Pasto mal manejado faz pecuarista perder até R$ 1,6 mil/ha/ano

16 maio 2019
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Nesta quinta, 16, em mais um episódio da série Embrapa em Ação, o assunto em evidência foi o manejo adequado das alturas de entrada e saído do gado nas áreas de pastagens. Afinal, caso o capim cresça muito, a proporção de talos aumenta em relação à quantidade de folhas, deixando a planta mais fibrosa, como menos folhas e menor valor nutricional, fazendo o gado perder peso. No outro extremo, o pastejo, ou superlotação das pastagens, pode desgastar a forrageira e também o solo. E isto, claro, significa prejuízo ao pecuarista.

“Ele permite aumento na lucratividade da pastagem e da produção de carne nessa área se você atender as alturas e as faixas corretas de utilização. Para você ter ideia, um xaraés super pastejado pode dar um prejuízo de R$ 1.600,00 por hectare ao ano. Veja, se você tiver 100 hectares, vai ser um prejuízo um prejuízo de R$ 160.000,00 por ano”, disse o zootecnista e pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Haroldo Queiroz.

“Para cada capim tem uma faixa correta de uso. Quando o capim é indicado para pastejo rotacionado, a régua indica o ponto de entrada e a altura de saída do capim. Quando o capim é indicado para um pastejo contínuo, como as braquiárias, a régua indica uma faixa de uso. O centro da faixa de uso seria a meta de manejo”, acrescentou, falando das qualidades de uma das tecnologias lançadas pela unidade de pesquisa, a régua de manejo de pastagem.

+ Veja mais informações sobre a régua de manejo de pastagem

Entre as variáveis para estas entradas de altura e saída, ponderou o pesquisador, estão as condições oferecidas às forrageiras e ao solo em que estão plantadas. “Esses capins, tendo mais sol, mais chuva, mais fertilizantes no solo, eles vão crescer mais ou menos, atingindo uma determinada altura, um ponto ótimo de pastejo com mais ou menos dias de descanso. Então o dia de descanso passa a ser um resultante do momento que você maneja o capim na altura certa de entrada, na altura certa de saída”, complementou.

A entrevista completa pode ser vista no vídeo abaixo:

Foto:  Agência de Notícias – Embrapa

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