente da MSD disse que a evolução do setor traz desdobramentos não somente para o pecuarista, como para o consumidor final, que cada vez mais percebe sua relação com a origem da proteína que consome. “A Pecuária 4.0, da forma como entendo, se nós pudermos resumir em uma palavra, seria conectividade. […] O nosso consumidor hoje está cada vez mais informado, conscientizado, cada vez mais curioso. Ele está perguntando mais e melhor. E aí vem um conceito, por exemplo, da rastreabilidade. O consumidor, quando chega ao supermercado, quer saber de onde vem esta carne, por onde passou esta carne até chegar na prateleira do supermercado, até chegar em casa. […] Este é um aspecto importante: como nós vamos usar toda esta tecnologia e informação para conectar o consumidor com o produtor e fazer com que o produtor esteja realmente preparado para atender esta demanda?”, projetou Bolis.

Outro aspecto importante da Pecuária 4.0, de acordo com o executivo, é a individualização do tratamento dos animais. “Nós ainda tratamos os animais como um rebanho, e eu acho que quanto mais nós pudermos entender e usar a inteligência artificial, usar a tecnologia para entender esta individualização, nós podemos maximar a performance deste indivíduo, de um animal. Mesmo que seja num rebanho de dez mil, nós vamos maximizar a performance”, opinou. “Quando você está doente, quando você procura um médico, o que você quer? Ser tratado com carinho e respeito. Então acho que todo animal tem direito de ser tratado com carinho e respeito. Para mim, é onde começa o verdadeiro conceito de bem-estar animal”, completou Bolis.

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O executivo lembrou que para desenvolver este aspecto da produção animal, a empresa tem no Brasil o programa Criando Conexões, que leva a campo um time de profissionais especializados, como veterinários treinados nos Estados Unidos, que capacitam pecuaristas e demais profissionais do setor, como os próprios peões. Os treinamentos passam por entender instinto e comportamento animal e usá-los de modo a facilitar o manejo do gado. O programa já passou por mais de 100 fazendas no Brasil, que juntas têm um rebanho total de 2 milhões de cabeças, e treinou cerca de 2.500 peões.

“A gente já está mudando. A gente começou com uma mensagem de que o Brasil verdadeiramente está preparado e nós acreditamos nisso. Vamos continuar acreditando neste país porque tem pessoas maravilhosas. Parabéns aos pecuaristas! Muito obrigado por acordar cedo e ajudar a alimentar este país com qualidade e sustentabilidade”, concluiu.

Veja a entrevista completa com Delair Bolis pelo vídeo abaixo:

Foto: Gabriel Faria / Embrapa Agrossilvipastoril

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O executivo contou que em 2017 aceitou voltar para o Brasil a convite da MSD para conduzir a integração da Vallèe à empresa. Depois de concluir o processo em 2018, Bolis assumiu a presidência do grupo para Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Segundo Bolis, a decisão de manter a marca da empresa recém-adquirida foi uma sinalização de respeito e reconhecimento à pecuária e à indústria de sanidade animal.

“Nós sempre acreditamos nesse país. […] De 2017 até hoje, nós investimos entre a aquisição da Vallèe, nas duas fábricas que nós possuímos no Brasil, em Cruzeiro (SP) e Montes Claros (MG), e investimentos de dia a dia de tecnologia, de treinamento, quase R$ 2 bilhões no Brasil”, valorizou. Bolis destacou a importância do direcionamento dos investimentos da indústria. “Quando você prioriza pessoas e prioriza inovação, a evolução vem como consequência”, atribuiu.

Bolis ainda ressaltou que 20% do faturamento da companhia são investidos em tecnologia e inovação, como o desenvolvimento de novos produtos. “Novas formas de levar bem-estar aos animais, novas formas de melhorar a saúde animal e, como consequência, também melhorar a vida das pessoas”, sintetizou.

Segundo Bolis, o investimento expressivos são justificados pelo espaço que ainda há no país para o desenvolvimento da sanidade animal, sobretudo no que diz respeito à prevenção. “Quando nós falamos de conceito de prevenção, no conceito de vacinas, e quando nós comparamos pecuária com outras espécies, como avicultura e suinocultura, por exemplo, nós observamos que tem uma oportunidade de evoluir mais. […] De 2018 para 2019, nós lançamos algumas vacinas no mercado brasileiro […] E agora, daqui pra frente, nós vamos ter mais produtos entrando no mercado brasileiro e do mercado da Região Sul do Brasil”, anunciou.

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Outro aspecto importante da Pecuária 4.0, de acordo com o executivo, é a individualização do tratamento dos animais. “Nós ainda tratamos os animais como um rebanho, e eu acho que quanto mais nós pudermos entender e usar a inteligência artificial, usar a tecnologia para entender esta individualização, nós podemos maximar a performance deste indivíduo, de um animal. Mesmo que seja num rebanho de dez mil, nós vamos maximizar a performance”, opinou. “Quando você está doente, quando você procura um médico, o que você quer? Ser tratado com carinho e respeito. Então acho que todo animal tem direito de ser tratado com carinho e respeito. Para mim, é onde começa o verdadeiro conceito de bem-estar animal”, completou Bolis.

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