Para a pecuária ser lucrativa, boi deve ganhar ao menos 10 g a cada R$ 1 investido na fazenda

06 dezembro 2018
relacao-custo-ganho-de-peso-fazenda-gado-de-corte

Você sabe como calcular os custos da sua fazenda e sua margem de lucro? Ter estas respostas na ponta do lápis pode ser a diferença entre gerir uma fazenda lucrativa ou ser forçado pelo mercado a abandonar a atividade. Nesta quinta, 06, o zootecnista e consultor Antônio Chaker, diretor do Inttegra, o Instituto Terra da Métricas Agropecuária, repassou dicas aos pecuaristas que querem avançar nas técnicas de gestão aplicadas à propriedade.

“Entender que custo de produção nunca é apenas o seu gasto, é uma relação entre o que eu gasto e o que eu produzo. Ou seja, para eu tornar meu custo de produção mais competitivo e trazer margem, não adianta eu mexer só numa parte da conta, eu tenho que mexer na produção”, disse Chaker, introduzindo o assunto.

De acordo com o consultor. são quatro os tipos de custos de uma fazenda de gado de corte: custos fixos, variáveis, investimentos incidentes e investimentos não incidentes. “Ele (o pecuarista) precisa colocar mais dinheiro em custos variáveis, como nutrição e sanidade, e assim por diante, e investimentos incidentes sobre a produção. Então não adianta a fazenda querer economizar nestes dois quesitos. Ela precisa economizar nos custos fixos, que são aqueles que se você precisar aumentar a sua produção, não aumentam”, recomendou.

De acordo com o zootecnista, uma referência para o pecuarista entender se seu custo está sendo bem direcionado é fazer a relação com o que está sendo produzido. “Para cada R$ 1 que a fazenda gasta com cabeça por mês, é importante que animal ganhe pelo menos 10 gramas”, enfatizou.

Para os produtores que estão começando o ciclo de gerenciamento mais avançado de sua fazenda, Chaker resumiu em três passos o que precisa ser feito:

1 – Anotar despesas;
2 – Monitorar a produção: acompanhamento trimestral do ganho de peso em fazendas de engorda e, em propriedade de ciclo completo, acompanhamento da produção trimestral de arrobas;
3 – Dividindo um pelo outro, ele deve obter margem superior a 30%.

Veja as dicas completas do consultor Antônio Chaker no vídeo abaixo:

Imagem: Reprodução / Facebook Inttegra

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“Entender que custo de produção nunca é apenas o seu gasto, é uma relação entre o que eu gasto e o que eu produzo. Ou seja, para eu tornar meu custo de produção mais competitivo e trazer margem, não adianta eu mexer só numa parte da conta, eu tenho que mexer na produção”, disse Chaker, introduzindo o assunto.

De acordo com o consultor. são quatro os tipos de custos de uma fazenda de gado de corte: custos fixos, variáveis, investimentos incidentes e investimentos não incidentes. “Ele (o pecuarista) precisa colocar mais dinheiro em custos variáveis, como nutrição e sanidade, e assim por diante, e investimentos incidentes sobre a produção. Então não adianta a fazenda querer economizar nestes dois quesitos. Ela precisa economizar nos custos fixos, que são aqueles que se você precisar aumentar a sua produção, não aumentam”, recomendou.

De acordo com o zootecnista, uma referência para o pecuarista entender se seu custo está sendo bem direcionado é fazer a relação com o que está sendo produzido. “Para cada R$ 1 que a fazenda gasta com cabeça por mês, é importante que animal ganhe pelo menos 10 gramas”, enfatizou.

Para os produtores que estão começando o ciclo de gerenciamento mais avançado de sua fazenda, Chaker resumiu em três passos o que precisa ser feito:

1 – Anotar despesas;
2 – Monitorar a produção: acompanhamento trimestral do ganho de peso em fazendas de engorda e, em propriedade de ciclo completo, acompanhamento da produção trimestral de arrobas;
3 – Dividindo um pelo outro, ele deve obter margem superior a 30%.

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