Veterinário dá dicas de como aproveitar matriz F1 agregando valor à produção de carne

17 maio 2018
cruzamento-tricross-producao-carne-de-qualidade

Nesta quinta, 17, o estúdio do Giro do Boi recebeu para uma entrevista o médico veterinário, especialista em gestão de pecuária e gerente de mercado da Alta Genetics do Brasil, Tiago Carrara. Ele mensurou os impactos do melhoramento genético dentro de uma fazenda de gado de corte e explicou como o pecuarista que já faz o cruzamento industrial pode, ao invés de descartar, usar as fêmeas F1 para produzir mais um bezerro a partir dela e aumentar a produção de carne de qualidade, potencializando a captura de valor no mercado.

Carrara destacou que o impacto do melhoramento pode ser muito grande dentro da fazenda dependendo da inteligência no uso da ferramenta, mas considera que a “genética sozinha não faz nada”. “Ela precisa ser trabalhada em conjunto com ambiente, mas também se trabalhar só o ambiente, sem genética, você fica limitado em alcançar os resultados”, contrapôs.

Ao unir o ambiente com o melhoramento genético, o veterinário afirmou que é possível diminuir a idade ao abate, aumentar o peso dos animais, o número de bezerros desmamados e ainda acessar programas de bonificação, que remuneram o pecuarista conforme a qualidade de sua entrega. “Todas as características que são trabalhadas dentro do melhoramento genético têm uma correlação com a parte financeira, se não tiver isso não é melhoramento genético”, classificou.

Carrara passou ainda uma série de orientações para o pecuarista que já está mais avançado no uso do melhoramento genético e já lançou mão do cruzamento industrial. O gerente lembrou que existem 37 raças taurinas, além das adaptadas e sintéticas, que podem ser combinadas com as características das fazendas para obter máxima produtividade. “Quando se utiliza as raças britânicas, como o Hereford, Devon ou Angus, a gente tem a possibilidade de segurar a fêmea no rebanho e essa fêmea ser a nossa matriz. A heterose favorece essa vaca em termos de fertilidade, precocidade e ela é boa de leite”, declarou Carrara.

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O especialista calculou que num sistema produtivo bem desenhado, é possível desmamar as novilhas com 7 meses e emprenhá-las já aos 12 a 14 meses, eliminando a necessidade de fazer a recria de fêmeas vazias. Então as vacas poderão parir antes dos 24 meses, aos 30 meses desmamar um bezerro com até 250 kg e responderem bem à terminação em semiconfinamento ou confinamento habilitada para capturar valor em qualquer programa de bonificação por carne de qualidade, tanto ela quanto seu bezerro.

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Veja todas as considerações do veterinário na entrevista completa disponível no vídeo a seguir:

Foto: Divulgação/ABHB

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