Qualidade é decisiva para carne brasileira valer até metade de concorrentes, diz veterinário

14 setembro 2018
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Depois de evoluir para características produtivas, como maternidade e crescimento, chegou a hora da raça Nelore se destacar também na qualidade da carne. É o que estão buscando os programas de seleção genética como o da ANCP, a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores. Nesta sexta, 14, o diretor técnico da instituição, o médico veterinário Argeu Silveira, apresentou as ferramentas que a associação disponibiliza aos associados que buscam melhorar o produto e, consequentemente, agregar valor.

“Nós temos uma realidade no Brasil. Nós somos um grande exportador de carne por volta de 2.500 a 3.000 dólares por tonelada. E países como Uruguai e Argentina comercializam a sua carne normalmente pelo dobro. O que interfere nisso? Basicamente qualidade de carne. Este é um item importante”, frisou Silveira.

“A gente hoje tem os instrumentos de seleção. Se pegar as DEPs de área de olho de lombo, que é o tamanho do contrafilé, da gordura ideal, que é importante na hora de abater o animal para que carne fique em bom estado, mas é muito mais importante também no sistema reprodutivo das fêmeas, pois elas têm que produzir e depositar gordura para produzir hormônio e entrar em cio, e as DEPs de marmoreio, todas já estão em uso. Elas estão provadas, com boa acurácia e à disposição das pessoas há vários anos. A novidade do último ano é a DEP de maciez. Então hoje, com com esse conjunto, a gente tem condição de pensar em produzir uma carne de qualidade e lá na frente agregar valor”.

+ DEP para maciez da carne é novidade em lançamento de sumário de touros

Argeu ainda indicou como o pecuarista que busca apontar a sua seleção para qualidade de carne pode fazer a melhor escolha na hora da compra dos reprodutores. “Na hora de adquirir a genética, via touro ou sêmen, deve-se olhar as DEPs para estas características. Área de olho de lombo, gordura e marmoreio, elas têm uma acurácia excelente e a gente está caminhando rapidamente para ter certeza, ou acurácia, também em maciez. Estas características, pensando em qualidade de carne, são importantes na hora de tomar a decisão”, exaltou.

Seja touro ou sêmen, economizar com genética pode sair caro na desmama

“A gente vem caminhando para remunerar melhor o produtor que produz uma boa qualidade de produto. Isto é muito claro no mercado. E com essa produtividade hoje ele está conseguindo agregar valor. […] As ferramentas estão aí, para as pessoas interessadas a gente fica à disposição, procurem técnicos e procurem fontes seguras para que tenham êxito na seleção da característica escolhida”, alegou Silveira.

Veja a entrevista completa no vídeo abaixo:

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“A gente hoje tem os instrumentos de seleção. Se pegar as DEPs de área de olho de lombo, que é o tamanho do contrafilé, da gordura ideal, que é importante na hora de abater o animal para que carne fique em bom estado, mas é muito mais importante também no sistema reprodutivo das fêmeas, pois elas têm que produzir e depositar gordura para produzir hormônio e entrar em cio, e as DEPs de marmoreio, todas já estão em uso. Elas estão provadas, com boa acurácia e à disposição das pessoas há vários anos. A novidade do último ano é a DEP de maciez. Então hoje, com com esse conjunto, a gente tem condição de pensar em produzir uma carne de qualidade e lá na frente agregar valor”.

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