Por que mais da metade dos pecuaristas que têm prejuízo não sabem de sua condição?

21 outubro 2019
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É mesmo o olho do dono que engorda o boi? Quanto a fazenda deve faturar por funcionário? Por que a pecuária é o melhor negócio que existe? Qual deve ser a margem de lucro da fazenda durante a entressafra? Qual o segredo das fazendas de cria mais lucrativas do Brasil? Estas são apenas algumas das perguntas essenciais para qualquer empresário rural do ramo de gado de corte que serão respondidas na noite desta segunda, 21, às 19h30 (horário de Brasília) em edição especial do Giro do Boi para o lançamento oficial do Benchmarking da safra 2018-2019.

O estudo, que está em sua sétima edição, é feito desde 2012, reunindo números de propriedades incluídas em realidades distintas de produção por todo o Brasil para que se possa comparar desempenhos e encontrar referências. O levantamento é feito pelo Inttegra, instituto especializado em assessoria de propriedades rurais a partir de métricas gerenciais.

Nesta segunda, 21, o zootecnista, mestre em produção animal e diretor do instituto, Antônio Chaker, esteve no Giro do Boi para fazer mais um convite aos produtores interessados no conteúdo. “Nossa missão de vida, nossa missão de trabalho é poder avaliar todos esses números e poder entregar para o produtor, para o pecuarista e até para o agricultor o que de fato faz a diferença na propriedade. Porque a única certeza é que a pecuária mudou, já não é mais o que foi dez anos atrás”, reconheceu Chaker.

Segundo o consultor, no último levantamento constatou-se que, entre todas as fazendas analisadas, 37% dão prejuízo e, destas, mais da metade não têm conhecimento de sua própria condição. Isto porque a maioria dos gestores destas fazendas levam em conta somente as variáveis receitas e despesas para saber o resultado da operação, mas se esquece de uma parte essencial desta equação: se o tamanho do rebanho cresceu o diminuiu. Por isso que, considerando se houve redução do volume de cabeças, muitos produtores tiveram prejuízo com a atividade e sequer perceberam.

Mas a boa notícia é que o consultor sustentou que a pecuária é o melhor negócio para quem trabalha certo. No último levantamento, o Inttegra apontou que, além dos 37% que tiveram prejuízo, 31% das fazendas lucraram até R$ 200/ha, outras 17% obtiveram margem de R$ 200 a R$ 400, 9% lucraram entre R$ 400 e R$ 600 e 6% tiveram lucro acima de R$ 600. “É uma característica da atividade pecuária que é gratificante porque quem trabalha certo, ganha, que não trabalha certo, perde”, resumiu. “A gente começou com uma inquietude para determinar quais foram os fatores que determinam o sucesso econômico da fazenda por isso, por vontade de saber o que eu tenho que fazer para aumentar meu lucro. E hoje a gente tem essa resposta na quinta casa da vírgula”, acrescentou Chaker.

A edição especial do Giro do Boi irá ao ar ao vivo às 19h30 (horário de Brasília) pelo Canal Rural. “É claro que hoje à noite a gente vai falar como conquistar isto, qual margem tem que ter, qual o detalhe para esta conquista”, adiantou o zootecnista.

Acompanhe o Giro do Boi especial para o Benchmarking 2018-19 também pelo site do Canal Rural ou pelo canal da emissora no YouTube.

Veja a entrevista completa com Antônio Chaker pelo vídeo abaixo:

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O estudo, que está em sua sétima edição, é feito desde 2012, reunindo números de propriedades incluídas em realidades distintas de produção por todo o Brasil para que se possa comparar desempenhos e encontrar referências. O levantamento é feito pelo Inttegra, instituto especializado em assessoria de propriedades rurais a partir de métricas gerenciais.

Nesta segunda, 21, o zootecnista, mestre em produção animal e diretor do instituto, Antônio Chaker, esteve no Giro do Boi para fazer mais um convite aos produtores interessados no conteúdo. “Nossa missão de vida, nossa missão de trabalho é poder avaliar todos esses números e poder entregar para o produtor, para o pecuarista e até para o agricultor o que de fato faz a diferença na propriedade. Porque a única certeza é que a pecuária mudou, já não é mais o que foi dez anos atrás”, reconheceu Chaker.

Segundo o consultor, no último levantamento constatou-se que, entre todas as fazendas analisadas, 37% dão prejuízo e, destas, mais da metade não têm conhecimento de sua própria condição. Isto porque a maioria dos gestores destas fazendas levam em conta somente as variáveis receitas e despesas para saber o resultado da operação, mas se esquece de uma parte essencial desta equação: se o tamanho do rebanho cresceu o diminuiu. Por isso que, considerando se houve redução do volume de cabeças, muitos produtores tiveram prejuízo com a atividade e sequer perceberam.

Mas a boa notícia é que o consultor sustentou que a pecuária é o melhor negócio para quem trabalha certo. No último levantamento, o Inttegra apontou que, além dos 37% que tiveram prejuízo, 31% das fazendas lucraram até R$ 200/ha, outras 17% obtiveram margem de R$ 200 a R$ 400, 9% lucraram entre R$ 400 e R$ 600 e 6% tiveram lucro acima de R$ 600. “É uma característica da atividade pecuária que é gratificante porque quem trabalha certo, ganha, que não trabalha certo, perde”, resumiu. “A gente começou com uma inquietude para determinar quais foram os fatores que determinam o sucesso econômico da fazenda por isso, por vontade de saber o que eu tenho que fazer para aumentar meu lucro. E hoje a gente tem essa resposta na quinta casa da vírgula”, acrescentou Chaker.

A edição especial do Giro do Boi irá ao ar ao vivo às 19h30 (horário de Brasília) pelo Canal Rural. “É claro que hoje à noite a gente vai falar como conquistar isto, qual margem tem que ter, qual o detalhe para esta conquista”, adiantou o zootecnista.

Acompanhe o Giro do Boi especial para o Benchmarking 2018-19 também pelo site do Canal Rural ou pelo canal da emissora no YouTube.

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