Liga de produtores do MT busca desenvolvimento sustentável da pecuária no Vale do Araguaia

05 fevereiro 2019
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Você conhece a Liga do Araguaia? Em 2014, um grupo de pecuaristas do Leste do Mato Grosso, na região conhecida como Vale do Araguaia, liderados pelo Grupo Roncador, lançaram um movimento voltado ao desenvolvimento da pecuária da região. O programa tem a característica de entender o território, provendo suporte na adoção de boas práticas para uma pecuária sustentável e viabilizando a produção de uma carne bovina que reúna tanto atributos de qualidade como da própria sustentabilidade.

O Giro do Boi detalhou esta iniciativa nesta terça, 05, em entrevista com um dos coordenadores do movimento, o engenheiro agrônomo José Carlos Pedreira de Freitas, especialista em inserção da sustentabilidade na estratégia de empresas de agronegócio, consultor do Grupo Roncador e sócio-diretor da Hecta – Desenvolvimento Empresarial nos Agronegócios, empresa que baliza ações da Liga do Araguaia.

“Existe um mensageiro e ele vem trazendo uma notícia. A notícia de que a sociedade brasileira, internacional, os consumidores, os mercados começam a exigir hoje alguns atributos na produção. Não se come mais qualquer coisa sem saber de onde vem, sem saber como é produzida”, justificou o agrônomo. “Mas nós sabemos fazer. Nós estamos nos trópicos, nós temos o boi a pasto e somos capazes de fazer uma boa pecuária sustentável no Brasil”, ponderou.

José Carlos explicou que para os pecuaristas de 11 municípios do Vale do Araguaia, era necessário criar um movimento que destacasse o modelo de produção da região, trazendo além do quesito qualidade, o tópico sustentabilidade. Até então são 63 produtores engajados nos projetos da liga, totalizando 150 mil hectares de pastagens – sendo 89 mil hectares monitorados em parceria com a Corteva Agriscience, a divisão agrícola DowDuPont. Os pecuaristas produzem anualmente 63 mil bezerros e já têm 47 mil hectares intensificados, com outros 22 mil hectares em processo de intensificação.

“Agora a pecuária é a bola da vez. Porque a pecuária emite, porque a pecuária joga gás carbônico na atmosfera – que nada mais são dos que as fermentações entéricas dos animais. Veja, isto é a pecuária de clima temperado. Isto não é a pecuária dos trópicos, a nossa pecuária que trabalha no pasto, no Cerrado, que trabalha na intensificação das pastagens”, explicou.

“O processo de reforma, de restauração das pastagens, provoca o sequestro de carbono no processo de fotossíntese. Então à medida em que eu melhoro as condições de pastagens, à medida em que eu intensifico as minhas pastagens, eu reduzo a idade de abate, eu então diminuo o tempo de emissão e (aumento) o sequestro de carbono no solo. Eu neutralizo, através das pastagens intensificadas e melhoradas, as emissões entéricas dos animais. E aí nós temos a pecuária de baixo carbono, carbono neutro”, resumiu o consultor.

“Já não é mais uma questão de quem paga ou não. É uma questão de acesso a mercados. Se eu não fizer, eu tô fora”, alertou o agrônomo.

Veja a entrevista completa com José Carlos pelo vídeo abaixo:

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“Existe um mensageiro e ele vem trazendo uma notícia. A notícia de que a sociedade brasileira, internacional, os consumidores, os mercados começam a exigir hoje alguns atributos na produção. Não se come mais qualquer coisa sem saber de onde vem, sem saber como é produzida”, justificou o agrônomo. “Mas nós sabemos fazer. Nós estamos nos trópicos, nós temos o boi a pasto e somos capazes de fazer uma boa pecuária sustentável no Brasil”, ponderou.

José Carlos explicou que para os pecuaristas de 11 municípios do Vale do Araguaia, era necessário criar um movimento que destacasse o modelo de produção da região, trazendo além do quesito qualidade, o tópico sustentabilidade. Até então são 63 produtores engajados nos projetos da liga, totalizando 150 mil hectares de pastagens – sendo 89 mil hectares monitorados em parceria com a Corteva Agriscience, a divisão agrícola DowDuPont. Os pecuaristas produzem anualmente 63 mil bezerros e já têm 47 mil hectares intensificados, com outros 22 mil hectares em processo de intensificação.

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“O processo de reforma, de restauração das pastagens, provoca o sequestro de carbono no processo de fotossíntese. Então à medida em que eu melhoro as condições de pastagens, à medida em que eu intensifico as minhas pastagens, eu reduzo a idade de abate, eu então diminuo o tempo de emissão e (aumento) o sequestro de carbono no solo. Eu neutralizo, através das pastagens intensificadas e melhoradas, as emissões entéricas dos animais. E aí nós temos a pecuária de baixo carbono, carbono neutro”, resumiu o consultor.

“Já não é mais uma questão de quem paga ou não. É uma questão de acesso a mercados. Se eu não fizer, eu tô fora”, alertou o agrônomo.

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