Pesquisa relaciona satisfação do consumidor ao marmoreio da carne bovina

06 dezembro 2018
relacao-marmoreio-qualidade-de-carne-bovina

Nesta quinta, 06, o Giro do Boi recebeu em estúdio o médico veterinário Anderson Fernandes, da Breed Assessoria, empresa especializada em ultrassonografia de carcaça. O profissional fez uma relação entre a percepção da qualidade da carne bovina pelo consumidor e o nível de marmoreio, ou gordura entremeada, no músculo.

Para ilustrar suas impressões, Fernandes citou uma pesquisa desenvolvida na Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. “Mostra que se você aumentar um pouquinho o marmoreio, como melhora muito a satisfação do consumidor. […] É um avanço pequeno que a gente tem que fazer para conquistar uma satisfação grande do nosso consumidor”, disse, apontando para o gráfico (veja na galeria abaixo).

Fernandes ainda destacou como o hábito do consumidor é afetado quando o padrão da qualidade do produto sobe de patamar. “O consumidor que começa a consumir este tipo de produto, ele não volta mais. Quando começa a pegar uma carne grelhada, ele aprende que a carne marmorizada dá um sabor diferente, ele não volta. Ele começa a buscar marcas de carne ou açougues, pontos de venda, que a ele agradam mais e não volta a consumir a carne sem marmoreio”, afirmou.

O veterinário afirmou também que é possível chegar a este nível de produção e de satisfação do consumidor apostando na seleção genética do gado Nelore produzido no Brasil. “A gente não precisa produzir uma carne extremamente marmorizada para satisfazer um consumidor. Se a gente sair de 1% de marmoreio para 3%, é o mais alto nível que a gente consegue elevar o grau de satisfação do consumidor. […] Então se a gente pensar que se pegar um marmoreio hoje na média da raça Nelore, que é 1,7%, e elevar à média do Angus americano, que é 3,5%, não é um avanço muito difícil de a gente conseguir. Em poucas gerações a gente chega lá e já tem uma satisfação gigantesca do consumidor”, esclareceu.

Anderson calculou ainda o custo para avaliação do marmoreio por ultrassonografia de carcaça. “Depende da quantidade de animais que ele vai avaliar. Isto dilui o custo. Em média, 2 a 2,5 diárias de cocho em confinamento”, projetou.

Veja as considerações do veterinário na entrevista completa pelo player abaixo:

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Fernandes ainda destacou como o hábito do consumidor é afetado quando o padrão da qualidade do produto sobe de patamar. “O consumidor que começa a consumir este tipo de produto, ele não volta mais. Quando começa a pegar uma carne grelhada, ele aprende que a carne marmorizada dá um sabor diferente, ele não volta. Ele começa a buscar marcas de carne ou açougues, pontos de venda, que a ele agradam mais e não volta a consumir a carne sem marmoreio”, afirmou.

O veterinário afirmou também que é possível chegar a este nível de produção e de satisfação do consumidor apostando na seleção genética do gado Nelore produzido no Brasil. “A gente não precisa produzir uma carne extremamente marmorizada para satisfazer um consumidor. Se a gente sair de 1% de marmoreio para 3%, é o mais alto nível que a gente consegue elevar o grau de satisfação do consumidor. […] Então se a gente pensar que se pegar um marmoreio hoje na média da raça Nelore, que é 1,7%, e elevar à média do Angus americano, que é 3,5%, não é um avanço muito difícil de a gente conseguir. Em poucas gerações a gente chega lá e já tem uma satisfação gigantesca do consumidor”, esclareceu.

Anderson calculou ainda o custo para avaliação do marmoreio por ultrassonografia de carcaça. “Depende da quantidade de animais que ele vai avaliar. Isto dilui o custo. Em média, 2 a 2,5 diárias de cocho em confinamento”, projetou.

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