Tecnologia não substitui o bom manejo, afirma Temple Grandin

11 janeiro 2019
AGENDA - 1º ASSUNTO - Expo Cassilândia (2) (1)

O pecuarista de corte brasileiro está em plena missão de intensificar a sua fazenda. Aumentar a produtividade, desfrutar de mais arrobas por hectare ao ano, é uma corrida essencial para que a atividade siga competitiva. E a tecnologia desempenha papel decisivo nesta busca, seja para melhorar o desempenho nutritivo dos animais, seja para ampliar o potencial genético do rebanho, entre várias outras opções.

Mas quando se trata de bem-estar animal, a tecnologia não tem papel fundamental. Esta foi uma das colocações da psicóloga, mestre e doutora em ciência animal Temple Grandin, professora da Colorado State University, durante entrevista exclusiva concedida ao Giro do Boi durante sua recente passagem pelo Brasil. “A tecnologia simplesmente não substitui o manejo”, ponderou Grandin.

Clique para curtir a página do Giro do Boi no Facebook

Mas então o que é essencial para o produtor avançar nas boas práticas em bem-estar dentro de sua fazenda? “O primeiro passo é se certificar de que você não está fazendo algo em sua fazenda que seja claramente abusivo, como, por exemplo, usar bastões afiados no gado. Isso é algo que você não deve fazer”, advertiu.

Temple Grandin diz qual é o primeiro passo para melhorar o bem-estar animal

A pesquisadora avisou que a vigilância das boas práticas durante o manejo também é muito importante para a melhoria contínua da fazenda em relação ao bem-estar. “Você tem muitos animais caindo durante o manejo? Você tem algum animal batendo nas cercas ou pulando um portão? Ou ficando muito irritado e se deitando no caminho para o tronco? Você tem animais mugindo quando você prende as suas cabeças no tronco? Se você tem altas porcentagens de animais mugindo quando você os prende, então você os está machucando. Você precisa perseguir estas etapas e se perguntar: eu estou melhorando ou estou ficando pior? […] Se você não mensurar as coisas, você tem uma tendência de elas gradualmente regredirem até que aquilo que nós acreditamos que seja ruim se torne normal. Por isso é importante medir o manejo”, ressaltou durante a entrevista concedida ao repórter José Neto.

+ Sabe o cachorro que te acompanha no curral? Ele pode estar atrapalhando o desempenho do seu gado

“O bom manejo do gado realmente importa. Vai melhorar o bem-estar animal, vai melhorar a produtividade dos animais e vai promover segurança para os peões e menos lesões nos animais”, disse Grandin, realçando que os benefícios destas boas práticas representam muito mais do que a ética por fazer a coisa certa, como também retornam em forma de benefícios financeiros.

A entrevista completa com Temple Grandin está disponível pelo vídeo abaixo. Durante a conversa, a professora da Colorado State University falou sobre o conceito mais básico que resume o bem-estar animal, sua primeira experiência em uma propriedade do Centro-Oeste brasileiro, a Fazenda Orvalho das Flores, e quais são suas considerações sobre o bem-estar animal aplicado à realidade brasileira, levando em consideração a reatividade maior que a raça Nelore tem na comparação com os taurinos.

Clique no player abaixo e assista na íntegra:

Veja também:

Passagem de Temple Grandin pelo Brasil amplia discussões sobre o autismo

VEJA TAMBÉM

Exigência aumenta e indústria da carne reforça ações dedicadas ao bem-estar

Além do ponto de vista ético, tratamento adequado aos animais melhora a qualidade do produto; veja as principais ações dedicadas ao bem-estar e faça download de publicações atualizadas sobre o tema

Confira as fazendas em destaque do dia 16 de janeiro de 2019

Fazendas nos estados do Acre, São Paulo e Mato Grosso do Sul foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os lotes e Farol da Qualidade.

Manual de Boas Práticas de Manejo – Bovinos de Corte

Publicação está em consonância com os manuais de boas práticas de manejo lançados e atualizados pelo Grupo Etco e reúnes as informações mais importantes de cada um dos livretos; faça o download

Oxigênio da pecuária é margem, não o preço da arroba, destaca analista

Intensificando a gestão, pecuarista pode ganhar dinheiro em ciclos de alta e de baixa, afirmou consultor Rodrigo Albuquerque, editor do Notícias do Front

Tecnologia não substitui o bom manejo, afirma Temple Grandin

11 janeiro 2019
AGENDA - 1º ASSUNTO - Expo Cassilândia (2) (1)

O pecuarista de corte brasileiro está em plena missão de intensificar a sua fazenda. Aumentar a produtividade, desfrutar de mais arrobas por hectare ao ano, é uma corrida essencial para que a atividade siga competitiva. E a tecnologia desempenha papel decisivo nesta busca, seja para melhorar o desempenho nutritivo dos animais, seja para ampliar o potencial genético do rebanho, entre várias outras opções.

Mas quando se trata de bem-estar animal, a tecnologia não tem papel fundamental. Esta foi uma das colocações da psicóloga, mestre e doutora em ciência animal Temple Grandin, professora da Colorado State University, durante entrevista exclusiva concedida ao Giro do Boi durante sua recente passagem pelo Brasil. “A tecnologia simplesmente não substitui o manejo”, ponderou Grandin.

Clique para curtir a página do Giro do Boi no Facebook

Mas então o que é essencial para o produtor avançar nas boas práticas em bem-estar dentro de sua fazenda? “O primeiro passo é se certificar de que você não está fazendo algo em sua fazenda que seja claramente abusivo, como, por exemplo, usar bastões afiados no gado. Isso é algo que você não deve fazer”, advertiu.

Temple Grandin diz qual é o primeiro passo para melhorar o bem-estar animal

A pesquisadora avisou que a vigilância das boas práticas durante o manejo também é muito importante para a melhoria contínua da fazenda em relação ao bem-estar. “Você tem muitos animais caindo durante o manejo? Você tem algum animal batendo nas cercas ou pulando um portão? Ou ficando muito irritado e se deitando no caminho para o tronco? Você tem animais mugindo quando você prende as suas cabeças no tronco? Se você tem altas porcentagens de animais mugindo quando você os prende, então você os está machucando. Você precisa perseguir estas etapas e se perguntar: eu estou melhorando ou estou ficando pior? […] Se você não mensurar as coisas, você tem uma tendência de elas gradualmente regredirem até que aquilo que nós acreditamos que seja ruim se torne normal. Por isso é importante medir o manejo”, ressaltou durante a entrevista concedida ao repórter José Neto.

+ Sabe o cachorro que te acompanha no curral? Ele pode estar atrapalhando o desempenho do seu gado

“O bom manejo do gado realmente importa. Vai melhorar o bem-estar animal, vai melhorar a produtividade dos animais e vai promover segurança para os peões e menos lesões nos animais”, disse Grandin, realçando que os benefícios destas boas práticas representam muito mais do que a ética por fazer a coisa certa, como também retornam em forma de benefícios financeiros.

A entrevista completa com Temple Grandin está disponível pelo vídeo abaixo. Durante a conversa, a professora da Colorado State University falou sobre o conceito mais básico que resume o bem-estar animal, sua primeira experiência em uma propriedade do Centro-Oeste brasileiro, a Fazenda Orvalho das Flores, e quais são suas considerações sobre o bem-estar animal aplicado à realidade brasileira, levando em consideração a reatividade maior que a raça Nelore tem na comparação com os taurinos.

Clique no player abaixo e assista na íntegra:

Veja também:

Passagem de Temple Grandin pelo Brasil amplia discussões sobre o autismo

VEJA TAMBÉM

Além do ponto de vista ético, tratamento adequado aos animais melhora a qualidade do produto; veja as principais ações dedicadas ao bem-estar e faça download de publicações atualizadas sobre o tema

Fazendas nos estados do Acre, São Paulo e Mato Grosso do Sul foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os lotes e Farol da Qualidade.

Publicação está em consonância com os manuais de boas práticas de manejo lançados e atualizados pelo Grupo Etco e reúnes as informações mais importantes de cada um dos livretos; faça o download

Intensificando a gestão, pecuarista pode ganhar dinheiro em ciclos de alta e de baixa, afirmou consultor Rodrigo Albuquerque, editor do Notícias do Front

Fazendas nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os lotes e Farol da Qualidade.

Diretor do Qualitas Melhoramento Genético afirma que ganho de peso deve ser de ao menos 675 g por dia para alcançar o resultado

Fazendas nos estados do Acre, São Paulo e Mato Grosso do Sul foram destaques do quadro Giro pelo Brasil; confira os lotes e Farol da Qualidade.

Publicação está em consonância com os manuais de boas práticas de manejo lançados e atualizados pelo Grupo Etco e reúnes as informações mais importantes de cada um dos livretos; faça o download

Pecuarista deve fazer download do Termo de Adesão e entregar assinado aos compradores de gado das unidades da indústria; veja como tirar suas dúvidas sobre o processo

Diretor do Qualitas Melhoramento Genético afirma que ganho de peso deve ser de ao menos 675 g por dia para alcançar o resultado

NEWSLETTER

Receba as notícias do Giro do Boi gratuitamente em seu e-mail

CADASTRE-SE