Qual é a relação ideal entre número de peões e tamanho do rebanho?

04 dezembro 2019
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A equipe, cada vez mais, é chave para o sucesso das fazendas de pecuária de corte, apontou o zootecnista e mestre em produção animal Antônio Chaker, diretor do Inttegra, no programa especial do Giro do Boi para o lançamento do Benchmarking 2018/19 (*) exibido originalmente em 21/10. “Quanto mais tecnologia vem, quanto mais startup, quanto mais inovação chega, mais a gente vê que a pessoa, que o ser humano, deve estar no centro de todas as atenções”, reforçou o consultor.

No último levantamento para o Benchmarking – um estudo que compara os desempenhos de fazendas de todo o Brasil e países da América Latina para indicar números que sirvam de referência para saber o potencial lucrativo da atividade – Chaker disse que ficou comprovado que a relação peão:rebanho mudou significativamente. “Aquela diferença que se falava antigamente já não existe mais. […] Pela atualização de todo o sistema de trabalho, faz com que você tenha uma relação diferente. Hoje é muito raro você encontrar aquela coisa de 1:1000 (cabeças), uma relação que a gente encontrava anteriormente. Hoje a gente usa mais mão de obra e, por isso, a gente precisa de uma mão de obra muito mais qualificada”, destacou.

De acordo com Chaker, as fazendas de cria mais lucrativas, de acordo com o Benchmarking 2018/19, têm uma relação de um peão para cada 681 animais em média. Na ciclo completo, a relação é de um campeiro para cada 778 cabeças, enquanto na recria-engorda, a relação gira em torno de um peão para 873 animais.

Mais do que buscar este indicador somente para atingir um número de referência, Chaker ponderou que o tamanho da equipe deve ter relação com o tamanho da produção e de seu consequente retorno financeiro. Por exemplo, segundo os dados do Benchmarking, as fazendas de cria que perderam dinheiro tiveram um faturamento médio de R$ 130.833 por campeiro; as propriedades de ciclo completo faturaram R$ 206.266/peão; e as de recria-engorda R$ 299.404. Por outro lado, as fazendas mais lucrativas faturaram em média, por peão, R$ 247.457 na cria; R$ 274.266 no ciclo completo; e R$ 419.701 na recria e engorda.

E conforme a mão de obra qualificada se torna cada vez mais importante para operar novas tecnologias, as fazendas mais lucrativas coincidem com aquelas que pagam melhor seus colaboradores e, na safra 2018/19 do Benchmarking, detectou-se que as fazendas que perderam dinheiro aumentaram o salário dos peões em 5,3% enquanto as mais lucrativas subiram o salário em 9,8%.

Confira os números na íntegra, e a interpretação de Antônio Chaker a respeito deles, pelo vídeo abaixo:

 

* O estudo do Benchmarking está em sua sétima edição, é feito desde 2012, e reúne números de propriedades incluídas em realidades diversas de produção por todo o Brasil e América Latina para efeito de comparação de desempenhos e indicação de referências. Nesta última safra, entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, foram analisados os dados de 378 fazendas em 12 estados do Brasil, além de Paraguai e Bolívia, propriedades que contam com 5.251 colaboradores, reúnem um rebanho de 1,64 milhão de animais distribuídos em uma área de 1,35 milhão de hectares de pastagem e faturam, em conjunto, R$ 1,76 bilhão.

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No último levantamento para o Benchmarking – um estudo que compara os desempenhos de fazendas de todo o Brasil e países da América Latina para indicar números que sirvam de referência para saber o potencial lucrativo da atividade – Chaker disse que ficou comprovado que a relação peão:rebanho mudou significativamente. “Aquela diferença que se falava antigamente já não existe mais. […] Pela atualização de todo o sistema de trabalho, faz com que você tenha uma relação diferente. Hoje é muito raro você encontrar aquela coisa de 1:1000 (cabeças), uma relação que a gente encontrava anteriormente. Hoje a gente usa mais mão de obra e, por isso, a gente precisa de uma mão de obra muito mais qualificada”, destacou.

De acordo com Chaker, as fazendas de cria mais lucrativas, de acordo com o Benchmarking 2018/19, têm uma relação de um peão para cada 681 animais em média. Na ciclo completo, a relação é de um campeiro para cada 778 cabeças, enquanto na recria-engorda, a relação gira em torno de um peão para 873 animais.

Mais do que buscar este indicador somente para atingir um número de referência, Chaker ponderou que o tamanho da equipe deve ter relação com o tamanho da produção e de seu consequente retorno financeiro. Por exemplo, segundo os dados do Benchmarking, as fazendas de cria que perderam dinheiro tiveram um faturamento médio de R$ 130.833 por campeiro; as propriedades de ciclo completo faturaram R$ 206.266/peão; e as de recria-engorda R$ 299.404. Por outro lado, as fazendas mais lucrativas faturaram em média, por peão, R$ 247.457 na cria; R$ 274.266 no ciclo completo; e R$ 419.701 na recria e engorda.

E conforme a mão de obra qualificada se torna cada vez mais importante para operar novas tecnologias, as fazendas mais lucrativas coincidem com aquelas que pagam melhor seus colaboradores e, na safra 2018/19 do Benchmarking, detectou-se que as fazendas que perderam dinheiro aumentaram o salário dos peões em 5,3% enquanto as mais lucrativas subiram o salário em 9,8%.

Confira os números na íntegra, e a interpretação de Antônio Chaker a respeito deles, pelo vídeo abaixo:

 

* O estudo do Benchmarking está em sua sétima edição, é feito desde 2012, e reúne números de propriedades incluídas em realidades diversas de produção por todo o Brasil e América Latina para efeito de comparação de desempenhos e indicação de referências. Nesta última safra, entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, foram analisados os dados de 378 fazendas em 12 estados do Brasil, além de Paraguai e Bolívia, propriedades que contam com 5.251 colaboradores, reúnem um rebanho de 1,64 milhão de animais distribuídos em uma área de 1,35 milhão de hectares de pastagem e faturam, em conjunto, R$ 1,76 bilhão.

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