Entenda o porquê do ataque de onças no rebanho bovino e saiba como evitar

20 setembro 2018
capa onça - fazenda san francisco

O Giro do Boi desta quinta-feira, 20, trouxe como prestação de serviço ao pecuarista brasileiro um assunto bastante curioso e que pouca gente discute e debate: o ataque de onças ao rebanho bovino. Para estudar o comportamento do maior felino das Américas e terceiro maior do planeta, a ONG Pró-Carnívoros, realizou no início dos anos 2000, o monitoramento da predação de onças, pardas e pintadas, em rebanhos de gado de corte de uma fazenda localizada em Miranda interior de Mato Grosso do Sul. 

Na Fazenda San Francisco, a organização não-governamental pesquisou durante anos esse comportamento e chegou a várias conclusões. As grandes incidências dos ataques ocorrem por causa de um desequilíbrio ecológico como desmatamentos e caça de animais silvestres, entre eles cervos, porcos-do-mato, jacarés e capivaras, que são o prato predileto das onças. “Os ataques ao rebanho bovino, normalmente ocorrem, quando existe escassez desses animais em determinadas regiões como Pantanal e na Amazônia”, disse o pós-doutor em biologia e recursos naturais, Fernando Azevedo, atual professor do Departamento de Ciências Naturais da Universidade Federal de São João Del Rei, MG, que fez o seu doutorado na Fazenda San Francisco, justamente defendendo a sua tese no projeto.

O especialista nos disse que, eventualmente, os felinos atacam algumas criações dos pecuaristas, principalmente bezerros, novilhas e animais debilitados, mas isso é pouco detectado em propriedades que zelam por tratar bem do rebanho. “É preciso ter um equilíbrio entre animais silvestres e rebanhos de bovinos”, afirmou o especialista, acrescentando que o projeto é chamado de “Gadonça”.

Confira, abaixo, as 11 dicas para evitar possíveis ataques de onças nas fazendas:

1 – Proibir a caça de animais silvestres na fazenda;

2 – Reintroduzir esses animais silvestres na fazenda caso a população de capivara, cervos e porcos do mato tenha diminuído;

3 –  Cavar reservatórios de água nas áreas de mata para que haja concentração das presas das onças;

4 –  Cercar as áreas de matas, cerca elétrica funciona muito bem;

5 –  Não manter rebanhos de vacas amojando nas invernadas próximas a matas;

6 –  Estabelecer concentração de nascimentos, isso evita dispersão durante as parições, isso dificulta o cuidado da peonada com os animais jovens;

7 – Manter animais mais erados, gado experiente nos lotes. Eles mostram para os mais jovens como se defender de possíveis ataques;

8 – Mudar atividades de cria por recria em lugares com grandes infestações de ataques de onças;  

9 –  Manter alguns animais búfalos em fazendas com altos ataques. Os búfalos são corajosos e enfrentam as onças;

10 –  Nunca deixe o seu gado ficar debilitado, isso é um prato cheio para possíveis ataques;

11 –  Enterrar as carcaças de animais que morreram por algum outro motivo. Essa carcaça atrai as onças.   

 

Confira a entrevista completa com Fernando Azevedo:

Na ocasião, também conversamos com um outro biólogo e doutorando,  Henrique Concone, que acompanhou o trabalho do Fernando e deu prosseguimento aos estudos após a conclusão do doutorado do professor mineiro. Concone também reforçou a importância da preservação da fauna e flora e esse foi o fator primordial para que houvesse uma convivência mais harmônica entre criação e ecossistema.

Confira a entrevista com Henrique Concone:

 

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Na Fazenda San Francisco, a organização não-governamental pesquisou durante anos esse comportamento e chegou a várias conclusões. As grandes incidências dos ataques ocorrem por causa de um desequilíbrio ecológico como desmatamentos e caça de animais silvestres, entre eles cervos, porcos-do-mato, jacarés e capivaras, que são o prato predileto das onças. “Os ataques ao rebanho bovino, normalmente ocorrem, quando existe escassez desses animais em determinadas regiões como Pantanal e na Amazônia”, disse o pós-doutor em biologia e recursos naturais, Fernando Azevedo, atual professor do Departamento de Ciências Naturais da Universidade Federal de São João Del Rei, MG, que fez o seu doutorado na Fazenda San Francisco, justamente defendendo a sua tese no projeto.

O especialista nos disse que, eventualmente, os felinos atacam algumas criações dos pecuaristas, principalmente bezerros, novilhas e animais debilitados, mas isso é pouco detectado em propriedades que zelam por tratar bem do rebanho. “É preciso ter um equilíbrio entre animais silvestres e rebanhos de bovinos”, afirmou o especialista, acrescentando que o projeto é chamado de “Gadonça”.

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1 – Proibir a caça de animais silvestres na fazenda;

2 – Reintroduzir esses animais silvestres na fazenda caso a população de capivara, cervos e porcos do mato tenha diminuído;

3 –  Cavar reservatórios de água nas áreas de mata para que haja concentração das presas das onças;

4 –  Cercar as áreas de matas, cerca elétrica funciona muito bem;

5 –  Não manter rebanhos de vacas amojando nas invernadas próximas a matas;

6 –  Estabelecer concentração de nascimentos, isso evita dispersão durante as parições, isso dificulta o cuidado da peonada com os animais jovens;

7 – Manter animais mais erados, gado experiente nos lotes. Eles mostram para os mais jovens como se defender de possíveis ataques;

8 – Mudar atividades de cria por recria em lugares com grandes infestações de ataques de onças;  

9 –  Manter alguns animais búfalos em fazendas com altos ataques. Os búfalos são corajosos e enfrentam as onças;

10 –  Nunca deixe o seu gado ficar debilitado, isso é um prato cheio para possíveis ataques;

11 –  Enterrar as carcaças de animais que morreram por algum outro motivo. Essa carcaça atrai as onças.   

 

Confira a entrevista completa com Fernando Azevedo:

Na ocasião, também conversamos com um outro biólogo e doutorando,  Henrique Concone, que acompanhou o trabalho do Fernando e deu prosseguimento aos estudos após a conclusão do doutorado do professor mineiro. Concone também reforçou a importância da preservação da fauna e flora e esse foi o fator primordial para que houvesse uma convivência mais harmônica entre criação e ecossistema.

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