Como escolher o melhor ionóforo para suplementar meu gado?

11 dezembro 2019
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Nesta quarta, 11, o Giro do Boi respondeu uma dúvida enviada por Rogério Lima, de Teixeira de Freitas, na Bahia. Ele perguntou sobre qual ionóforo usar na suplementação do rebanho, que está em dieta estritamente a pasto. Quem respondeu a pergunta foi o engenheiro agrônomo, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária Wagner Pires.

“A primeira coisa a analisar é se o gado está estritamente em um pasto bom ou ruim. Qual é a qualidade da forrageira que você está ofertando neste momento para o seu gado? Se você estiver ofertando uma forrageira de qualidade, vale a pena você investir em um ionóforo, ou aditivos promotores de crescimento. Porque eles vão trabalhar as bactérias do rúmen do seu gado, selecionando as melhores e eliminando aquelas que não fazem um bom serviço de fermentação e de ruminação”, explicou Pires.

“Outro ponto importante que você deve avaliar é a leitura de cocho e de pastagem. Quanto o gado está consumindo de sal? Qual é o consumo, qual é a área de cocho que você está ofertando para o seu rebanho? É muito importante ter um controle de peso do seu gado porque você vai investir em uma tecnologia, mas tem que saber o potencial do seu gado, as necessidades do seu rebanho”, apontou.

Com estas informações em mente, o pecuarista, segundo Wagner Pires, já tem recursos para tomar a melhor decisão. “Para níveis de suplementação mediana, eu recomendaria para você a narasina. Ela dá uma resposta mediana, vai dar uma resposta boa, porém não exige tanto em termos de qualidade da sua pastagem. Seria mais para uma pastagem de média a baixa qualidade”, respondeu.

“Para uma suplementação a níveis mais elevados, seria no caso a monensina, que é uma das mais estudadas dos dias de hoje. A monensina tem que tomar certo cuidado porque tem uma menor palatabilidade e pode ser um pouco mais tóxica para o rebanho”, acrescentou.

“E para situações mais específicas, como, por exemplo, vacas em reprodução, seria a lasalocida”, completou Wagner.

Como são muitos os tipos de ionóforos existentes no mercado, conforme reforçou Wagner, é importante fazer todas estas avaliações e ainda consultor um especialista no tema, como um zootecnista ou um veterinário.

Veja a resposta completa de Wagner Pires:

 

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“Outro ponto importante que você deve avaliar é a leitura de cocho e de pastagem. Quanto o gado está consumindo de sal? Qual é o consumo, qual é a área de cocho que você está ofertando para o seu rebanho? É muito importante ter um controle de peso do seu gado porque você vai investir em uma tecnologia, mas tem que saber o potencial do seu gado, as necessidades do seu rebanho”, apontou.

Com estas informações em mente, o pecuarista, segundo Wagner Pires, já tem recursos para tomar a melhor decisão. “Para níveis de suplementação mediana, eu recomendaria para você a narasina. Ela dá uma resposta mediana, vai dar uma resposta boa, porém não exige tanto em termos de qualidade da sua pastagem. Seria mais para uma pastagem de média a baixa qualidade”, respondeu.

“Para uma suplementação a níveis mais elevados, seria no caso a monensina, que é uma das mais estudadas dos dias de hoje. A monensina tem que tomar certo cuidado porque tem uma menor palatabilidade e pode ser um pouco mais tóxica para o rebanho”, acrescentou.

“E para situações mais específicas, como, por exemplo, vacas em reprodução, seria a lasalocida”, completou Wagner.

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