Limpeza de pastagem eleva produtividade em até 50%, saiba como

17 agosto 2017
01

Na manhã desta quinta-feira, 17, o Giro do Boi levou ao ar entrevista com o engenheiro agrônomo e doutor em ciência animal e pastagens José Renato Silva Gonçalves, que deu detalhes aos pecuaristas sobre procedimentos de limpeza de pastagem para o combate de plantas daninhas. O agrônomo, que é administrador da Fazenda Figueira, localizada em Londrina-PR, propriedade da Fealq, a Fundação da Esalq/USP, reuniu dicas para limpeza de pastagens durante a entressafra, aproveitando mão de obra potencialmente ociosa, e calculou o impacto positivo que o manejo traz para a produtividade.

“A planta invasora impacta severamente na produtividade porque ela reduz a lotação, a qualidade do pasto e, consequentemente, o ganho de peso dos animais. Hoje, dependendo do grau de infestação, nós observamos um aumento até 50% da produtividade das áreas após a limpeza e controle bem feito destas plantas invasoras”, disse em entrevista.

O engenheiro agrônomo falou com detalhes a respeito de dois tipos de controles que podem ser feitos pelos produtores em diferentes épocas do ano:

Controle Foliar: uma opção de controle no verão, pois as plantas invasoras, por estarem em um período em que a taxa fotossintética é alta, aumentam sua capacidade de absorção do herbicida por meio das folhas.

Controle de toco: opção recomendada para o inverno, mas exige planejamento e trabalho em equipe. É utilizado geralmente em plantas lenhosas, de difícil controle pela estrutura de caule mais grosso. O manejo inicia-se com uma roçada bem baixa, a ser realizada por até dois peões da fazenda no mesmo piquete e o mais rente ao solo que se puder fazer. Logo em seguida, da maneira mais rápida o possível para maior efetividade, é preciso que outro colaborador aplique o produto no toco. Assim, o líquido poderá penetrar com mais facilidade no sistema radicular da planta e impedir seu desenvolvimento.

Outra observação feita por Gonçalves é sobre casos de controle de plantas daninhas feito apenas com roçadas. Segundo suas próprias experiências, o agrônomo lembra que a planta roçada rebrota e, às vezes, forma até uma forquilha, cobrindo uma área maior de luz, aumentando sua força e reforçando a competição por nutrientes. Em alguns casos mais difíceis, pode ser necessário realizar os dois tipos de controle, tanto o foliar, no verão, e o basal, no inverno, otimizando a limpeza do pasto. Uma orientação é obter informações com um profissional qualificado para obter a tecnologia adequada para o tipo de solo e plantas incidentes na fazenda.

Para potencializar a efetividade da prática, José Renato recomenda até a correção da fertilidade do solo. “Se a área está degradada, o ideal seria que se fizesse um manejo de fertilidade de solo para que melhorasse o vigor da forrageira. Assim, a planta cobre o solo e evitar a retomada da infestação”, instruiu o doutor em ciência animal e pastagens.

Confira na íntegra todas as dicas do especialista para controle de plantas daninhas.

 

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“A planta invasora impacta severamente na produtividade porque ela reduz a lotação, a qualidade do pasto e, consequentemente, o ganho de peso dos animais. Hoje, dependendo do grau de infestação, nós observamos um aumento até 50% da produtividade das áreas após a limpeza e controle bem feito destas plantas invasoras”, disse em entrevista.

O engenheiro agrônomo falou com detalhes a respeito de dois tipos de controles que podem ser feitos pelos produtores em diferentes épocas do ano:

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Controle de toco: opção recomendada para o inverno, mas exige planejamento e trabalho em equipe. É utilizado geralmente em plantas lenhosas, de difícil controle pela estrutura de caule mais grosso. O manejo inicia-se com uma roçada bem baixa, a ser realizada por até dois peões da fazenda no mesmo piquete e o mais rente ao solo que se puder fazer. Logo em seguida, da maneira mais rápida o possível para maior efetividade, é preciso que outro colaborador aplique o produto no toco. Assim, o líquido poderá penetrar com mais facilidade no sistema radicular da planta e impedir seu desenvolvimento.

Outra observação feita por Gonçalves é sobre casos de controle de plantas daninhas feito apenas com roçadas. Segundo suas próprias experiências, o agrônomo lembra que a planta roçada rebrota e, às vezes, forma até uma forquilha, cobrindo uma área maior de luz, aumentando sua força e reforçando a competição por nutrientes. Em alguns casos mais difíceis, pode ser necessário realizar os dois tipos de controle, tanto o foliar, no verão, e o basal, no inverno, otimizando a limpeza do pasto. Uma orientação é obter informações com um profissional qualificado para obter a tecnologia adequada para o tipo de solo e plantas incidentes na fazenda.

Para potencializar a efetividade da prática, José Renato recomenda até a correção da fertilidade do solo. “Se a área está degradada, o ideal seria que se fizesse um manejo de fertilidade de solo para que melhorasse o vigor da forrageira. Assim, a planta cobre o solo e evitar a retomada da infestação”, instruiu o doutor em ciência animal e pastagens.

Confira na íntegra todas as dicas do especialista para controle de plantas daninhas.

 

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