“Traçado igual caminhonete”: especialista dá dicas para ter pasto forte na volta das águas

30 setembro 2019
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Nesta segunda, 30, o Giro do Boi recebeu em estúdio o engenheiro agrônomo, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária, Wagner Pires, autor do livro “Pastagem Sustentável de A a Z”.O especialista falou sobre manejo de pasto neste período de transição entre a seca e as águas.

“O segredo é: o pasto tem que estar traçado igual caminhonete, preparado para sair neste exato momento”, comparou o consultor. Preparado, explicou Pires, significa estar com pouco talo, baixo, mas não ‘rapado’, o que indica que a planta tem reserva nutricional e raiz forte. “A grande preocupação, a grande bandeira que eu tenho carregado Brasil afora é a saúde da planta, estruturar a planta para o período das águas e seca. O pecuarista tem que trabalhar neste sentido”, destacou.

Com a pastagem neste ponto ideal, Wagner afirmou que é a hora do “nitrogênio na veia”, o que quer dizer que, se possível, o pecuarista faça aplicação foliar do elemento. O mínimo recomendado é de 50 kg por hectare. “Nunca jogue menos, senão vai ‘pintar de verde’, sem resultado”, ponderou.

A aplicação do nitrogênio pode ser feita, por exemplo, com cerca de 100 kg de ureia por hectare pouco antes das chuvas para que o produto não volatilize no campo e o produtor não perca o investimento. Se no final da safra o capim estiver esgotado, é recomendado fazer outra aplicação de N antes do fim das chuvas, acrescentou o especialista.

Entretanto, caso o pasto não esteja em condições adequadas no início deste período de transição, o agrônomo ressaltou que é necessário fazer o sequestro do gado para uma área de cocho para dar tempo até que as plantas se recuperem.

Ainda durante sua participação, o autor respondeu dúvidas de produtores sobre itens como MG5, Decumbens, cultivo de pastagens em áreas declivosas, entre outros. Chamou atenção para o caso do telespectador que perguntou sobre mistura de variedades de capim. A mensagem indicava que a área do pecuarista estava consorciada com Marandu e Piatã. “Faça o pasto de Marandu e faça o pasto de Piatã. Boi é altamente seletivo, ele escolhe o que ele quer comer e aí ele fica andando no pasto buscando o mais gostoso, gasta energia e não fica pronto no tempo certo”, esclareceu. A resposta serviu também para outro pecuarista que gostaria de misturar Zuri com Tamani.

ESTREIA
A partir da próxima semana, no dia 10/10, uma quinta-feira, o consultor Wagner Pires estará no Giro do Boi ao menos uma vez por semana. O agrônomo estrela o quadro inspirado em seu livro, Pastagem de A a Z. “Preparo de solo, plantio, cultivares, manejo de pasto, adubação, controle de pragas”, listou Pires entre os assuntos abordados na série de 12 capítulos.

Veja a participação completa de Wagner Pires no programa desta segunda, 30.

Outras dúvidas podem ser enviadas por meio do site do consultor, o Circuito da Pecuária, que contém ainda informações sobre o livro “Pastagem sustentável de A a Z”.

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“O segredo é: o pasto tem que estar traçado igual caminhonete, preparado para sair neste exato momento”, comparou o consultor. Preparado, explicou Pires, significa estar com pouco talo, baixo, mas não ‘rapado’, o que indica que a planta tem reserva nutricional e raiz forte. “A grande preocupação, a grande bandeira que eu tenho carregado Brasil afora é a saúde da planta, estruturar a planta para o período das águas e seca. O pecuarista tem que trabalhar neste sentido”, destacou.

Com a pastagem neste ponto ideal, Wagner afirmou que é a hora do “nitrogênio na veia”, o que quer dizer que, se possível, o pecuarista faça aplicação foliar do elemento. O mínimo recomendado é de 50 kg por hectare. “Nunca jogue menos, senão vai ‘pintar de verde’, sem resultado”, ponderou.

A aplicação do nitrogênio pode ser feita, por exemplo, com cerca de 100 kg de ureia por hectare pouco antes das chuvas para que o produto não volatilize no campo e o produtor não perca o investimento. Se no final da safra o capim estiver esgotado, é recomendado fazer outra aplicação de N antes do fim das chuvas, acrescentou o especialista.

Entretanto, caso o pasto não esteja em condições adequadas no início deste período de transição, o agrônomo ressaltou que é necessário fazer o sequestro do gado para uma área de cocho para dar tempo até que as plantas se recuperem.

Ainda durante sua participação, o autor respondeu dúvidas de produtores sobre itens como MG5, Decumbens, cultivo de pastagens em áreas declivosas, entre outros. Chamou atenção para o caso do telespectador que perguntou sobre mistura de variedades de capim. A mensagem indicava que a área do pecuarista estava consorciada com Marandu e Piatã. “Faça o pasto de Marandu e faça o pasto de Piatã. Boi é altamente seletivo, ele escolhe o que ele quer comer e aí ele fica andando no pasto buscando o mais gostoso, gasta energia e não fica pronto no tempo certo”, esclareceu. A resposta serviu também para outro pecuarista que gostaria de misturar Zuri com Tamani.

ESTREIA
A partir da próxima semana, no dia 10/10, uma quinta-feira, o consultor Wagner Pires estará no Giro do Boi ao menos uma vez por semana. O agrônomo estrela o quadro inspirado em seu livro, Pastagem de A a Z. “Preparo de solo, plantio, cultivares, manejo de pasto, adubação, controle de pragas”, listou Pires entre os assuntos abordados na série de 12 capítulos.

Veja a participação completa de Wagner Pires no programa desta segunda, 30.

Outras dúvidas podem ser enviadas por meio do site do consultor, o Circuito da Pecuária, que contém ainda informações sobre o livro “Pastagem sustentável de A a Z”.

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