Esalq/USP recomenda equilíbrio na engorda de vacas de descarte

09 agosto 2018
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O Giro do Boi exibiu nesta mais um material da imersão da equipe de reportagem à sede da Esalq/USP em Piracicaba-SP. Em entrevista com o professor e pesquisador do Laboratório de Fisiologia Animal do Departamento de Zootecnia da Esalq, Eduardo Delgado, engenheiro agrônomo, mestre em zootecnia e doutor em ciência animal, destaque para um estudo que fez descobertas surpreendentes sobre cuidados na terminação de vacas de descarte.

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O pesquisador ressaltou que a categoria de descarte contribui expressivamente para o volume de carne produzida pelo Brasil, daí a importância de dar atenção para a sua boa terminação, que tem potencial para elevar a qualidade média da carne brasileira. “Estes animais contribuem bastante para o volume de carne comercializada no Brasil, então se a gente quer melhorar a qualidade da carne no mercado brasileiro, essa é uma categoria que precisa ser olhada. O que a gente tem visto, e a grande preocupação, é que esses animais já enfrentam um problema de qualidade porque são mais erados e apresentam um problema inerente, que é a maturidade do colágeno na carne”, explicou Delgado.

Por isso Delgado está conduzindo uma pesquisa sobre a melhor forma de terminar vacas de descarte sem aumentar o impacto deste colágeno maturado na qualidade da carne. “O que a gente pôde perceber animal é que o animal quando tem ganho médio relativamente baixo, entre 500 e 600 gramas por dia, com um crescimento lento, embora estejam passando por mudanças nesse tecido do qual faz parte o colágeno, essa mudança gradual acaba favorecendo para que não piore a qualidade desse material”, detalhou.

E ao contrário das suposições iniciais, Delgado constatou na pesquisa que o ganho rápido de peso em animais mais velhos pode comprometer a qualidade da carne das fêmeas de descarte. Isto ocorre porque a deposição de gordura acelerada enrijece e aumenta a fibra de colágeno, endurecendo a proteína.

Confira a explicação em detalhes de Eduardo Delgado sobre a terminação de vacas de descarte pelo vídeo abaixo:

*Agradecimento especial à TV USP Piracicaba pela cessão de imagens que compõem a reportagem.

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Por isso Delgado está conduzindo uma pesquisa sobre a melhor forma de terminar vacas de descarte sem aumentar o impacto deste colágeno maturado na qualidade da carne. “O que a gente pôde perceber animal é que o animal quando tem ganho médio relativamente baixo, entre 500 e 600 gramas por dia, com um crescimento lento, embora estejam passando por mudanças nesse tecido do qual faz parte o colágeno, essa mudança gradual acaba favorecendo para que não piore a qualidade desse material”, detalhou.

E ao contrário das suposições iniciais, Delgado constatou na pesquisa que o ganho rápido de peso em animais mais velhos pode comprometer a qualidade da carne das fêmeas de descarte. Isto ocorre porque a deposição de gordura acelerada enrijece e aumenta a fibra de colágeno, endurecendo a proteína.

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