Pesquisador do Cepea aponta as três principais quebras de paradigmas pela pecuária de corte no Brasil

12 fevereiro 2019
Fazenda Jaçanã

Nesta terça, 12, um dos convidados especiais do Giro do Boi foi o economista agroindustrial, mestre em economia aplicada e doutor em administração de empresas, Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq-USP. A instituição completa em neste ano 37 anos de atividades e conta hoje com o trabalho de 150 colaboradores.

Na entrevista, o pesquisador repercutiu um artigo que escreveu recentemente, disponível pelo próprio site do Cepea, em que escreve: “Nesse sentido, desde o início dos anos 2000 – e especialmente nos últimos 10 anos –, com o expressivo aumento das exportações de carne bovina brasileira, o setor de pecuária de corte vem passando por três grandes movimentos de quebras de paradigmas: o industrial, o do mercado consumidor e, por fim, o de dentro da porteira, da produção”, registrou Bernardino na publicação cujo título é “As três quebras de paradigmas da pecuária de corte”. Veja quais são:

– I) A partir de 2007, com redução do ganho financeiro da inflação, abertura de mercado e necessidade de ser mais eficiente, a indústria frigorífica foi em busca de mais fluxo de caixa e de investimentos tanto no mercado interno quanto no externo. Isto, de acordo com o pesquisador, levou a um avanço na estruturação financeira do setor;

– II) Transformação do mercado consumidor, impulsionado por um bom momento econômico, sobretudo entre 2005 e 2014. Com maior poder aquisitivo, o consumidor passou a buscar por produtos de valor agregado, o que, no caso da carne bovina, quer dizer peças mais padronizadas, macias, de animais precoces e de diferentes raças;

– III) Mudança da visão do pecuarista sobre sua atividade, que até a década de 90 era vista como reserva de valor.

Somadas, as três quebras de paradigmas, em relativo curto espaço de tempo, mudou profundamente o setor como um todo. “Somos líderes de exportação, estamos produzindo cada vez mais carne, tanto para o mercado doméstico como para o mercado internacional, então isso é interessante para a pecuária de corte brasileira. São as três grandes quebras (de paradigmas) que a gente observou em um curto espaço de tempo, 10 a 15 anos”, reforçou o autor.

Veja na entrevista abaixo a contextualização de Thiago Bernardino de Carvalho sobre as quebras de paradigmas pela pecuária de corte no Brasil:

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Na entrevista, o pesquisador repercutiu um artigo que escreveu recentemente, disponível pelo próprio site do Cepea, em que escreve: “Nesse sentido, desde o início dos anos 2000 – e especialmente nos últimos 10 anos –, com o expressivo aumento das exportações de carne bovina brasileira, o setor de pecuária de corte vem passando por três grandes movimentos de quebras de paradigmas: o industrial, o do mercado consumidor e, por fim, o de dentro da porteira, da produção”, registrou Bernardino na publicação cujo título é “As três quebras de paradigmas da pecuária de corte”. Veja quais são:

– I) A partir de 2007, com redução do ganho financeiro da inflação, abertura de mercado e necessidade de ser mais eficiente, a indústria frigorífica foi em busca de mais fluxo de caixa e de investimentos tanto no mercado interno quanto no externo. Isto, de acordo com o pesquisador, levou a um avanço na estruturação financeira do setor;

– II) Transformação do mercado consumidor, impulsionado por um bom momento econômico, sobretudo entre 2005 e 2014. Com maior poder aquisitivo, o consumidor passou a buscar por produtos de valor agregado, o que, no caso da carne bovina, quer dizer peças mais padronizadas, macias, de animais precoces e de diferentes raças;

– III) Mudança da visão do pecuarista sobre sua atividade, que até a década de 90 era vista como reserva de valor.

Somadas, as três quebras de paradigmas, em relativo curto espaço de tempo, mudou profundamente o setor como um todo. “Somos líderes de exportação, estamos produzindo cada vez mais carne, tanto para o mercado doméstico como para o mercado internacional, então isso é interessante para a pecuária de corte brasileira. São as três grandes quebras (de paradigmas) que a gente observou em um curto espaço de tempo, 10 a 15 anos”, reforçou o autor.

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