Conheça os “anjos das estrada de terra” do MT

14 fevereiro 2020
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Planejamento, construção de roteiro antecipado com rotas alternativas, olho na previsão do tempo. Mesmo cumprindo todo o “dever de casa”, eventualmente as intempéries tem consequências imprevisíveis na panha do boi nas fazendas. É em meio a obstáculos como estes que se destaca o espírito solidário. Um destes exemplos foi tema do Giro na Estrada desta sexta, dia 14.

No quadro, Enoc Batista Chaves, o supervisor de transporte da unidade Friboi em Pontes e Lacerda, no Vale do Guaporé, estado do Mato Grosso, detalhou a formatação de toda sua equipe que tem a missão de buscar o boi para fazer a roda da pecuária de corte girar. Na indústria, são três profissionais cuidando da parte administrativa e 20 motoristas boiadeiros que fazem a logística do gado em um raio que chega perto dos 200 km da unidade.

Embora não seja das piores regiões do Brasil em termos de formação de atoleiros, há ali um ponto crítico para o transporte boiadeiro, e de outros tipos de produtos agropecuário: a Estrada do Matão, a rodovia MT-473, que liga Pontes e Lacerda à Bolívia, cobrindo uma distância de cerca de 250 km.

Principalmente dentro da estação chuvosa, o escoamento de produtos agropecuários na região fica prejudicado, por isso os agropecuaristas da região criaram em 2015 uma associação que, em convênio com o governo do estado assinado em 2017, ajuda na manutenção preventiva e no socorro a ocorrências, uma espécie de “anjos das estradas de terra” daquele local.

Além de receber recursos do governo, a associação também conta com outras iniciativas para levantar capital a ser investido em maquinário e outras necessidades, como o Leilão de Gado da Estrada do Matão. Em 2019, por exemplo, a segunda edição do remate, que ofertou cabeças de gado e outros itens doadas por produtores locais, ocorreu em 31 de agosto, no tatersal do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, em prol da rodovia que é considerada a “artéria socioeconômica” daquela região.

“Os pecuaristas aqui da região são bem parceiros da gente, sempre que a gente pede, sempre que entra em contato, eles sempre estão ajudando com trator, dando assistência aos motoristas, então a região aqui é bem privilegiada em relação a isto também”, reconheceu Enoc.

“Tem a associação, que chama Associação da Estrada do Matão, e vários pecuaristas se uniram, fornecedores de outros produtos, agropecuaristas de modo geral, se juntaram e têm um grupo de maquinário que o estado se dispôs a deixar na mão desta associação. Esta associação, em parceria com os produtores, cuida desta estrada”, explicou o gerente de originação da Friboi em Pontes e Lacerda, Aristides Chicarolli Filho, o Tidinho.

Nos casos em que a ocorrência se dá em algum ponto distante de onde o maquinário da associação está mobilizado, os motoristas não ficam desamparados. “De vez em quando tem algum problema de atoleiro e o maquinário não está sempre no mesmo lugar, na mesma hora, aí entram os fornecedores, os parceiros nossos, como o seo José Dias, que nos ajuda”, exemplificou Tidinho.

O gerente fez referência ao pecuarista José Dias Gomes, cujo nome da propriedade antecipa seu espírito solidário, a Fazenda Nossa Senhora do Amparo, que, segundo Tidinho, está em uma posição estratégica intermediária na Estrada do Matão.

No quadro Giro na Estrada, foram exibidos vídeos com uma das ocasiões em que o produtor emprestou maquinário e se mobilizou para socorrer uma das carretas boiadeiras da indústria, o que ocorre mesmo quando sua fazenda não está envolvida na viagem.

Veja o quadro Giro na Estrada na íntegra pelo vídeo abaixo:

 

Foto: Reprodução / Facebook

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No quadro, Enoc Batista Chaves, o supervisor de transporte da unidade Friboi em Pontes e Lacerda, no Vale do Guaporé, estado do Mato Grosso, detalhou a formatação de toda sua equipe que tem a missão de buscar o boi para fazer a roda da pecuária de corte girar. Na indústria, são três profissionais cuidando da parte administrativa e 20 motoristas boiadeiros que fazem a logística do gado em um raio que chega perto dos 200 km da unidade.

Embora não seja das piores regiões do Brasil em termos de formação de atoleiros, há ali um ponto crítico para o transporte boiadeiro, e de outros tipos de produtos agropecuário: a Estrada do Matão, a rodovia MT-473, que liga Pontes e Lacerda à Bolívia, cobrindo uma distância de cerca de 250 km.

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“Tem a associação, que chama Associação da Estrada do Matão, e vários pecuaristas se uniram, fornecedores de outros produtos, agropecuaristas de modo geral, se juntaram e têm um grupo de maquinário que o estado se dispôs a deixar na mão desta associação. Esta associação, em parceria com os produtores, cuida desta estrada”, explicou o gerente de originação da Friboi em Pontes e Lacerda, Aristides Chicarolli Filho, o Tidinho.

Nos casos em que a ocorrência se dá em algum ponto distante de onde o maquinário da associação está mobilizado, os motoristas não ficam desamparados. “De vez em quando tem algum problema de atoleiro e o maquinário não está sempre no mesmo lugar, na mesma hora, aí entram os fornecedores, os parceiros nossos, como o seo José Dias, que nos ajuda”, exemplificou Tidinho.

O gerente fez referência ao pecuarista José Dias Gomes, cujo nome da propriedade antecipa seu espírito solidário, a Fazenda Nossa Senhora do Amparo, que, segundo Tidinho, está em uma posição estratégica intermediária na Estrada do Matão.

No quadro Giro na Estrada, foram exibidos vídeos com uma das ocasiões em que o produtor emprestou maquinário e se mobilizou para socorrer uma das carretas boiadeiras da indústria, o que ocorre mesmo quando sua fazenda não está envolvida na viagem.

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