Você sabe qual deve ser o foco da pecuária de recria e engorda?

03 dezembro 2019
Pastagem

Os números mostram a fazenda muito mais que o nosso olho”, disse o zootecnista e mestre em produção animal Antônio Chaker na edição especial do Giro do Boi para o lançamento do Benchmarking 2018/19 (*), apresentado excepcionalmente na noite de 21/10. O projeto é coordenado pela empresa de consultoria fundada por Chaker, Inttegra, que auxilia propriedades por meio de métricas gerenciais.

O especialista explicou como evoluiu a necessidade de o pecuarista de recria e engorda reforçar sua competitividade, ao ponto de fazendas que tiveram GMD global de 511 g, considerado um número muito bom, terem prejuízo. “Este ano se escancarou que não é só produzir. Os números deste ano da recria e engorda estão maravilhosos, escancarando que quem não tem foco na margem, só foco na produção, não resolve o problema”, complementou Chaker.

As fazendas de recria-engorda que perderam dinheiro na safra 2018/19 tiveram GMD global de 511 g ao passo que os 30% de propriedades mais rentáveis marcaram 533 g. Já na taxa de lotação, as piores fazendas em resultado financeiro foram até mais eficientes, com 1,6 unidade animal por hectare contra 1,3 UA/ha das mais rentáveis. O mesmo cenário valeu para a a produção de arrobas por hectare ao ano, sendo de 16,6@ para as propriedades que tiveram prejuízo e 14,9@ para as mais lucrativas.

Mas na engorda não se trata de quanto produz, mas de como se produz, salientou o zootecnista. Isto porque, segundo Chaker, quando o GMD global passa de 500 gramas, a gestão da propriedade começa a ser desafiada e, se o custo por elevado demais, levam à perda de dinheiro. “Passou 0,5 kg, abre-se uma torneira perigosa, que pode até levar embora o lucro da engorda. É a torneira do desembolso”, advertiu.

Veja as considerações e as contas do consultor Antônio Chaker pelo vídeo abaixo:

 

* O estudo do Benchmarking está em sua sétima edição, é feito desde 2012, e reúne números de propriedades incluídas em realidades diversas de produção por todo o Brasil e América Latina para efeito de comparação de desempenhos e indicação de referências. Nesta última safra, entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, foram analisados os dados de 378 fazendas em 12 estados do Brasil, além de Paraguai e Bolívia, propriedades que contam com 5.251 colaboradores, reúnem um rebanho de 1,64 milhão de animais distribuídos em uma área de 1,35 milhão de hectares de pastagem e faturam, em conjunto, R$ 1,76 bilhão.

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O especialista explicou como evoluiu a necessidade de o pecuarista de recria e engorda reforçar sua competitividade, ao ponto de fazendas que tiveram GMD global de 511 g, considerado um número muito bom, terem prejuízo. “Este ano se escancarou que não é só produzir. Os números deste ano da recria e engorda estão maravilhosos, escancarando que quem não tem foco na margem, só foco na produção, não resolve o problema”, complementou Chaker.

As fazendas de recria-engorda que perderam dinheiro na safra 2018/19 tiveram GMD global de 511 g ao passo que os 30% de propriedades mais rentáveis marcaram 533 g. Já na taxa de lotação, as piores fazendas em resultado financeiro foram até mais eficientes, com 1,6 unidade animal por hectare contra 1,3 UA/ha das mais rentáveis. O mesmo cenário valeu para a a produção de arrobas por hectare ao ano, sendo de 16,6@ para as propriedades que tiveram prejuízo e 14,9@ para as mais lucrativas.

Mas na engorda não se trata de quanto produz, mas de como se produz, salientou o zootecnista. Isto porque, segundo Chaker, quando o GMD global passa de 500 gramas, a gestão da propriedade começa a ser desafiada e, se o custo por elevado demais, levam à perda de dinheiro. “Passou 0,5 kg, abre-se uma torneira perigosa, que pode até levar embora o lucro da engorda. É a torneira do desembolso”, advertiu.

Veja as considerações e as contas do consultor Antônio Chaker pelo vídeo abaixo:

 

* O estudo do Benchmarking está em sua sétima edição, é feito desde 2012, e reúne números de propriedades incluídas em realidades diversas de produção por todo o Brasil e América Latina para efeito de comparação de desempenhos e indicação de referências. Nesta última safra, entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019, foram analisados os dados de 378 fazendas em 12 estados do Brasil, além de Paraguai e Bolívia, propriedades que contam com 5.251 colaboradores, reúnem um rebanho de 1,64 milhão de animais distribuídos em uma área de 1,35 milhão de hectares de pastagem e faturam, em conjunto, R$ 1,76 bilhão.

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