Preço do sal mineral pode subir em mais de 15% com fechamento de fábricas de ureia

19 junho 2018
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Nesta terça, 19, o Giro do Boi recebeu em estúdio o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram), Ademar Leal. Ele falou sobre os impactos que o fechamento de duas fábricas de ureia da Petrobras (uma em Camaçari-BA e outra em Laranjeiras-SE) terá sobre o setor.

Segundo Leal, a Petrobras produz 95% da ureia pecuária (diferente da utilizada em fertilizantes) consumida no Brasil. Sem as duas fábricas, a Asbram estima que o custo do produto final pode subir em até 15%. As atividades das unidades de produção seguirão até o próximo dia 31 de outubro, com fornecimento garantido até o fim do ano, portanto tais consequências poderiam ser observadas a partir de 2019.

A mudança pode prejudicar ainda mais a produtividade média da pecuária brasileira, que hoje já está aquém de todo o seu potencial de desfrute. O presidente da associação, que representa entre 65% a 70% do mercado nacional de suplementos para bovinos, afirmou que entre 150 e 170 milhões de cabeças podem estar sendo suplementadas com apenas 40% do que seria necessário para a produção, com base no desempenho das vendas do setor. “O número comercializado hoje é responsável pela suplementação corretamente de, no máximo, 70 milhões de cabeças. […] O problema é a subdosagem. Talvez tenhamos 150 a até 170 milhões de cabeças comendo 40% do necessário”, alertou Leal, apontando possíveis influências negativas em índices de prenhez, peso à desmama e ganho médio diário em diferentes fases do ciclo produtivo.

TABELAMENTO DO FRETE

Em depoimento ao apresentador Mauro Sérgio Ortega, o presidente da Asbram comentou ainda  uma possível repercussão do tabelamento do frete sobre a suplementação de bovinos no Brasil. Leal foi categórico ao afirmar que a alteração, que foi implementada pelo governo federal após a greve dos caminhoneiros, inviabilizaria o setor. Ele exemplificou que hoje, o frete de uma tonelada de sal branco saída da região de Mossoró-RN para o estado de Goiás custa entre R$ 200 e R$ 220. Pela nova política de preços, o valor subiria para R$ 500.

Veja a entrevista completa de Ademar Leal ao Giro do Boi desta terça clicando no player:

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A mudança pode prejudicar ainda mais a produtividade média da pecuária brasileira, que hoje já está aquém de todo o seu potencial de desfrute. O presidente da associação, que representa entre 65% a 70% do mercado nacional de suplementos para bovinos, afirmou que entre 150 e 170 milhões de cabeças podem estar sendo suplementadas com apenas 40% do que seria necessário para a produção, com base no desempenho das vendas do setor. “O número comercializado hoje é responsável pela suplementação corretamente de, no máximo, 70 milhões de cabeças. […] O problema é a subdosagem. Talvez tenhamos 150 a até 170 milhões de cabeças comendo 40% do necessário”, alertou Leal, apontando possíveis influências negativas em índices de prenhez, peso à desmama e ganho médio diário em diferentes fases do ciclo produtivo.

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