Como valorizar a minha fazenda?

07 janeiro 2020
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O quanto vale a sua fazenda hoje e como você pode agregar ainda mais a este preço? Em entrevista concedida ao Giro do Boi e exibida no programa desta terça, 07, o médico veterinário Wagner Granado, pecuarista e consultor da Matsuda Sementes e Nutrição Animal, fez algumas reflexões referentes a este tema.

Segundo o consultor, a terras valem o quanto têm de potencial para devolver em desfrute ao produtor rural. “Hoje é plenamente viável você ter uma safra, uma safrinha e uma safra de boi. No passado você tinha um preço de terras em Campo Grande (capital do MS). ‘Quanto custa a terra em Jardim, em Miranda, em Ribas do Rio Pardo?’. Hoje nós temos o preço pra uma fazenda e a fazenda do lado pode valer metade, ou a fazenda do lado pode valer em dobro. E aí vem o conceito de valer, não de custar: quanto vale uma terra que permite você ter três fontes alternativas de renda por ano, ou até quatro? Então é esse o Brasil moderno”, disse o veterinário.

Granado apontou o caminho para o pecuarista chegar a este nível de produtividade. “A gente tem que virar agricultor de pasto, […] empresário rural. E esse produtor compra semente todo ano para fazer integração, pra dessecar, pra fazer palhada de qualidade”, informou.

“Quando que há dez anos – meu pai era vivo e acompanhava a gente na atividade – nós embarcaríamos animais com esta idade, com esta qualidade de carcaça, com esta qualidade de acabamento? Animal pegando precoce, pegando incentivo, pegando Farol (da Qualidade)?”, disse Granado em meio ao curral da unidade Friboi em Campo Grande-MS durante a última etapa do Circuito Nelore de Qualidade em novembro do ano passado.

“No Farol a JBS está parabéns por este programa porque quanto tempo nós lutamos por isso, que existisse algo que te motivasse a trabalhar direito? Então é impressionante o quanto evoluiu e, quem está no processo produtivo, o quanto está desassossegado no sentido de que tem que evoluir, mudar e mexer. […] No meu tempo de faculdade isso aqui tudo era impensável, então os novos produtos, a nova maneira de pensar nutrição animal, os novos mecanismos de produção, o que a gente pode fazer com um hectare de terra, não é?”, completou.

O veterinário destacou ainda o papel que a raça Nelore desempenha em meio a este aumento de produtividade, seja via cruzamento industrial ou no próprio potencial para produção de carne, cada vez mais evidente. “Esse boi de cupim é imbatível. […] Na minha opinião como técnico, quanta besteira a gente escutou sobre o Nelore, né? Que ele não era precoce, que ele não emprenhava cedo, que ele tinha dificuldade de amamentação, que ele amamentava menos que uma vaca taurina, e agora olha a resposta. […] Não perde em nada para nenhuma raça zebuína do mundo”, destacou.

Veja a entrevista completa pelo vídeo abaixo:

 

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Segundo o consultor, a terras valem o quanto têm de potencial para devolver em desfrute ao produtor rural. “Hoje é plenamente viável você ter uma safra, uma safrinha e uma safra de boi. No passado você tinha um preço de terras em Campo Grande (capital do MS). ‘Quanto custa a terra em Jardim, em Miranda, em Ribas do Rio Pardo?’. Hoje nós temos o preço pra uma fazenda e a fazenda do lado pode valer metade, ou a fazenda do lado pode valer em dobro. E aí vem o conceito de valer, não de custar: quanto vale uma terra que permite você ter três fontes alternativas de renda por ano, ou até quatro? Então é esse o Brasil moderno”, disse o veterinário.

Granado apontou o caminho para o pecuarista chegar a este nível de produtividade. “A gente tem que virar agricultor de pasto, […] empresário rural. E esse produtor compra semente todo ano para fazer integração, pra dessecar, pra fazer palhada de qualidade”, informou.

“Quando que há dez anos – meu pai era vivo e acompanhava a gente na atividade – nós embarcaríamos animais com esta idade, com esta qualidade de carcaça, com esta qualidade de acabamento? Animal pegando precoce, pegando incentivo, pegando Farol (da Qualidade)?”, disse Granado em meio ao curral da unidade Friboi em Campo Grande-MS durante a última etapa do Circuito Nelore de Qualidade em novembro do ano passado.

“No Farol a JBS está parabéns por este programa porque quanto tempo nós lutamos por isso, que existisse algo que te motivasse a trabalhar direito? Então é impressionante o quanto evoluiu e, quem está no processo produtivo, o quanto está desassossegado no sentido de que tem que evoluir, mudar e mexer. […] No meu tempo de faculdade isso aqui tudo era impensável, então os novos produtos, a nova maneira de pensar nutrição animal, os novos mecanismos de produção, o que a gente pode fazer com um hectare de terra, não é?”, completou.

O veterinário destacou ainda o papel que a raça Nelore desempenha em meio a este aumento de produtividade, seja via cruzamento industrial ou no próprio potencial para produção de carne, cada vez mais evidente. “Esse boi de cupim é imbatível. […] Na minha opinião como técnico, quanta besteira a gente escutou sobre o Nelore, né? Que ele não era precoce, que ele não emprenhava cedo, que ele tinha dificuldade de amamentação, que ele amamentava menos que uma vaca taurina, e agora olha a resposta. […] Não perde em nada para nenhuma raça zebuína do mundo”, destacou.

Veja a entrevista completa pelo vídeo abaixo:

 

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