Agrônomo responde dúvidas de pecuarista sobre manejo de capim-mombaça no Pará

08 julho 2019
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Nesta segunda, 08, o Giro do Boi levou ao ar a resposta de um especialista em pastagens para a dúvida do pecuarista Agamenon Albuquerque. Ele é proprietário de uma fazenda em Capanema, na região nordeste do estado do Pará, em que há uma índice pluviométrico médio de 2.000 mm por ano, e fez a seguinte indagação:

“Gostaria de saber sobre a viabilidade técnica e econômica de plantar capim-mombaça na minha região”.

Para fazer as recomendações, o programa consultou o engenheiro agrônomo, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária, Wagner Pires, autor do recém-lançado livro “Pastagem Sustentável de A a Z”.

O consultor listou pontos importantes para o sucesso da empreitada de Agamenon. O primeiro é ponderar que o capim-mombaça tem uma quantidade significativa de talos não palatáveis ao gado, o que prejudica seu consumo e a produtividade dos animais. Para tanto, caso isto seja um problema, Pires recomendou que a variedade pode ser substituída por outros dois tipos de Panicum: o Paredão, bastante produtivo e de rápida rebrota ou o Quênia, porte mais baixo, mas de rápida rebrota também e, por vezes, segundo a Embrapa, mais produtivo que o próprio Mombaça.

“Só que ambas as cultivares são mais exigentes em fertilidade de solo”, avisou o agrônomo. Portanto, Pires disse que o pecuarista deve estar atento à reposição de nutrientes no solo, principalmente o potássio.

Outra dica lembrada pelo consultor é o momento ideal do plantio para que a cultivar se desenvolva bem, que deve ser feito sempre no início do período chuvoso.

Confira as recomendações completas de Wagner Pires pelo vídeo abaixo:

Dúvidas como esta podem ser enviadas ao Giro do Boi pelo número de Whatsapp (11) 9 5637 6922.

Foto: Dalizia Aguiar / Reprodução Embrapa

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