Alcoolismo afeta mais de 16% dos peões; especialista mostra caminhos para tratar do problema

17 junho 2019
alcoolismo-na-fazenda

Qual a extensão do problema causado pelo alcoolismo dentro das porteiras das fazendas brasileiras? Como encarar da melhor forma esta situação e garantir, além de um ambiente saudável, qualidade de vida aos colaboradores da propriedade e eficiência no trabalho da equipe? O Giro do Boi tratou deste tema no programa desta segunda-feira, dia 17, em entrevista com pedagoga, jornalista e consultora em gestão de pessoas e desenvolvimento humano em empresas rurais, Jack Lubaski.

A especialista atua há mais de 20 anos no segmento e acumulou experiências e números que chancelam seu trabalho, como um levantamento feito com entrevistas de 4.212 peões de 41 fazendas em todo o país que indicou que 65,99% destes profissionais bebem e 16,23% têm problema de alcoolismo, sendo que apenas 0,25% fazem algum tipo de tratamento para a condição. “É um assunto que a maioria nem gosta de tocar, mas quando chega lá você verifica que o que seria necessário para superar o grande problema talvez da falta de eficiência, que o produtor poderia produzir muito mais, ter maior qualidade? Cuidar destas pessoas”, disse a consultora.

“E qual eu enxergo como a maior fonte do problema do álcool nas fazendas? O funcionário não tem o que fazer, principalmente naquelas fazendas que estão mais longe das cidades, estão mais afastadas. Porque chega na fazenda, vai fazer o quê?”, questionou. “Nas minhas pesquisas, nas minhas andanças, identifiquei que quanto maior a distância da cidade, a situação com álcool tem piorado”, advertiu Lubaski. “O funcionário perde e perde também o produtor”, completou.

A consultora recomendou que o produtor que detecta o problema em sua fazenda busque ajuda especializada. Alguns de seus atendimentos mostraram que levar treinamentos que tenham relação indireta com a atividade, como cursos técnicos de culinária, fabricação de materiais de limpeza, bordados, higiene pessoal e palestras em geral ajudam a afastar a busca por álcool e até drogas. Em outras propriedades, a realização de um culto religioso, como os evangélicos, também contribuem para amenizar os problemas.

Na entrevista abaixo, confira as considerações da pedagoga Jack Lubaski:

Foto: Reprodução / Brasil.gov.br

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“E qual eu enxergo como a maior fonte do problema do álcool nas fazendas? O funcionário não tem o que fazer, principalmente naquelas fazendas que estão mais longe das cidades, estão mais afastadas. Porque chega na fazenda, vai fazer o quê?”, questionou. “Nas minhas pesquisas, nas minhas andanças, identifiquei que quanto maior a distância da cidade, a situação com álcool tem piorado”, advertiu Lubaski. “O funcionário perde e perde também o produtor”, completou.

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