Por que mais de 90% dos pecuaristas de SP aprovam o uso de sistemas integrados?

22 novembro 2019
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Um estudo conduzido pela unidade Pecuária Sudeste da Embrapa entrevistou 175 produtores do estado de SP para entender os motivos que levam, ou não, à adoção de sistemas integrado de produção em seus mais diversos formatos, como ILP, ILPF ou IPF. O levantamento foi o tema do episódio desta sexta, 22, da série Embrapa em Ação, exibida no Giro do Boi.

Segundo a engenheira agrônoma, mestre e doutora em engenharia de produção Marcela Vinholis, coordenadora da iniciativa, o objetivo de entender o perfil e as motivações destes produtores deve aumenta a chance de acertos na implementação de políticas públicas e estratégias para a transferência de tecnologia.

Na pesquisa, dos pecuaristas entrevistados que fazem uso da integração, mais de 90% indicou que pretendem continuar adotando o sistema produtivo. As principais razões variam conforme o sistema específico que cada um utiliza.

“A gente vê um percentual bastante alto de produtores que pretendem continuar com sistema de integração porque é percebida esta melhoria na qualidade de pastagem, no aumento da taxa de lotação, na melhoria para a parte de lavoura também e ele percebe isso”, revelou a pesquisadora referindo-se aos pecuaristas que integram com lavoura.

Entre estes produtores, o perfil mais comum é de quem já teve experiência com área agrícola, que tem mais estrutura de maquinário na propriedade e mão de obra própria para a lavoura, e tem mais experiência com tomada de crédito e estratégias de comercialização. No entanto, para o pecuarista que não tem o conhecimento destas específico para isto, a pesquisadora revelou que a parceria em pecuarista e agricultor tem sido uma alternativa viável.

Já para o pecuaristas que fazem integração com floresta, a principal razão é a diversificação de renda a partir das árvores cultivadas. “E ele também está satisfeito. Embora a gente esteja em uma época com preços não tão atrativos para a produção de madeira, como o sistema com árvores permite a implantação escalonada ao longo tempo, e isso é o que ele tem feito, tem testado esta tecnologia, ele faz às vezes com custo baixo e tem uma renda adicional”, avaliou Vinholis.

QUEM ESTÁ DE FORA QUER ENTRAR
E como na famosa canção eternizada pelo compositor e cantor Dominguinhos, os produtores que ainda não adotam os sistemas têm a intenção de, no curto prazo, estar no rol dos que fazem integração. “Entre os que não adotam, 28% pensam em fazê-lo em curto prazo. Outro número interessante é que cerca de 70% dos que implantaram sistemas integrados ILP foram motivados por outro produtor. O segundo fator citado como influenciador da adoção foi o serviço de extensão rural (20%). Entre os adotantes de IPF, 63% citaram a observação de outro produtor rural e 29% os técnicos da extensão rural”, divulgou a Embrapa em reportagem sobre o estudo.

Veja a reportagem completa pelo vídeo abaixo:

Foto: João Henrique Zonta / Reprodução Embrapa

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Segundo a engenheira agrônoma, mestre e doutora em engenharia de produção Marcela Vinholis, coordenadora da iniciativa, o objetivo de entender o perfil e as motivações destes produtores deve aumenta a chance de acertos na implementação de políticas públicas e estratégias para a transferência de tecnologia.

Na pesquisa, dos pecuaristas entrevistados que fazem uso da integração, mais de 90% indicou que pretendem continuar adotando o sistema produtivo. As principais razões variam conforme o sistema específico que cada um utiliza.

“A gente vê um percentual bastante alto de produtores que pretendem continuar com sistema de integração porque é percebida esta melhoria na qualidade de pastagem, no aumento da taxa de lotação, na melhoria para a parte de lavoura também e ele percebe isso”, revelou a pesquisadora referindo-se aos pecuaristas que integram com lavoura.

Entre estes produtores, o perfil mais comum é de quem já teve experiência com área agrícola, que tem mais estrutura de maquinário na propriedade e mão de obra própria para a lavoura, e tem mais experiência com tomada de crédito e estratégias de comercialização. No entanto, para o pecuarista que não tem o conhecimento destas específico para isto, a pesquisadora revelou que a parceria em pecuarista e agricultor tem sido uma alternativa viável.

Já para o pecuaristas que fazem integração com floresta, a principal razão é a diversificação de renda a partir das árvores cultivadas. “E ele também está satisfeito. Embora a gente esteja em uma época com preços não tão atrativos para a produção de madeira, como o sistema com árvores permite a implantação escalonada ao longo tempo, e isso é o que ele tem feito, tem testado esta tecnologia, ele faz às vezes com custo baixo e tem uma renda adicional”, avaliou Vinholis.

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E como na famosa canção eternizada pelo compositor e cantor Dominguinhos, os produtores que ainda não adotam os sistemas têm a intenção de, no curto prazo, estar no rol dos que fazem integração. “Entre os que não adotam, 28% pensam em fazê-lo em curto prazo. Outro número interessante é que cerca de 70% dos que implantaram sistemas integrados ILP foram motivados por outro produtor. O segundo fator citado como influenciador da adoção foi o serviço de extensão rural (20%). Entre os adotantes de IPF, 63% citaram a observação de outro produtor rural e 29% os técnicos da extensão rural”, divulgou a Embrapa em reportagem sobre o estudo.

Veja a reportagem completa pelo vídeo abaixo:

Foto: João Henrique Zonta / Reprodução Embrapa

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